sexta-feira, dezembro 31, 2004

A poesia não diz nada, apenas aquilo que eu, tu ou outros queremos pensar ou sentir, Para mim é um novo mundo, cada vez que pego num livro e leio os escritos de um poeta, posso gostar ou não, sentir-me na pele desse poeta ou não, é como tudo se a poesia pretende alcançar qualquer coisa, não será mais do que o nosso próprio conhecimento interior para assim nos libertarmos dos nossos próprios limites. No final ficam sempre as palavras e uma mão cheia de ilusões... ou então não...

segunda-feira, dezembro 27, 2004

Amiga…
Quando nos conhecemos
Fomos dois adolescentes
Tentando crescer no meio da multidão
E quando te vi pela primeira vez
Eras a mais bonita
Não conhecendo a tua alma
Fiquei surpreso com o dom da tua amizade
Que por momentos pensei que fosse escapar
Por entre a minha vida como tantas outras
Mas com o tempo vieste a contornar-me
E eu contornei-te
E sei que posso contar contigo
Mesmo quando não nos falamos durante meses
Sei que estás lá para me ouvir
E sabes também que estou sempre lá para te ouvir
Amiga…
Como alguém que nunca tive
Uma relação estranha
No fundo sei sempre que existes
A mais bonita de entre a multidão
A mais duradoura
Poucos foram os momentos que partilhámos
Mas muito ficou de ti no meu coração
Que te recordará para sempre
Amiga… Que tudo em ti seja um raio de luz
E continuo a adorar-te porque tu conheces-me
Desde que eu ainda era um pequeno amante da vida
Contudo serás sempre um tesouro de amizade
Que guardo com carinho

sexta-feira, dezembro 17, 2004

E alguém me pergunta porque escrevo
Escrevo para me conhecer
Para falar de mim a mim mesmo
Para gritar para alguém que não me vê
Mas que eu sei que me ouve
Liberto-me deste mundo cruel
Em que ninguém vê o que sou
O que és…
O que somos…
Escrevo para me relembrar que vivi
Para relembrar que sinto
Ou senti
Que vivi
Escrevo porque aqui posso morrer
E voltar a renascer sempre que me apetecer
Porque aqui tudo é real e irreal
E conduz-me ao infinito
Da minha vida
Escrevo porque amo a poesia
E a Poesia são os sentimentos que vivem mais perto do coração

terça-feira, dezembro 14, 2004

È possível ver o que sinto
Apenas quando olhas nos meus olhos
È possível sentir que me queres só para ti
Apenas sentindo o teu silêncio
E o meu olhar timidamente rouba
Um doce do teu coração
Faz-me sentir novo outra vez
E ver-te sorrir faz-me feliz
Ainda que escondido de todos
È possível que vejas o que sinto
Por entre alguma cortina
Que desconheço
Mas tento desvendar
E desconheço como tudo se tornou real para mim
Este pequeno amor que não sei explicar
E queria ser um caminhante na tua estrada
Para saber o que pensas
Talvez seja eu que seja adepto do amor
Ou talvez sejas tu quem procurei
Durante tanto tempo
Para me fazer feliz
E tu será que procuraste alguém como eu?
Ou serei eu que sou um louco pelo amor…
Mas no vazio da minha alma encontrei o teu doce sorriso