quarta-feira, maio 06, 2026

Por palavras nuas
despidas
entre murmúrios e lamentos,
uma ferida aberta que não sara.
Às vezes parece que o mundo não anda,
apenas tropeça com os sapatos gastos
de quem já desistiu de chegar.
Esta minha mania triste
de procurar sentido
onde só há lixo,
contas por pagar
e gente a fingir que vive.
A noite essa encosta-se à janela
como uma velha amante cansada,
e eu fico aqui,
a escrever qualquer coisa
que talvez ninguém leia,
mas que ao menos vai sangrando 
como eu