ainda não era a tarde certa
apesar do sol entrar pelas jantelas
as sombras reproduziam-se
num chão de madeira cansado
quando olhava
ofuscava-me
a luz batia-me na cara
como quem diz
vive
isto é o que sobrou
fechei os olhos
não para dormir
mas para sentir
aqueles dias no dojo
em que a luz
era a melhor forma
de verdade
e ali
a verdade
não precisava de palavras