terça-feira, fevereiro 25, 2014
quarta-feira, janeiro 15, 2014
Tempestuoso e frio
E a água gelou
Congelou...
As árvores pararam de crescer
Os meus pássaros pararam de cantar
E a minha sentença desenrolava-se
Escrita por alguém
Num livro dourado de metal
Eu fiquei á espera
Que me fosse retirado um ultimo folego
E sem querer encontrei um pequeno ramo
Ao qual me segurei
Com força...
Agarrei-me ali sem sentido
O frio congelou-me e sentia o peito apertado
O meu coração abrandou
Eu podia agora pensar mais devagar
O mundo ficava mais lento
Mais limpo
Mais puro
Deixava-me levar
E perguntei-me como será?
Como será encostar-me aqui?
Congelar o corpo nu
Até que alguém me venha resgatar da vida
Até que alguém note que existi e que vivi
segunda-feira, janeiro 13, 2014
Já não vejo ninguém...
Se alguém me vir foi um acaso
Se alguém me reconhecer é um engano
Ou um fracasso da memória de alguns
Mergulhei convicto há muito tempo
Sob um céu de águas estagnadas
Onde outrora a água era água
Vinho era vinho
E amor era amor
Esta dor que arde dentro de mim
Num perpétuo movimento
Onde numa sinfonia turtuosa nado para longe
Até ao meu desembarque
Em terras distantes
Vivo aqui na água
Mas não dentro dela
Vivo aqui no mundo
Mas não dentro dele
terça-feira, agosto 20, 2013
sexta-feira, janeiro 18, 2013
È como todos nós, livres e senhor dele mesmo
Podemos dizer que tem os nossos traços
As nossas cores
Os nossos sorrisos
Mas ele é ele
O meu tem o sorriso da minha alma
Possui o melhor de mim
Tem parte da cor da minha pele
E o cabelo igual ao meu de quando eu era assim miúdo como ele
Tem os olhos carinhosos da mãe
Quando olho para ele dá-me vontade de apertá-lo
De abraçá-lo e de o proteger
Mas é ele quem me protege...
Quem me faz sonhar e mudar
Porque quando olho para ele descubro quem eu sou
No meio da corrupção do mundo
Quando olho para ele amo-o a cada segundo
Porque sei que o tempo é vago e escorregadio
quarta-feira, junho 27, 2012
Aprender a estar connosco para após algum tempo
Reconhecermo-nos diante da face dos nossos filhos
E como que por coincidência
Revemo-nos diante do ser mais belo
Talvez com as mesmos receios, os mesmos medos
Talvez até com os mesmos olhos
A mesma voz, o mesmo sorriso
Até mesmo o andar pode ser igual
Foi necessário caminhar tanto
E de tantos passos andar
Saborear o quanto é bom ter no mundo uma parte de nós
Um bocado de mim
Uma centelha deste meu ser tantas vezes errante
È tão bom ter-te comigo
Saber que não és meu mas sim parte de mim
Como um prolongamento da minha vida
Da minha alma
Do meu ser
Amo-te
sábado, janeiro 14, 2012
Conto só para mim desde a minha nascença
Todos os minutos são meus
Só meus...
E por vezes sinto-me um farrapo
Por não os aproveitar
Não os ver ou sentir
E passa o dia e a noite
Por vezes sempre iguais
Desfaço-me em ritmo lento
E aperto o meu talismã contra o peito
È sinal de desespero dizem...
Para mim, sinal de paz
Enfim sou eu, coisas da alma
Embriagado pela busca que me conduz
Vou contando devagar
Um dia acabo no infinito
Acordado de um sonho bom
sexta-feira, dezembro 30, 2011
Uma recordação feliz do que fui
Talvez para me lembrar que um dia irei voltar atrás
Fazer uma longa caminhada de volta
Para me encontrar com a vida
A vida... Essa puta...!
Tinha umas coisas a dizer-lhe...
Até tinha...
Ainda não fiz paz comigo
Quando fizer já terei engolido todas as palavras
Mas talvez no final me lembre do que fui
Ou talvez me iluda até morrer
Quem sabe quando o tempo me deixar em paz
E o fim seja um bom final feliz
Deus saberá o que fazer de mim
terça-feira, agosto 30, 2011
Tão escondidos do mundo
Não se dão a ver
Alcançaram em tão pouco tempo
O mundo que tocaram
O mundo que quiseram ver
E perderam-se tantas vezes que perdi a conta
Percorreram distâncias que poucos tocaram
E aqui estão eles!
Uns olhos que de tão cansados
Se decidiram misturar com a multidão que não os conhece
Não os desvenda...
Nem quer saber
E aqui ninguém os vê ou sente
Ninguém os vê com olhos de ver
Ninguém os toca
Quando passamos ao lado
Quando nos passam ao lado
Por momentos sou quem mais sou
Eu mesmo num turbilhão desperto
Longe, mas de mim tão perto
E ninguém sabe por onde andei
Só eu sei o quanto aqui estou
O quanto fui e quanto amei
De tanto cair me levantei
E aqui estou passo e ando
Corro e não descanso
Porque sou eu
Sem ter mais ninguém
Só eu
Quando passam não sei quem são
Não se mostram como eu
Não me deixo ver
Não me deixo...
E quero esta solidão
Só para mim
È que ás vezes sinto-me egoista
E a solidão é a companheira dos lugares
Tão bem caminhados
Somos irmãos
Tornou-se sangue do meu sangue
Parte da minha carne
Lágrimas das minhas lágrimas
È assim que passo por quem me olha
Não se conhece...
E não me conhece
terça-feira, junho 07, 2011
Papel congelado
Uma noite de Inverno
Sem sentido a minha mão desliza
O aparo suave transporta o meu ser
A minha alma repousa agora nesta folha
Liberto-me das amarras do cansaço
E aqueço este papel branco com a minha memória
Pois que não tenho mais ambição
Senão aquela de ser eu mesmo agora
Eu próprio e este momento
È então que me liberto para descongelar esta folha
O azul borra mais umas palavras
Uns rabiscos que me lembram o frágil que sou
È que nem sempre sou forte...
È que sempre que viro as costas a mim mesmo
Congelo como este papel que agora aqueço
E não me esqueço...
Vou-me descongelando aos poucos
Com o tempo
E o tempo, esse fiel amigo vai passando
Como se não parasse
Afinal eu paro por vezes...
E não descanso
Só me canso
domingo, maio 08, 2011
Palavras á mistura...
Sentimentos sagrados que evoluem
De novo aqui para mim
Só para mim
Um novo sentimento que me abala
E para quê? Para onde?
Talvez por onde...
Por onde andei
È que por vezes confundo-me
E não me encontro
Misturo-me
Abraço-me
Fundo-me com o agora
E grito para além do que é silêncio puro
De novo aqui...
Talvez para me sentir
domingo, janeiro 30, 2011
Num estranho momento
Como se fosse numa sala vazia
As amarras do tempo mostram-se nitidas
Como se quisessem tocar o infinito
O pensamento puro e vazio
Uma sala limpa e vazia
Sem janelas
Paredes brancas
Chão branco
Independencia material
Faz-me recordar quem sou
O caminho tão perdido que fiz
As vezes que me desencontrei
Sim, no vazio encontro-me...
As vezes que o tempo me deixou parar
Que retrato cru e nu, tão vazio
sábado, agosto 07, 2010
Deixou no céu um rasto
Uma luz tremida que se reflecte
Faz lembrar um cometa
É a noite imensa carregada de mistério
Sigo vagueando pela estrada
Já tarde, são quatro da manhã
Alcanço um lugar que é meu
E a Lua caiu eternamente no meu caminho
Um sonho que já vai doce
Depois... Pergunto a Deus quem sou
Responde-me em sinais
No céu vejo os traços
Meio desajeitados
Tão perto falam-me de mim
E dizem tudo o que sinto...
domingo, junho 13, 2010
quinta-feira, maio 20, 2010
Para me confundir com a noite
Essa bebida nocturna que ofusca o Sol
Agarro a noite aqui
Pois ela deixa-me sair
Um mundo cruel que só em sonho abandono
Pinto-me de negro
De luto...
De preto...
Não sou a sombra
Sou a noite...
Sou o som do Oceano
As ondas...
E em breve sou azul
Sou a madrugada ausente
Sou o mundo
O Homem...
O Menino...
Sou eu renascido de mim
Que nasço com este som
Nesta noite de tão negro azul pintado
Embalo a Lua num abraço feliz...
terça-feira, abril 13, 2010
Nascem de mim...
Numa harmonia doce quase amarga
Inovam-se a cada instante
Bebo delas o sabor de cada segundo
E faço parte delas
Da mesma forma que elas se conservam
Então... Quase que por instantes
Elas falam a minha vida
Deixam no tempo a minha respiração
O meu olhar e a minha vida
Flutuam no mundo...
Palavras...
Unidas com o eterno sabor do momento
É um conjunto de sentimentos
Tão complexos...
Tão livres...
Tão geniais no seu Universo
Que se deixam deambular pela eternidade
Por vezes as palavras são tão brutais
Que não as quero escrever…
Nem as ouso pensar…
Andam lado a lado com a solidão
Têm diálogos com o meu ser triste
Sorriem com a satisfação
Rio-me delas e com elas me vejo
E sei que essas palavras...
Essas frases...
Contêm toda a minha vida
quinta-feira, abril 08, 2010
Falar nos dias que amo e nunca os conto
Talvez assim seja...
Porque por um dia falhado na vida
Serão mil anos de solidão intensa
Talvez então seja proibido
Como o sinal tão encarnado
É como quando passamos e ninguém nos passa
Quando vemos e ninguém nos olha
Quando falamos e ninguém nos diz nada
Talvez assim seja...
Vivermos na sombra do que passa proibido
Como o sinal vermelho...
Então passo devagar
E olho o mundo que passa
Com estes meus olhos de ler
Para que não passe de novo por mim
O que já passou
Talvez então seja assim...
Proibido...
quarta-feira, abril 07, 2010
Os meus olhos repousam
Gostava que estivesses aqui
Meu amigo, gostava que me visses agora
Já não sou o menino pequenino
Ou o Filipe pequenino
Meu velho amigo...
Como eu gostava que aqui estivesses
Partiste para tão longe
Deus... Esse grande desconhecido
Abraçou-te e levou-te para essa distância bruta
Meu velho amigo...
É com alegria que relembro o teu sorriso
A noite passa calma
segunda-feira, abril 05, 2010
domingo, abril 04, 2010
sexta-feira, abril 02, 2010
Demasiada tinta num só momento
Antes distante do que tão perto
Os meus dedos perpetuam as palavras
Que de forma desmedida
Pintam o meu rosto
E os sentimentos mudam de cor
Cem páginas brancas...
Desfiguradas por alguma batalha interior
Esfaqueadas e abertas ás feridas do tempo
Rasgadas outras cem...
Cem folhas...
Esquecidas ao vento
Cem anos de solidão
Passados num só momento
Um abismo profundo
Um sonho de heróis
Um caminho distante
Um sonho Utópico...
terça-feira, março 30, 2010
Para não cair em desarmonia com a vida
Porque sonhar nos dias de hoje
Parece o vazio que não leva a nada...
Um caminhante sem estrada
É pior do que um homem sem sonhos
E os sonhos esses ficam para os amantes
Para os casais e para as crianças
Não... os sonhos não são para os que procuram o amor
Sonhar não é amar...
E amar não é esperar pelos sonhos
Talvez seja viver dentro de um sonho
Talvez seja fundir-se com a pureza da própria harmonia
Não...
Não sonho mais, nem mais um segundo
Talvez tenha desistido
Já não sei amar também
Talvez então me tenha esquecido do amor em algum canto
E entristeço... entristeço quando me apetece
E que importa?
Ninguém se importa quando estamos sós
Tanto faz para os outros
A vida passa...
E os sonhos vão ficando pelo caminho
Pintados nas folhas,
Escritos nas árvores...
Nas paredes ou nos vidros embaciados dos carros
Mas neste vazio há sempre um resto de sonho
Talvez a cada momento que não amo
Lembro-me de algum sonho que sonhei
Merda!
Puta de vida que passa despercebida...
Rouba-me os sonhos em cada esquina
Merda, merda, merda...
Perco a esperança...
Enlouqueço...
Não quero o tormento do coração que não sabe amar
Não quero...
sábado, março 27, 2010
Olhar-te nos teus olhos com o meu silêncio
Quem sabe ouvir a tua voz
E dela retirar o teu sorriso intenso
Para me rir também
Queria ver-te nesta noite
Apenas para me deitar sossegado
E descansar em paz...
Ah... Sim apenas ver-te...
Talvez de longe
Bastava olhar-te...
Saber que estás bem
Sabia-me bem ver-te hoje
E ouvir-te...
terça-feira, março 23, 2010
Tantos e tão poucos
São meus também
Apetece-me desvenda-los...
Os segredos tão teus
Talvez na intimidade de um sorriso
No gesto do silêncio
Ou na presença de um olhar
Talvez no inicio da madrugada
Ah... Segredos...
Que seria deles sem um confidente
Que pernoita no silêncio da noite
Segredos tão secretamente guardados...
sexta-feira, março 12, 2010
Ouço o vento frio aqui fora
Entrego-me aos desafios da minha mente
Escrevo estes rabiscos numa mesa de madeira forte
E parto para um lugar mais quente
Quem sabe a praia do Sul
Parece que sinto o cheiro a maresia
E as gaivotas que costumam pousar na areia nua
O vento imagino-o mais quente
Finjo então que me sento
Nesta escada velha junto a um farol antigo
Ouço o mar que me fala mas que se zanga comigo
É que subitamente vejo passar um tempo que não é o meu
Nem sei o que sinto
Não me cabe a mim saber
Apenas desafio a minha mão
Que descreve sem sentido a minha alma
Estas palavras que não saem...
Mas que vão aparecendo timidamente
E de tanto pensar perdem-se...
Perdem-se talvez com o frio da noite
E esta meia-noite que passa
É mais uma meia-noite que de meia não tem nada
E é tão vazia como antigamente...
Tão carregada de horas vagas que não passam
Uma fria noite de Inverno que não passa
Gela-me tanto os dedos que não os sinto
E o meu corpo está todo frio, todo gelado
Assim como eu estou por dentro
Alma congelada que divaga
É só isso e mais nada...
quarta-feira, março 10, 2010
domingo, março 07, 2010
Que brincava e sorria
Aquele rapaz de cabelo louro quase branco
Talvez se tenha escondido com o tempo
Ás vezes aparecia e ria-se tanto
E o Verão parecia tão simples e puro
Tão sem medo, tão em paz
Onde está o sonho que foi o dele
Tão longe do tempo que passou
Onde está aquele miúdo que tinha medo do escuro
Escondia-se por trás do lençol
Talvez tenha crescido e sofrido
Vivido talvez...
Estou tão aqui
Observo o tempo que passa
Perpasso e passo a passo vou andando
E o tempo que passa tão fugaz deixa marca
Estou aqui...
Sou o menino já homem que quis ser
Ás vezes tento falar com o menino cá dentro
Busco o sonho ainda... Não me canso!
Mas não me reponde...
Sonho acordado, sonho tanto...
Sonho o mundo!
E sou tão voraz quando sonho!
De tão humano... Tão frágil...
Um homem menino ainda com medo do escuro
Estou aqui talvez por pouco tempo...
E quero tanto ver o mundo!
Que não me canso de procurar
Estou tão aqui... Não me vês...?
A poeira da vida ofuscou-me tanto...
segunda-feira, março 01, 2010
Ao meu ouvido ouço os acordes suaves
Deleito-me com mais um tom
Um som...
Ela fala só para mim
Uma linguagem que só eu sei compreender
Toco-lhe onde ela sente mais prazer
Suspira ao meu ouvido
Um som que lhe quero dar
Deixo-a ecoar por estas paredes nuas
Frias e cruas...
Só eu sei a timidez com que ela vibra nas minhas mãos
A minha guitarra geme esta noite
E sobe um tom quando lhe toco
Grita um acorde afinado
A minha guitarra geme...
E este gemido que não cessa
Faz-me sentir acompanhado nestas noites de solidão
sábado, fevereiro 27, 2010
Porque me esqueci de quem sou
Quanto mais entendo menos te olho
A distância afasta-me o pensamento
Quando menos te tenho no pensamento
Sento-me no chão frio
Sei que respiras a dor que sabe a frio
O frio que não vejo
Saudade... será essa sim...
A saudade vestida de dor
Que me prende a ti
Sem que eu mesmo saiba quem sou
Já me esqueci de quem sou
Afasto-me lentamente
Porque não tenho forças para sonhar além
Estou demente e sem força para me levantar
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
Deixo-me ficar por um momento
A musica ecoa pela sala fria
Não me importo de sonhar
Aliás sonhei tantas vezes
Que não me recordo de jamais sonhar
E perdi o rumo da terra dos sonhos
Dos meus sonhos...
Aqueles que tive e iniciei quando era criança
Já não sei deles
Acho que virei retrato de um espectro adormecido
Acho que abandonei alguns deles pelo caminho
Gelado caminho...
Outros vão-se ainda construindo
Fragmentos do tempo
Perdi tanto...
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
E viver o que não vivi
Não sei explicar o quanto
Por vezes não cabe em mim o tanto que já tive
Não tenho um vazio para mostrar
De certeza que não tenho
Talvez uma taça vermelha
Cheia de sonhos coloridos
Uns já feitos
Outros incompletos
Alguns tão distantes da minha estrada
Outros que perdi, que me esqueci talvez
Talvez a minha vida demasiado atribulada os fez perder
Por entre ruas e becos sem destino
E tive culpa sempre...
Porque não culpar-me?
A solidão de uma noite sempre me iluminou o dia
Estou aqui agora
A tentar escrever os sonhos que perdi
Para continuar a caminhar sem medo
Uma vela que se queima
O incenso que acalma
E este molho de sonhos na minha cabeça
Parecem-me tantos que sem querer esqueço-os
O tempo dá conta deles...
E esta certeza de não os ter
É um sentimento insuportável
Que se torna tão puro
Tão menosprezado...
E lá longe o tempo passa
Mas deixa as marcas aqui perto
Tão perto de mim
domingo, fevereiro 07, 2010
Esta estrada por onde ando
Levou-me onde não queria
Não consigo explicar o propósito
Fico cheio de medo só de pensar o que perdi
Já nem consigo acordar sossegado
Espero não me ter distanciado de mim mesmo
Espero não ter assassinado o meu interior
Se o fiz nada mais quero senão o meu silêncio
Esse não me larga
terça-feira, fevereiro 02, 2010
Tronco forte e erguido
Olhar expressivo
Rosto branco e olhos claros
Meio careca e barba feita
Não tão jovem
Olhem lá vai ele
Com pressa e vontade
Mais um que se vestiu hoje
E saiu à rua tão apressado
Carteira na mão
E lá vai ele viver o dia
Olhem aqui eu vou...
Tão sem jeito
Tão marcado pelo tempo que vivi
Pela vida que amo e pelo sorriso que busco
Aqui vou eu...
Tão sem medo dessa eficaz ausência
Tão distante desse mundo
Vou com pressa de viver
De sorrir e de sonhar
Os olhos já viram tanto e tão pouco
Que não se cansam
Aqui vou eu tão ausente do mundo
Nem parece que choro por vezes
Aqui vou eu desta vez tão encolhido
A vaguear pela solidão da vida
sábado, janeiro 30, 2010
Talvez uma linha entre o real e o irreal
Um som quase sem tom
Quase que um sigilo
Como que fosse o despertar
Do meu próprio silêncio
Então assim debruço-me uma vez mais sobre mim
Neste meu ser tão distante
Fico sentado sem descanso
Fico amargo sobre o sorriso meu por enquanto
Fico aqui nesta sala fria
Fico doce
Sentado no chão e fora de mim
Fico calmo, sereno
Como se fosse um acorde
De uma guitarra que não ouvi
terça-feira, janeiro 26, 2010
Uma porta para a minha confidência
Um lugar ermo para descansar o meu corpo
Talvez seja consumido pela luz
E me transforme em puro pensamento
Talvez...
Talvez aqui fique por mais algum tempo
E me torne fiel amante da madrugada
Apetece-me ficar aqui tão sozinho
Neste canto, nesta praia
O frio toca-me o rosto como uma faca afiada
Queima-me o tempo...
Desfaço-me na tentação de estar ausente
Ausente...
Que palavra... que silêncio...
Fora de mim procuro um braço
Um abraço forte de mim mesmo
Ah... porque preciso de mim agora...
Tão longe fui que já não sei voltar atrás
Ausência tão eficaz que se torna um crepúsculo
Imponente!
Sou capitão nesta ausência
Conduzo um navio enorme
E mesmo assim dou comigo à deriva
Estranha ausência de mim
Não ofusques o meu ser...
Deixa que a minha alma me conduza para outro lugar
domingo, janeiro 17, 2010
Deixo aqui a minha mensagem de agradecimento a todos os que lêem o que escrevo e espero que gostem do que escrevo, que as minhas palavras ou frases sejam um transporte para um lugar bem mais perto dos vossos sentimentos, da minha parte contem com o meu sentimento puro que tento sempre descrever, não ouso pensar na forma da frase ou palavra, limito-me á libertação de um conjunto de sentimentos, assim como Neruda um dia descreveu o grito Agú, aquele que é o primeiro poema sem ser forjado pela alma consciente, o primeiro pensamento sem ser modificado.
Todos somos diferentes no entanto nas palavras encontramos por vezes algum conforto, eu encontro em todo o local onde existe sentimento puro, espero que aqui neste lugar por vezes tão frio e sombrio que é o mundo virtual, encontrem algum abraço acolhedor nas minhas simples palavras.
Paz e amor a todos
Guilherme
sábado, janeiro 16, 2010
Chegar aqui e ausentar-me mais esta vez
Como tantas outras noites
Esta é mais uma madrugada distante
Em que sozinho me perdi
Posso deixar a minha lágrima fria lá fora
Posso chegar tarde então nesta madrugada
Abandonar o sonho que não tenho
Trocá-lo por este momento
Permito-me a mim mesmo não mais sonhar
Hoje deixo a agonia levar-me
Só hoje...
Porque talvez até esteja triste
Porque talvez até queira viver simplesmente este momento
Deverei chegar tarde esta noite
Como se não mais voltasse
Como se me quisesse perder sem destino
Sem pensar até em me encontrar
Posso e vou chegar tarde esta noite
domingo, outubro 18, 2009
Não me lembro de me ter esquecido
Construí com tantos erros a minha bandeira
Em todo o tempo ganhei
Não me lembro de ter perdido
Trouxe sim comigo o sorriso
Cada imagem na minha mente
Para me relembrar de onde sou
De onde vim e para onde irei
Não construí estátuas nem heróis
Vou andando...
Caminhando por aí, pela vida
E que vida...
Talvez um dia pare para descansar
E repousar os meus olhos já cansados
Sobre a história que fiz com as minhas mãos
Debruçar-me sobre o meu pensamento
Escrever num papel ou sei lá
Ou talvez me ilude
Que precisei de tudo o que fiz para ser feliz
Talvez...
Não sei, quem sabe alguém conte a minha história
Ou que ela venha em algum livro velho que não li
Talvez seja apenas eu que a conte
Para mim aqui ou em outro lugar
Para que não me esqueça que a vida
É um empréstimo fiel que Deus me fez...
domingo, outubro 04, 2009
É como olhar para o conjunto do que sou
Do que vivi, do quanto amei
Vejo-me ao espelho
E em mim cada pedaço de vida vivida
Sentir-me eu mesmo
Como se tivesse acumulado em mim
Todas as experiências que conquistei
Cada minuto desesperado
Para alcançar uma batalha desprotegida
No campo do mundo...
Falo comigo por vezes em voz alta
Mas para que ninguém me ouça
Falo-me a mim mesmo sozinho...
Que sonho mais sério e real!
E a minha voz ouço-a tão perto
Ecoa pelas paredes desta sala
Murmura o meu nome devagar
Não tão grande o sonho mas a vida...
Que sem sentido morreria
Mas com tanto rumo
Só pode ter o sentido da verdadeira felicidade...
Sempre...
segunda-feira, setembro 28, 2009
Em qualquer momento descubro a minha essência
Em qualquer rua descubro-me
Amo este lugar em que subitamente me encontro
Onde em todo o tempo sinto que nasço e renasço
É aqui que pertenço
Lugar de almas simples e fugazes
Que talharam a história
Que iluminaram as fontes do saber com tanto conhecimento
Aqui sim... Também me sinto tão bem
Tão eu... Tão loucamente eu...
Que murmúrio tão perto de mim
Que voz é esta tão intensa cá dentro
Que sentimento tão sincero tenho...
Por este povo que me abraça
Sem mesmo querer faço parte deste mundo tão intenso
Nunca poderia partir deste mundo
Sem antes estar aqui tão perto de mim
sexta-feira, setembro 11, 2009
Sinto-me um estranho a cada dia
Caminho pelas ruas antigas
E guardo para mim o sabor desta viagem
Guardo só para mim...
O intenso sabor de cada momento
Olho cada pedaço de pedra erguido aqui
Faz-me feliz...
Caminho pelas ruas
Onde tantos outros já passaram
Onde tantas histórias já se fizeram
Onde tantos caminhos se cruzaram
Amarro-me a cada momento
Escrevo e evoluo
quarta-feira, agosto 19, 2009
Quantas pessoas para nos ensinar um dom
Quantas palavras num papel...
Para descrever uma vida
Quantos passos para perder o sabor
O simples sabor da noite de verão
Quantos olhares para compreender o mundo
Quantas lágrimas para perceber a tristeza
Quanto tempo para entender toda uma vida
Quantos caminhos...
Quantas ruas e quantas estátuas temos de erguer
Para sermos nós próprios
Para sermos guerreiros em cada batalha
Quantas vezes temos de perder
Para ganhar o que está por vezes tão longe
Quantas...
Agosto de 2009.
Paris.
E eu aqui, no meio da cidade que toda a gente romantiza, a tentar perceber se a minha vida avança ou só faz pose.
A casa pequena, paredes grandes, janela virada para as galerias lafayette onde ainda se ouviam passos, risos e garrafas a bater em sacos de plástico. A cama tem um lençois amarelos. Eu sou só mais um, mas a cabeça teima em achar que estou a viver uma espécie de capítulo especial.
Tenho o caderno na mesa. Sempre o caderno.
Já vem comigo desde casa, trago dentro dele metade da minha alma em rascunho.
Antes de vir, escrevi:
“É tarde e parto para outro lugar
As memórias vão comigo
Para não me esquecer quem sou
De onde vim…”
Na altura pareceu-me frase de filme.
Agora, sentado aqui num quarto parisiense com o cheiro a corredor antigo, pareceu-me só um tipo a tentar convencer-se de que fugir para outra cidade resolve alguma coisa.
A verdade é que eu queria tudo:
Queria conhecer Paris, queria conhecer o mundo, queria conhecer-me a mim, queria amar-te, queria ser escritor, queria ser tudo ao mesmo tempo.
Vinte e tal anos na cara, excesso de sonhos na cabeça e um coração que ainda acreditava que a vida, no fundo, no fundo, ia correr bem.
Foda-se
Saí de casa.
A cidade ainda não tinha adormecido.
Paris à noite parece uma daquelas pessoas bonitas que sabem que são bonitas e nem precisam de se arranjar muito. As ruas antigas, cheias de pedra, carregadas de uma história que eu não conhecia mas sentia nos pés.
Escrevi depois:
“As ruas antigas únicas
Carregadas de romantismo
Em cada esquina vêem-se beijos longos
Abraços e lágrimas…”
E é mesmo assim.
Cada esquina parece um postal ilustrado: casais encostados a paredes, a pontes, a árvores, beijos demorados, como se o mundo fosse acabar ali mesmo.
Foda-se, que cidade indecente para quem está cheio de amor e ao mesmo tempo sozinho.
Caminho sem mapa.
Gosto da sensação de me perder.
A verdade é que não me perdia de verdade – Paris está cheio de placas, de linhas de metro, de turistas, de luz. A minha verdadeira confusão não é geográfica, é cá dentro.
Aqui, nesta noite quente de agosto, eu sinto duas coisas ao mesmo tempo:
-
Uma puta de uma alegria por estar aqui.
-
Uma puta de uma saudade de ti.
É como se o meu peito tivesse sido alugado a dois inquilinos ao mesmo tempo: o miúdo encantado com a cidade e o homem que já tinha medo de te perder.
Lembro-me de olhar para o Sena e pensar que aquilo podia muito bem ser uma metáfora barata da minha vida: um rio que segue, que leva tudo, que não volta, mas que brilha à noite com reflexos bonitos para enganar quem olha de longe.
Encostei-me a uma ponte num destes dias
Vi os barcos a passar, cheios de gente a tirar fotografias
Nas margens, grupos de amigos, garrafas de vinho, música, risos grandes.
E eu ali, a viver uma cena que qualquer guia turístico descrevia, mas por dentro a viver outra coisa qualquer.
Um descompasso.
“Aqui… respira-se cultura.
Respira-se amor, transpira a verdade escondida.
Aqui… é tudo tão parecido comigo.”
Escrevi isso depois, mas naquela noite já o sentia.
Paris parecia-me uma versão visível daquilo que eu tinha cá dentro:
um misto de velho e novo, de luz e sombra, de gente perdida e gente que achava que sabia para onde ia.
Passava e perpassava pelas avenidas, a absorver tudo:
– o cheiro do metro
– o fumo dos cigarros à porta dos cafés
– o som das línguas misturadas
– vendedores ambulantes a dizer “bonjour, my friend” em todas as direções
Um mundo de culturas livres, e eu sentia que, pela primeira vez em muito tempo, o mundo lá fora combinava com a confusão cá dentro.
Mas, claro, tu estragas-me sempre a festa.
Ou melhor: a falta de ti.
Porque, no meio de tanta luz, a tua ausência faz sombra
Cada casal que via era um lembrete.
Cada riso partilhado um eco daquilo que eu queria viver contigo.
Pensei:
Se estivesses aqui, isto seria perfeito.
Nós dois a andar pelas ruas, a rir de coisas parvas, a inventar histórias sobre as pessoas que passavam, a beijar-nos nas pontes.
Mas não estás.
E então Paris é, ao mesmo tempo, a cidade onde eu me sentia em casa e a cidade onde tudo me lembrava que me faltava alguma coisa.
É lixado estar num lugar destes, lindo mas com um coração em guerra.
Regressei a casa tarde.
Tinha o corpo cansado, os pés a latejar, a cabeça cheia de imagens novas, o peito cheio de saudade velha.
Sentei-me na cama com o caderno.
Escrevi:
“Paris…
Je t’aime…”
E depois parei.
Porque senti que não era só à cidade que eu estava a dizer isso.
Era à vida.
Era a ti.
Era a tudo o que ainda podia acontecer.
Tinha medo.
Claro que tinha.
Medo de não ser capaz de fazer nada do que sonhava.
Medo de ser só mais um gajo que volta de Paris com meia dúzia de fotos e nenhuma mudança verdadeira.
Medo de te perder.
Medo de me perder.
Mas naquela madrugada, pela primeira vez em muito tempo, senti também qualquer coisa parecida com coragem.
Ali, longe de casa, longe das rotinas, longe dos sítios onde sempre fui o mesmo, percebi que talvez eu conseguisse ser outra coisa.
Não outra pessoa, eu não queria deixar de ser eu, mas uma versão minha menos encolhida.
Fechei os olhos e ouvi o som abafado da cidade a entrar pela janela entreaberta.
Pensei: “Talvez eu também seja feito disto: ruas antigas, beijos que não dou, luzes que ainda não acendi.”
Por instantes, a tristeza e a alegria fizeram um pacto de tréguas dentro de mim.
Não era paz, mas era um intervalo suportável.
Peguei na caneta e escrevi mais uma vez, como se fosse um compromisso:
“Passo e perpasso pelas avenidas
E não me canso.
Em vez disso danço.”
Na prática eu não danço porcaria nenhuma.
Ando, tropeço, penso demais.
Eu ainda acredito que podia dançar com a vida sem levar sempre um pontapé nos joelhos.
Fechei o caderno.
Deitei-me na cama estreita, com o som de Paris lá fora.
E antes de adormecer, pensei :
– Se um dia eu me esquecer quem sou, que estas páginas me devolvam.
– Se um dia tu leres isto, que saibas: eu já te amava aqui, no meio de uma cidade que não fazia ideia de quem eu era.
Depois, deixei a madrugada acabar sozinha.
domingo, agosto 09, 2009
As ruas antigas únicas
Carregadas de romantismo
Em cada esquina vêem-se os beijos longos
Abraços e lágrimas
As luzes da noite tocam as portas do céu
Iluminam este palco intenso de cultura
Onde em outros lugares é tão escuro para ver
Aqui... Respira-se cultura...
Respira-se amor, transpira a verdade escondida
Aqui... é tudo tão parecido comigo
E é tudo tão presente e antigo
Pessoas andam livres pelas ruas
É um mundo de culturas livres
Passo e perpasso pelas avenidas
E não me canso
Em vez disso danço...
São tantas as ruas únicas
Que não me perco
Cada uma tem um palco único
Cada uma um cheiro intenso
Paris...
Je t'aime...
quinta-feira, julho 30, 2009
terça-feira, julho 07, 2009
Vejo-te e conheço-te tão certa
Os teus olhos tocam-me inteiros
A música embala-te e sinto-me menino
Gosto mais do sabor deste momento
Gosto do intenso sabor da saudade anunciada
Essa saudade que sei que sinto
Cai-te bem o sorriso
E os olhos que me deixam sem jeito
Sem saber o que faço apetece-me um abraço
quinta-feira, junho 25, 2009
quarta-feira, junho 17, 2009
segunda-feira, junho 01, 2009
Eles são caminhos longos desenterrados
Deixa-os aos nobres e aos poetas
Assim... Deixa o tempo voar e as nuvens passar
Conta histórias do que não fostes
Deita-te e morre...
Embala-te no sorriso dos Deuses
Porque eles acompanham-te na viagem
Truão... Deixa-te de sentidos e sentimentos
As noites quentes e frias que percorres há anos
São iguais...
Não há nada de novo aqui para veres...
Apenas o murmúrio da penumbra da noite
O teu crepúsculo mais distante
A tua noite... Um abismo colossal
Deita-te e morre Truão...
E deixa a glória aos imortais do amor...
Porque eles são a Lua e o Sol juntos
E são estátuas constantes no caminho
Truão meu bobo não te deixes levar pela ilusão de Maya...
sexta-feira, maio 29, 2009
Deixas o olhar de quem morde um beijo
Um coração que bate doce
Porque não dizer-te...
Que quando passas deixas o perfume que sonhei
E vacilam os pilares do meu viver
Que quando passas deixas o teu nome escrito
Nos meus olhos...
Nas minhas mãos que escrevem...
Nos meus dedos...
Porque não dizer-te...
Que quando passas te sinto perto
Tão perto...
Porque não sussurrar-te...
Quando passas o meu mundo pára...
terça-feira, maio 19, 2009
Tanto para viajar
Quantos caminhos para percorrer
Numa noite de Lisboa...
Quantas ruelas e murais claros
Quantos temas de conversa pela rua
Desconversados na ternura
Olhares penetrantes e doces
Quantas vidas até te ter
A Lua tão nua...
Há tanta coisa para sonhar
Tanto que não se diz e se diz tão direito
Quantos caminhos para um beijo
E um dia uma dança tão crua
Num jardim qualquer de rua
De forma tão fugaz e nua
domingo, maio 10, 2009
Apenas eu e o meu pensamento
Uma estrada marginal
Uma madrugada cheia de sentimento
Envolvo-me com o cheiro do mar
É arrepiante todo este momento
Nem quero saber se estou perdido
Quero andar...
Vaguear...
Perder-me quem sabe...
Só eu...
Que noite... Luxuriante
De tão vazia ficou tão calma...
E de tão calma ficou tão doce
quinta-feira, maio 07, 2009
A ternura da minha viagem
Invoco os Deuses
Para me sentir acompanhado neste trilho
Aguardo o momento da chegada
Um destino sem tempo
Tempo fugaz
As minhas asas cansadas de voar
E os meus caprichos de menino homem
Agora que me vejo a viajar
Faço uma promessa...
Jamais irei parar
Guardo para mim
O cheiro e o sabor desta viagem
Tão simples e intensa
segunda-feira, abril 27, 2009
Ainda não encontrei a vida...
Tenho aqui os amigos que construí
Viajámos juntos...
Divagámos pela noite e fomos verdadeiros
Os mundos antigos deixaram-nos ser
Olho para mim...
Tenho um bom motivo para sorrir
Sou eu... mais velho
A minha cara já não é de menino
Talvez o homem menino...
O cabelo, as rugas, os sinais
O tempo passa mas eu evoluo...
O tempo passa mas eu estou aqui
E de tempos em tempos vejo o meu reflexo
Nas janelas das casas
No comboio, no carro
São espelhos de água que se dilatam no tempo
Vejo-me e sou eu mesmo assim
Assim maduro e consciente
Por vezes tão perto de mim
Que me arrepio...
domingo, março 22, 2009
As minhas próprias palavras...
Radiantes e tenebrosas
Desfaço-me delas porque não as quero
É que ás vezes caio para não me levantar
Outras levanto-me para deixar de cair
Sacudo-me das frases inundadas
E desempregadas no seu todo
Deixem-me! Palavras...
Deixem-me sozinho por momentos
Porque em todo eu não cabem as palavras
Que não quero dizer...
A minha vida toda eu procurei-as
E agora não as quero...
Elas que me transportaram
E me deixaram...
Agora eu deixo-as
Sacudo-as...
Mato-as...
Quantos caminhos até as não ter
Quantas vidas até as não querer...
domingo, março 15, 2009
E ver-te dormir
Deitar-me ao teu lado
E sentir-te perto
Sentir-me completo
Mas tu não sabes que eu estou lá
Posso sentir o teu corpo esta noite
E guiar-me por entre as cortinas do teu rosto
E enquanto adormeço
Sinto o calor do teu abraço
Do teu corpo
Saboreio o suave murmúrio do teu cheiro
Que se espalha por mim
Sonho acordado neste delírio quase divino
E deixo-me levar pelo encanto deste sentido
sexta-feira, março 06, 2009
Por entre as cortinas da minha mente
Olho o céu e tento não voar
Conto as horas para poder acordar
Uma vez mais transporto-me
Deixo-me levar por esta corrida
Encontro-me...
Desfaço-me em poucos pedaços
Esta noite há pessoas a dançar
As músicas tocam mas nenhuma é minha
Canto para mim
E envolvo-me num desencontro
Afastado do tempo
Sento-me aqui sem nada para fazer
E nem sequer uma ponta de silêncio
Para me fazer companhia hoje
Respiro este ar cansado e turbulento
Saudade do mar e do cheiro da areia
E esta folha de papel
A única coisa que tenho agora
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Vou buscá-las no caminho das estrelas
Sigo Sul a caminho da eterna glória
Sou semblante dos cometas
Atarefado no meio do cosmos
Percorro o centro do teu olhar
E desvio o meu caminho pelo Universo
Repouso numa outra galáxia também
Tento desvendar no meio deste mundo
Quem são estes seres astrais…
Voo por entre o espaço articulado
E canso-me de me cansar
Sou eu que visito os astros
E pinto no céu os sorrisos azuis
As nuvens acompanham a minha loucura
E alcançam comigo outros mundos
sábado, janeiro 17, 2009
Alcanço o meu infinito
È noite e a Lua acompanha-me
Desfaz-se um sabor amargo
Deixo-me levar pela incontornável passagem do tempo
E elevo-me ao simples gigante que sou
Levanto voo e viajo
Alucino...
Olho os meus olhos e envelheço
Voo para lá de mim mesmo
E ultrapasso a minha sombra
Distante percorro o meu pensamento
Sou transparente
Incolor...
Que fome tenho do mundo!
Sinto a noite e como-a...
Como se quisesse tocar o infinito
Talvez partilhar uma lágrima
Um sorriso...
Uma época na eternidade
Que desejo secreto...
Uma subtileza no meio do silêncio
Mais do que esta viagem
Sou eu que me encontro...
E que me satisfaço neste âmbar de mel
terça-feira, dezembro 30, 2008
A perfeita tradução do abandono
Esse abismo onde ninguém está
E que eu tanto conheço
Essa linguagem que traduzida
Se desfaz no tempo e se oculta
No abismo da renúncia
Uma súplica desesperada
Para aprisionar uma dor suprema
A palavra traduzida...
Onde cabem tantas outras palavras
Onde nela coabitam tantos outros sentimentos
Onde existem tantos e tão confusos pensamentos
Não é uma mera palavra abandonada
Deixo-a aqui nesta análise sombria
E sem dúvida ao abandono das palavras
quarta-feira, dezembro 03, 2008
sexta-feira, novembro 21, 2008
São iguais aos outros
Nada de novo aqui
Encontros desencontrados
E um cavalheiro só
Poesias, poemas e frases
Impossíveis de recortar do contexto original
Dignos mas sem valor
Talvez vitais os meus sinais
Duas casas tão brancas
E um manuscrito inédito
Tropeço nas minhas frases escritas
Rio-me de mim mesmo
E o tempo passa
Os dias, outros iguais
E as pedras da rua da mesma cor
O mesmo cheiro, o mesmo tom
Um carteiro sem cartas
A cidade não muda
Morre-se lentamente
Repetindo todos os dias os mesmos dias
quarta-feira, outubro 29, 2008
Ao tempo que passa
Pernoito aqui neste lugar
Perto da minha alma
Rendo-me a mim mesmo
E agrado os Deuses
Em todo caminho
Encontro um novo sentido
Ofusco-me entre os demais
E procuro-me a cada instante
Encontro o guerreiro
Encontro o menino e o homem
Encontro-me...
Nesta aventura deslumbrante
Sou na prática um sonho da minha alma
quarta-feira, setembro 24, 2008
A noite passa como uma vida fugaz
O ar oprime o vazio
Nas minhas mãos... um aparo
Move-se lentamente
Por entre as linhas inexistentes
Deste papel branco
Vazio...
Marcas de inutilidade absorvidas pela madrugada
A minha mão passa descontrolada
Rasgo mais uma folha entre tantas páginas
Devolvo-me ao mistério místico de estar aqui
Taça amarga deste posto inseguro
A janela com vista para a noite
Deixa-me intacto por segundos
Momentos sólidos de pensamento inactivo
Deixo-me levar nesta meditação solene
Aguardo a espiral de pensamento
Que vem como um orgasmo lento
E se espalha como um doce veneno libertador
Aguardo e movo-me pela noite já cansado
terça-feira, agosto 12, 2008
Pêlo grosso castanho
Deixou-nos como um leve beijo triste
Ficou o vazio da presença
Parece que falta qualquer coisa
Um amor incondicional
Que por vezes eu não vi
Perco o sentido quando entro em casa
Sinto-a ali à porta
Mas não a vejo
Pinto-a em tela para que sobreviva
Ou para que nunca a esqueça
Deixo-a aqui nestas palavras eternas
Neste papel seco
Foste sempre fiel
segunda-feira, agosto 04, 2008
Lábios de carne grossa
Algumas décadas de dias e noites
Pequenas rugas no tempo
A Barba misteriosamente cresce branca...
Alguns tempos mais tarde quero lembrar-me
Esta vida e este meu personagem intenso
Tanto pensamento que não cabe dentro de mim
Sou uma esponja...
Absorvo o que me rodeia
Nada de materialismo, não suporto...
Simples como água
E complexo no pensamento
A viagem... Estrada para ser feliz
A chave, o momento...
Quero-o cada momento
Amar a viagem...
Somos feras em arena de palha
Sejamos humildes no dia que vivemos
quarta-feira, julho 23, 2008
E construo o meu pensamento ofegante
Viajo por entre as montanhas cobertas de neve
Deambulo por entre a natureza pura e sou livre
Ando de mãos dadas comigo
Vivo e revivo cada momento
Abraço o oceano e deixo-me levar
Sentir-me encurralado pela água
As ondas e o cheiro do mar
Deixo-me navegar neste incrível mundo
E viajo pela vida com alegria
Consciente do meu valor
Sou eu que voo agora aqui e ali
Viajante sem rumo
Crio o meu caminho e viajo para além dele
Ultrapasso-me e movo-me...
Sou comandante nesta viagem
E direcciono-me para o infinito de cada sonho meu...
Sou eu...
quarta-feira, julho 02, 2008
Fluido como água
Bebo deste elixir
Que se prolonga até ao final da minha vida
Sorvo deste âmbar precioso que se tornou esta descoberta
Abraço este novo mundo
Como uma criança que tenta andar pela primeira vez
Aguardo pacientemente todo o resultado que advém
Desta busca interior incessante
Que reconheço no meu sentir...
Sento-me e agradeço por cada momento que tive
Que tenho, que terei...
Amo cada instante do meu tempo
E sinto-me grato
Por cada momento de desiquilibrio que tenho
Porque cada um deles me obrigou a equilibrar-me de novo
Aqui estou eu uma vez mais
Agora mais forte...
Mais sábio...
sexta-feira, junho 06, 2008
Para decidir escrever
A alegria do tormento
Eu que me revolto...
E me puxo para fora
Eu que me retiro para o nada
Onde não existem anjos
Eu que me desencontro e me encontro
Afinal quem sou eu para ser eu?
Quantas vezes falei
Quantas para mim eu ouvi
Eu sou o maior silêncio da noite
Desde então sou este eu
Que emerge do nada
E se torna neste homem menino
Posso escrever todas as palavras
Ainda até aquelas mais tristes
E pensar que não sou eu
Eu que pertenço a esta estranha tribo
Que surgiu da noite
Esta tribo de vozes caladas
Este silêncio que busca o vento calmo
O sopro das palavras
Sinto-as mágicas...
Máscaras vitoriosas contra o tempo
Pinto-as aqui neste caderno pequeno
Para que as encontrem intactas
Com restos do meu sentir...
segunda-feira, junho 02, 2008
Sem a penumbra do silêncio
Navego todos os dias pela mesma estrada
E todos os dias interrogo
Passo e perpasso no oculto
Caixeiros viajantes é o que somos
Para cá e para lá
Viajantes sem rumo nesta indiferença
Palavras que navegam
Não há nada como um poema
O vento toca a alma
E o Oceano acalma-se
Viajo e voo
Evoluo e vivo instintivamente
sexta-feira, maio 23, 2008
Traz-me de volta a nostalgia de ser criança
Terra de ninguém esta em que vivemos
Afundo-me por vezes em noites assim
Não temo mas também não caio nesta oculta magia
Deixo-me encantar pelo sorriso
E embalo-me a mim próprio
E é tão bom ser assim
Tão sagaz...
Inocentemente egoísta...
Apetecia-me ser algo nesta cidade mágica
Ser a Lua que tocasse o vidro das janelas
E acordar alguém com a minha luz
Talvez ser a guitarra que geme aqui
Aqueles acordes tremendos e alegres
Ou tristes...
Quem sabe o gato que faz a sombra na minha parede...
Quem sabe ser eu nesta cidade
E ser eu mesmo de novo neste antro imaginário
Espaço aberto à minha proposta da noite
Quem sabe não será esta a minha noite
Estas as minhas palavras
Esta a minha alma
Este o meu sentir...
quinta-feira, maio 15, 2008
Percorro a distância que não sei calcular
Por algum lado que tente ir
Não deixo que morra em mim
O segredo de ser livre
Nem que tenha de vaguear pelo mundo
O vazio retorna-me o pensamento
Do nada mancho tinta no papel
Riscos e rabiscos
Formas que me permitem expandir a minha alma
Retornar-me ao meu mundo selvagem
Instintivo e subtil
Liberto-me dos meus amigos mortais que me querem ver preso
Confronto-me assustado com a minha sombra
Deixo-me levar pelo oculto prazer
Do que as palavras significam para mim
E vivo livremente
A minha imaginação coloca-me na corda bamba
È tempo de evaporar
Não sou nada mas sou algo
E sou sempre bem vindo a este deserto
Que por vezes é a minha alma...
quarta-feira, maio 07, 2008
Tornou-se difícil agradar-me a mim próprio
Talvez exija de mim o que não existe
E o que posso dar não é moeda de troca
Sou quem sou
Sou escravo do que penso
Do que tento ser
Talvez seja mesmo o que sou
Rendido a mim mesmo
Talvez alcance metade do que me proponho
Tão farto deste solitário eu
Tão só que estou longe do meu lado
Não passo de um poema nocturno
Rendido ao que sou
Estou tão alto que o céu me perturba
Estou tão aqui que não quero este momento
Canso-me a desfazer este momento
Não quero o meu ar cansado
Nem um caminho traçado
Cujo rosto ocultado pela barba branca
Pele envelhecida já conta histórias
É o Cigano do Marquês
É o amigo da malta
Vendedor ambulante
Mas que será que ele pensa
Vi-o chorar como uma criança
Quando a mãe saiu deste mundo
Quando o vejo sinto amizade no olhar
Humilde nas palavras
Por vezes ninguém quer saber o que ele pensa
E por vezes ele nem se importa
Conheço-o e é como eu
Sangra e sofre como eu
Vive triste e alegre
Ali vai ele...
Quando não o vejo pouco me lembro dele
Quando o vejo quero voltar atrás e conhecer o interior
Parece que foi levado para algures
Por entre a selva urbana que não o deixou respirar
É o Sancho o cigano do Marquês
E parece que já não o vejo de novo
sexta-feira, maio 02, 2008
terça-feira, abril 29, 2008
Nem mais nem menos do que um passo acertado
No desacerto da noite
Ouve-se alguém num quarto vazio
É a noite viva que não adormece
Alguém mancha o meu sorriso
Tão tangente ao meu silêncio
Adormeço
Não sinto uma vez mais
Mas viajo...
Contemplo e vivo
Sou eu
A noite vazia embala o silêncio
Ternura do abraço
Esconde-se um sorriso
Descreve-se um beijo
Este coração tem de parar para respirar
Este ar que é puro
Inocente
quinta-feira, abril 10, 2008
Pode conter toda a essência
Transportar a saudade
E canalizar energia para a serenidade
É uma liberdade quase isolada
Egocêntrica...
Contudo partilhada e egoísta
Eu quero um beijo...
E quero que os outros lábios
Os lábios junto aos meus
Sejam tão egoístas quanto os meus
Nesse toque não formal...
Mas quero-o só para mim
Aquele beijo...
Esse beijo...
O teu beijo...
quinta-feira, março 27, 2008
Um arranhão por cada vez que caí...
E fui-me abaixo tantas vezes
Algumas sem razão...
Guardo para mim cada momento que me levantei
E várias recordações dos meus dias
Silêncio tão quente
O mar tão distante que me abraça
E a areia da praia que tem o cheiro do que eu amo
Esta cidade está tão suja que se perderam os dias limpos
Só quero lavar a minha alma com esta nova água
Um oceano de paz...
Uma caminhada ao sol
Sabe-me bem o sabor salgado das ondas
Da água...
Sabe-me bem...
quinta-feira, março 13, 2008
Viajo sobre o absoluto
Penso e repenso
Passo e perpasso
Alargo o passo...
Para que ninguém note
Sou quem voa...
Desço a avenida
já descansado
A noite, dormente...
Sou viajante
Sem constante destino
Sou caixeiro
Ninguém sabe de mim
Amo a vida e as pessoas
Essas passam e perpassam assim como eu
Na rua...
Tão desinteressadas dos outros
Tão nas suas vidas...
Tão egoístas quanto eu neste momento...
Como eu na minha vida
Apressada e destrutiva
Desmedida e sem tempo para o que é doce
Em passo tão acertado que me desacerto
E me descontrolo pela avenida
Paro nas ruas e sinto o cheiro das coisas
Já vividas...
Toco nas paredes e quebro o silêncio do meu rosto
Quebro o silêncio da minha saudade
Sinto a voz interior da minha alma
Que me dá forças para não parar
Para mudar a cada instante...
E este sou eu...
Caminheiro compulsivo
Num passo desacertado
Passando por aqui
Vivendo por ali
Amando algumas coisas esquecidas
Sendo diferente... Sou eu...
Sou mudança sem constante destino...
terça-feira, março 04, 2008
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Faz-me agarrar a noite
Devoro-a com os meus olhos
Sou o mundo
Sou a estrada
Sou a manhã que quero ser
Sou este homem da cidade
Que quer viajar no mar
Fugir dos corpos desenfreados da população
Sou este corpo
Que não sabe o que dizer
Unicamente sentir...
Falar ou querer...
Esta madrugada é lenta
Estendeu-se pela penumbra da noite
Sou esta alma que não se acalma
Mas que adormece...
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
O som da minha voz já não é igual
Nem o tom da minha pele
Olho-me nos olhos
Não sou eu...
Ou estou tão diferente
Que não me reconheço
Deixo-me levar por este momento
Curvo-me sobre o tempo
Esse amigo fugaz...
Que se apresenta sem forma
E nos rouba os sonhos
Luta desigual...
Estou aqui...
Estas rugas são tão reais...
Que nem as quero questionar
O tempo passa
A vida voa...
sábado, fevereiro 09, 2008
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
domingo, janeiro 27, 2008
Em Lisboa, pelas ruas frias
E as paredes antigas
Não tão longe de Sintra
Mas assim como te sinto e quero dizer-te
Amo-te...
Nem só o tom do teu sorriso
Mas também o brilho do teu olhar
Ou o simples silêncio da nossa conversa
E aqui eu amo-te
Aqui eu vivo
Neste tempo com estes meus olhos iguais
Envelhecidos ou esquecidos
Como palácios antigos sem Reis nem Rainhas
Por vezes os dias passam
E são iguais
È como eu te amo
Sem saber dizê-lo
Mas querendo escrever o teu nome
Para que todos saibam
Nas paredes...
Aqui eu amo-te
Sem sombra de duvida
Neste crepúsculo lento
Um fim de tarde em Lisboa
Nesta noite submersa em Sintra
Terra e época em que vivo
Em que me alimento da minha fome de te amar
Na qual eu sou feliz por te ter encontrado
De mão dada nesta noite fria
Se vens e vais
Se ficas...
Quero saber se estás comigo
Para te invadir em tumulto
Sem que te apercebas da minha chegada
Quero saber se me dás a mão
Para caminhar contigo
E a compasso dançar com os teus olhos
Uma valsa sem musica ou cantando
Quero saber se estás comigo para eu ser perfeito
Quero saber de ti...
E sentir-te uma arte completa no meu ser
Saber amar-te na época em que vivo...
segunda-feira, janeiro 21, 2008
A sombra do meu ser material
Deixou já de me perseguir
Navego pela porta da alegria de viver
E sentir...
Viver o momento que não mais existe
Que é único no seu universo temporal
Respiro-o e dou-me conta de que vivo
Nesse momento olho as coisas
São unicas e verdadeiras
E vislumbro...
Olho as paredes e as casas
As pessoas que passam por mim estão paradas
Neste momento sou eu que me sinto vivo
E olho através de maya
A ilusão que nos impede de sermos quem somos
Voo e sobrevoo cada centimetro de oxigénio
Cada milimetro de átomo que é nosso
Mas que a consciência não distingue ainda
Sou feliz neste momento...
Vou andando e passando a contrapasso
Nestes segundos que meço
Com a minha própria alma...
quinta-feira, janeiro 17, 2008
quarta-feira, janeiro 09, 2008
E sê livre em qualquer circunstancia
Encara o medo de frente
E deixa-te levar pela intuição
Nunca temas a mudança
E confia sempre nele
Se errares levanta-te
Confronta-te com o erro que cometeste
Entrego,
Confio,
Aceito,
Agradeço...
Ama todos os seres
Aprende o mais que possas
Ajuda todos...
E nunca desperdices os momentos que tens
Quero ser e não ter...
Sentir e mudar...
Vou por aí ás escondidas
Sintra... Estrada velha
O ar antigo das palavras
Das frases e dos caminhos
Dos risos... sorrisos...
Chuva intensa de Outono...
Será um crime amar a noite?
Quem sabe a Lua...
Quero-a em pedaços...
A noite e o mundo
Num só local...
Onde todos entendam o silêncio
E lhe prestem homenagem...
quinta-feira, janeiro 03, 2008
Aquela que da saudade
Transforma a vida em liberdade
Que oculta no tempo a esperança
Da eterna busca da felicidade
Quem tem saudades das palavras…
È quem viu e sente o cheiro do mar
Sem estar perto da areia da praia
Do vento, senhor do tempo
Da terra molhada...
Chuva de Outono...
Sol de verão...
Amanhecer de Primavera!
Para quem tem saudades das palavras
Aqui vão elas…
Puras
Cristalinas e sem temor...
quinta-feira, dezembro 27, 2007
Perto de mim...
Obrigado por me ouvires
E me ajudares...
Obrigado por me levantares
E me obrigares a caminhar
Cada vez de forma diferente
Obrigado por esta aventura
Esta vida que me deste
Obrigado pela mudança constante
Que ocorre a cada dia da minha vida
Não deixes de me acompanhar
E dá-me força para nunca desistir
Obrigado meu Deus
quarta-feira, dezembro 19, 2007
terça-feira, dezembro 18, 2007
É um mar de palavras ousadas
E alguns amigos desencontrados
Nos meandros do tempo...
São retalhos de momentos intensos
É uma estrada de sentidos
Sentimentos...
Riquezas e bens artilhados
É o querer ter o tempo passado
Que decorreu e não chegou
A minha cidade é assim como um mapa desajeitado
Cheio de ruas e ruelas
Avenidas e montras de mistérios
Que fui criando à medida que fui passando
Pelo tempo...
segunda-feira, dezembro 10, 2007
Para pensar...
Espero que não me levem a mal
Enquanto penso ou viajo
As palavras são portas pequenas
Por onde passam e transportam
Perpassa o que é dificil acreditar
Sentimentos puros e por vezes sacrificados
Não cabem na minha vida
E preciso de mais...
Mais musica menos silêncio
Mais espaço entre as linhas
Mais silêncio puro...
Até chegar ao estado em que as nossas vozes
Se ouvem e afirmam o que somos
quarta-feira, dezembro 05, 2007
As paredes tornam-se crepúsculos
Nada parece matar o silêncio
Não importa o quanto eu tente
Nada faz com que os olhos cerrem
Nada se parte e tudo se desfaz
Tudo parte…
Já dei tudo o que tive
E nada me tirou da solidão
Aguardo um momento
Eterno tempo
Este nevoeiro da cidade
Ofusca o céu que se esconde
E a memória que se apaga
Sem demora…
Que se oculta na escuridão do tempo
E me guia pelo oculto do meu ser
quarta-feira, novembro 28, 2007
Tento não morrer...
Experimento não voar
É de noite e não quero voltar para casa
È tempo de dizer adeus
È tempo de ir
Meu Deus leva-me para casa
Já é tarde...
E quero viver
A noite está por ai...
E parece que vai durar uma eternidade
Quero sentir-me aqui
Quero viver este meu momento
Sozinho com os sons que só eu sei ouvir
Que só eu sei entender e pensar
E que me devolvem o brilho da serenidade
Que tento alcançar a cada instante
sábado, novembro 17, 2007
E não os sentimentos que as fazem nascer…
Parece que já estivemos aqui antes
E não nos conseguimos olhar nos olhos
Somos anjos que flutuam como penas
Serpenteamos como sentinelas em alerta
Sem estarmos por perto estamos junto
E por vezes nem sabemos o que fazemos aqui
Nem pertencemos ali
Mas queremos estar mais além…
Então as palavras são as ninfas do sentir
As verdadeiras deusas perfeitas do instinto
São elas que se envolvem e se desenvolvem
Amam-se e odeiam-se
Choram e riem
domingo, novembro 11, 2007
Parece que cresce dentro de mim
Como se fosse uma flor
Que nunca lhe senti o cheiro
Talvez queira ser melhor do que antes
Mas... durante a manhã sinto que preciso de mais
Ao entardecer, não quero o tanto que me oferecem
Por vezes não me faz falta o que tenho
Só me apetece estar sozinho no final da rua
Quando a noite chega não quero nada que tenha forma
Só quero sentir a minha alma
Sem necessidade de moeda de troca
Perto da natureza, acampar com os sons da noite
Talvez seja louco, talvez…
Quero apenas ser o que sou e estar perto dela
E encontrar um novo caminho...
quinta-feira, novembro 08, 2007
Lembrem-se que sou um artista
As palavras aqui descritas
São apenas a busca interior pela minha alma
Pintada ou colorida por vezes…
Apesar de cansado,
Não as pinto com tinta de ódio
Nem com força de homem cruel
Escrevo-as com cristais puros
E espalho-as aqui em forma de âmbar
Licor das profundezas por onde andei
Preferi morrer cem mil vezes…
Do que viver amarrado
Caminhei na penumbra da noite
Para sentir a brisa da liberdade
Quando aqui chegarem…
Lembrem-se que por cá já passei
Não sou mais do que um caminheiro
Desta estrada que é a vida
A sociedade é uma louca que nos rouba os sonhos
Não tem piedade de nós
E não fica triste quando nos vamos embora
quarta-feira, novembro 07, 2007
Desço a avenida e desapareço
Adeus amigos, pecadores e santos
Não existe um tecto aqui
Nada que me sustente
Desapareceu a base
Enquanto caminho por aí...
Tenho plena consciência que desapareço
Assim como estou triste
Por vezes também estou contente
Guardo essa experiência interior
A minha sombra caminha comigo
E não a deixo para trás
Tenho esta vida
E vou andar por aqui até morrer
segunda-feira, outubro 22, 2007
Porque só assim serás eterna…
E levar comigo aquilo que tenho de ti
Vou mostrar ao mundo
O quanto significas…
Imortalizando o teu brilho,
O teu olhar,
A tua voz,
O teu perfume,
E quando estiver exausto de te descrever
Vou pintar nas paredes o teu nome
Para que sinta a presença do teu ser
Mais tarde, quando morrer vou lembrar-me de ti
Para que a minha alma
Fique perto da tua alma…
E eu possa sorrir eternamente
sexta-feira, outubro 19, 2007
Preciso que saibas de mim
Onde quer que te encontres
Preciso da tua luz para me guiar
Mesmo que a Lua lhe roube o brilho
Acompanha-me vou voar e rir
Estar só…
Sem qualquer significado vou sentir
Estar perto ou longe
Estar aqui junto…
Agarra-me! Quero cair…
Afundar-me no interior da minha ausência
E despertar em mim o teu sabor
Confundir a madrugada com o suor dos teus braços
Mergulhar no teu leito
E ser a essência da noite
sexta-feira, outubro 12, 2007
Descansa em paz meu amigo
A minha alma chora por ti hoje
Os Deuses fazem-te companhia
Não te preocupes com o amanhã
Esquece o café que me querias pagar
Gostava de nunca ter escrito estas palavras
Descansa em paz suprema junto das divindades ocultas
Vou tentar não entristecer com a tua partida
O caminho para a longa viagem é teu
Viaja sem medo…
Gostava de um dia ter entendido o teu olhar
Brincámos tantas vezes
Em tempo algum serás esquecido
Serás eterno…
segunda-feira, outubro 08, 2007
Esconde tudo menos a sua alma
È capaz de escrever quando quiser
Onde quiser…
Nas paredes ou em simples papel
Esconde a sua solidão perante o mundo
Aquele que transporta tal mecanismo
Consegue despoletar uma revolução sozinho
Comandar um exército
Morrer numa batalha absolutamente só
Tem plena consciência da sua solidão…
E nada se comparará à escuridão por onde vagueou
Será sempre um homem único
A liberdade, o seu templo
Transporta a loucura dos heróis
O sangue dos sonhadores
Um homem com um aparo no bolso
È um monstro que se alimenta da tempestade
Deixem-no trovejar com vigor!
quinta-feira, outubro 04, 2007
Poderemos encontrar-nos
E saber existir em nós
Talvez correr pela estrada
Quem sabe estar unidos
E alcançar a sombra do infinito
Destruir a sociedade perdedora
Ou entrar na porta de um túnel desconhecido
Dançar numa qualquer corda bamba
E saborear o âmbar divino do nosso tempo
terça-feira, outubro 02, 2007
Camisa branca rendada nos punhos
Antigos no mundo
Desloca-se com as palavras
Viaja a alta velocidade
Onde quer que chegues
Ele já lá esteve…
È veloz no tempo
È eterno mesmo que tu não o desejes
Já desvendou e amou a noite
Primeiro que tu…
Percorre o vácuo com avidez de um homem cego
Precede a todos em tempo, lugar ou categoria
Esse abismo que pensas entrar
Ele escavou-o cada vez mais fundo
Até ao inicio da escuridão
Fez amor com as palavras
Desses momentos brota a noite
Com ela a solidão...
As frases não ditas…
Recria a vida e ama as trevas
Com os aparos, canetas e tintas
São a arte do mundo
O sangue imperial da alma
Azul, negro ou vermelho
Esses poetas
Narradores da alma…
Loucos, apaixonados, furiosos ou arrebatados
Amarrotados pela humidade nocturna
Idealistas profundos…
Poetas e amantes…
São todos os mastros e pilares da sociedade secreta
A alma do mundo…
Tentam alcançar outros mais além
Rodopiam no mundo
Deixam de ser o que são realmente
Algumas que não sabem o que valem
Não se situam no que são
Passam a ser o que os outros querem que sejam
O mundo, esse abismo infernal…
São as histórias e contos
Cheio de sonhos insatisfeitos
De demónios nocturnos que perturbam os audazes
Vivem sonhos duvidosos e afastados da realidade
Deixados para trás atraem o caos…
Vivem no sub mundo da cidade…
Dia após dia nos subúrbios…
E alucinam-se na noite…
O mundo está cheio de invenções para passar o tempo
Porque não há nada de novo aqui que te satisfaça
Então regurgita a tua alma e recria-te…
Elevei a minha até ao cume
Onde tu não alcanças…
Nem sequer tocas…
Viajo e rio-me de ti…
quarta-feira, setembro 26, 2007
Como a estrada que me guia
Assim como uma pátria sem bandeira
Como a chuva que trás água à terra seca
Deixa-me respirar de novo
Ensinaste-me a voar…
E agora cortas-me as asas
Estou cansado…
Deixa-me ser eu mesmo…
Sinto-me como uma vela apagada
No canto de uma sala vazia
Dá-me luz…
E fica na minha companhia
Morro cada vez que tu te vais…
Dá-me guarida
Não conserves mais a minha solidão
A estrada tem sido demasiado longa
Para compreender que não és as estrelas mas sim a noite
quinta-feira, setembro 20, 2007
Nascem de mim...
Algumas delas contêm toda a minha essência
Encerram todo o meu sorriso
Incluem-se em mim
E eu…
Incluo-me nelas…
De tal forma
Que se conservam para sempre
Narram a minha vida
E cravam no mundo a minha vivência
Deixam-se flutuar pelo tempo
E mantêm-se unidas…
Formam aquele conjunto de sentimentos
Tão complexos e livres
Tão geniais no seu universo
Que se deixam deambular pela eternidade
Por vezes as palavras são tão brutais
Que não as quero escrever…
Nem as ouso pensar…
Andam lado a lado com a solidão
Têm diálogos com o meu ser triste
Sorriem com a satisfação
Rio-me delas e com elas
E sei que elas, as palavras contêm toda a minha vida
quarta-feira, setembro 12, 2007
Abraço o mar num movimento voraz
Perco-me no sentido único que me mantém livre
Quatro oceanos fundem-se num só
E a minha cabeça roda a alta velocidade
Mergulho, deixo-me levar pela corrente
Energia pura e inocente…
A vibração das ondas, este som carregado de doçura
Retorna-me as lembranças da minha tribo
E devolve-me a esperança do meu reencontro
O tempo passa mas não muito
São seis da manhã…
Os primeiros raios de sol alimentam-me
Satisfaço a minha fome com esta droga genial
Deambulo anestesiado por momentos
E não me sinto monopolizado…
Peço unicamente permissão a deus
A ousadia que uso… um simples mantra
È um privilégio viver
Mas um desperdício morrer…
Sem sentir que estive realmente vivo
segunda-feira, setembro 10, 2007
Submersa na solidão...
Como forma de derrota
Temos os audazes
E alguns hipócritas
Sacrificam a vida pela riqueza
Abundante...
Cada dia mais um dia
A cruel disputa do odor nojento
Os doutores e as doutrinas
Vagas disputas de caras mal lavadas
Por onde passo tiro-lhes o chapéu…
Dou-lhes três dentadas…
Na ferida que não sentem
Não são a farpela que adornam
Nem le mobile que conduzem
Apenas um número de animais
Num rebanho pequeno…
Compõem uma companhia teatral ambulante
Que me faz rir a todo instante
sexta-feira, setembro 07, 2007
Talvez tudo o resto passe ao lado
E não vejo o que me resta
Senão o que já passou
E passou a noite inteira
E não teve significado…
Seguro uma vela para não me sentir sozinho
A luz partilha da mesma ausência
Acendo um incenso…
Não vejo a diferença que faz o meu silêncio
Perpassa o meu sonho
E o tempo não volta para trás
Volto eu…
È que realmente a vida tem valor
Se dermos valor ao tempo
Mas o tempo… esse invejoso…
Anda de mãos dadas com a oportunidade
Esse mutante dos acontecimentos…
Opõe-se a cada dia
À minha representação da eternidade
E desfaz os sonhos não feitos
quarta-feira, setembro 05, 2007
Os grilos fazem um bacanal de sons
As pessoas divertem-se…
As escadas ficam voltadas para a praia
Ouve-se uma guitarra de noite
È a minha e sou eu que toco…
Um grupo de pessoas vem sentar-se perto de mim
Era a minha noite de aniversário
Agora, tudo parece ter uma sintonia
È este presente humilde que partilho aqui
Ao mesmo tempo tão doce
Mais tarde de madrugada entrei no bar da praia…
O som… Uma Bossa melodiosa
A ausência das pessoas…
Manteve a calma que eu queria ter
Pela manhã as pessoas encontram-se
Todos vão á Mabi…
Eu vou ao Da pietro…
segunda-feira, setembro 03, 2007
Vivemos presos no meio do mundo, um mundo que nós proprios criamos, temos momentos de amizade uns com os outros, mas nunca ou raramente nos libertamos desse mundo.
Concebemos a solidão mas temos medo dela, não a disfrutamos como se disfruta de uma boa amizade, esta é uma amizade com o nosso eu interior.
No entanto o ser humano que saiba estar só, sabe viver no mundo porque a ele nada mais lhe faz falta, ele basta-se a ele próprio e vai disfrutando do mundo em "doses suaves".
Todo o homem deveria usufruir de momentos de solidão, e solidão ao contrário do que muita gente pensa não é sinónimo de tristeza mas sim de sabedoria, pesquisa interior, filosofia, entre tantas outras palavras que possam descrever a forma de ser livre e viver no mundo mas não dentro dele.
A solidão obriga-nos também a pensar sobre os erros que cometemos e ajuda na sua resolução interior para depois os resolvermos no exterior.
Portanto meus amigos, todos, os de coração, os que estão longe, os que estão perto, os que estão comigo no meu pensamento, agradeço-vos a todos o facto de quererem estar comigo neste dia tão especial para mim, mas encontro-me num local onde me consigo reencontrar como pessoa e ou ser humano que sou, gostava que todos estivessem comigo neste dia, palavra que gostava, era o que mais queria.
Mas neste dia tão especial decidi querer estar sozinho neste local maravilhoso, unicamente estará comigo algumas horas a minha mãe, esse ser maravilhoso e belo que me ajuda em todos os momentos da minha vida, é com emoção e convicção que escrevo que te amo mãe.
Muitos de voçês já me ligaram a dizer que sou louco e até sou de certa forma. Mas viver é isto mesmo é ser louco, uns dias são solitários outros são recheados de amizade, alegria e por vezes tristeza. Aqui encontro-me quando ando perdido, aqui faço paz comigo e com Deus, aqui mantenho aberto o meu espirito para que com ele se façam coisas boas e positivas na minha vida.
Qualquer ser humano deveria usufruir deste bem, desta paz interior. Hoje não vou escrever poesia, ou algo parecido, ao contrário quero deixar algumas palavras vindas do meu interior.
Aqui ouço as ondas do mar que batem levemente na areia e formam um ruido belo, adormeço com este som suave e mantenho-me distante do pensamento. Mantenho-me perto da minha essência, aqui sou livre. A liberdade existe no mar e é tão vasta quanto ele.
Aqui ouço o riso das crianças brincarem na areia, são felizes, ouço as gaivotas, ouço as pessoas, os velhos e as ondas batem na areia. O mar é calmo e ofusca a solidão, também me dá prazer o Sol e faz de mim um ser feliz. Este mar é tão meu confidente que o procuro em qualquer praia, cabo ou ravina.
Aqui neste pontão ninguém me vê chorar ou rir. Ninguém me ouve, ninguém me fala. Aqui sou eu livre e puro.
Obrigado a todos por estes trinta anos, quero-vos junto a mim pela eternidade do mundo, junto a mim. Amo-vos meus amigos, a todos.
Guilherme ou Gui, Guilhas
quinta-feira, agosto 30, 2007
Aquele lado imerso de solidão
Mergulho no silêncio…
Intacto e submerso
Puro como um vórtice profundo…
Um abismo!
Retorna-me a lembrança
E partilho-a com o nada
Este ninguém que existe…
Este profundo e tácito deserto
A nudez do pensamento
Encoberto em solidão
Nem uma única fenda neste buraco
Tão silencioso que não diz nada
Tão perto do longe que o nada se impõe
Recuso-me a sair!
A lágrima cai lentamente
Saboreio-a na minha boca
Doce e salgada…
Partilho-a com a ausência
A razão… é obscura e ofusca as demais
quarta-feira, agosto 29, 2007
Abrupta na sua solidão
Inundo-me nas palavras que não ditas
Manifestam-se na sentença da moral
Porra vem lá gente!
Que se lixe vou ficar aqui…
E vou ver onde vai dar a estrada
Pior do que está não fica!
Preciso de a ver!
De lhe falar!
A sinceridade ainda existe…
Não é abstracta
E ela também tem defeitos…
Apenas perdeu o valor
A sinceridade…
Essa puta! Mãe de todos os erros!
Será que vocês são sempre sinceros?
Foste sempre sincera?
Ela foi sempre sincera?
Não acredito!
Não são perfeitas!
E a única coisa que está entre nós…
È este momento, é este meu erro!
Só eu estou em causa…
Mas deixarei essa posição em breve!
terça-feira, agosto 28, 2007
Um céu novo de estrelas ou estrelado
E então eu sou alguém que passeia pela rua
Cego pelo meu sentido de liberdade
Dividido por deixar tudo para trás
Ou continuar aqui…
Jamais me lembro de ter nascido
Mas sim de ter renascido
Ninguém fala o que não entende
Às vezes quando toco guitarra
Parto uma corda…
A corda parte violentamente e magoa-me a mão
Acontece por vezes...
Magoar-me com a minha guitarra
Nem por isso eu a deitei fora
Não interessa o instrumento que toquemos
Se é piano, guitarra ou harmónica,
Até podemos tocar reco-reco
Tambor…
O que interessa é a musica que construimos
Essa, está muito para lá do instrumento…
Parti uma corda na minha vida…
Magoei...
Magoei-me…
A guitarra continua aqui…
Não deixei de tocar a música…
Não parti o instrumento…
Não me aniquilei…
Vou colocar uma nova corda…
E vou continuar a aprender…
A vida assemelha-se por vezes a uma guitarra
Com história de cordas partidas e algumas novas
Temos de a manter afinada para não sairmos do tom
E sobretudo de continuar a tocar...
Mesmo que a música saia triste
domingo, agosto 26, 2007
Talvez uma carta a alguém que não esqueço
Se a vida se resumi-se só a bons momentos...
Então não valeria a pena viver
Com a perda aprendemos mais do que com a vitória
Na amizade, não reside vitória ou derrota
Apenas o que a palavra diz no seu sentido mais puro
Quando perdemos uma amizade...
Sentimo-nos derrotados, feios e sem gosto pela vida
È como me sinto...
Perdi na minha vida, por culpa dos meus actos
E por vezes culpamos o tempo...
Não! Neste momento o tempo nada teve a ver...
Foram apenas os meus actos!
Perdi-me mas encontrei-me, levantei-me!
Alguém que admiro não só como pessoa
Perfeita em todos os sentidos que conheci
Mas também não tocada pela corrupção da vida mundana
Escrevi palavras assim a uma única pessoa na minha vida
Volto agora a escrevê-las para alguém
A quem desejo tamanha felicidade...
Que tudo na tua vida brilhe como os teus olhos
Que a tua felicidade nunca mais seja manchada
Por pessoas como eu que te fiz sofrer
A esplanada ficou diferente...
Um dia falaremos, mas não agora
Se partires antes de mim
Pergunta se podes levar um amigo
segunda-feira, agosto 20, 2007
sexta-feira, agosto 03, 2007
Busco para além de mim, o meu nome
Espero reencontrar-me com os Deuses da noite
As musas do mar cósmico...
Sinto-me leve
Sigo Sul...
Voo devagar...
O meu pensamento corre já veloz
Estou lá!
Naquele lugar místico
Onde as fontes são mil
E as estrelas cadentes percorrem o céu
Parto hoje e estou a chegar...
Aqui consigo ser verdadeiro!
Aqui consigo ser eu...
Até breve...
quinta-feira, agosto 02, 2007
Um anjo foge na penumbra da noite
Um acampamento de anjos e demónios
Deuses e criaturas da noite
Juntam-se nos meandros do Universo
Saboreiam as sentenças morais
Os seres divinos acomodam-se de longe
Provam o âmbar das distracções…
E distinguem-se pela sabedoria dos actos
Este sarau quebra as barreiras do tempo
Esta orgia de palavras deixa um sabor agridoce…
Determina o início do novo mundo…
Uma estrada para a liberdade
Este concerto divino...
Marcha para além da compreensão humana
terça-feira, julho 31, 2007
Quartos de Lua
E algumas páginas de tinta
Absorvidas pelo tempo
Outrora sabores intensos
Ao mesmo tempo amargos
Foge-se para longe
Para conquistar o que está perto
Aguardo aqui numa noite quente
A jaula do mundo não me deixa respirar
Mas penetro no meu Universo
Torno-me o próprio mundo
Mas não me vejo na noite
Estou só a fingir…
Quando quiser levanto-me
Continuo a sentir-me fechado
Não devia temer a mudança…
Temo-a…
Mas não significa que morri
Sinto-lhe o gosto doce
Se não acreditas…
Sente a luz…
Sozinho no templo do desconhecido
Esquece o teu nome
Fecha os olhos…
E sente-te livre
Sente a tua alma…
Não significa que morreste
Simplesmente acordaste
Se não te fizer sorrir…
Também não tens de chorar
Se as minhas palavras não fizerem sentido…
Deixa-as voar livremente...
Encontrarás um sentido
E elas encontram o seu rumo...
sexta-feira, julho 27, 2007
Deixo uma lembrança de papel
Um copo de champanhe,
E uma palavra desmedida
Deixo ali um delírio divino…
Aqui um olhar marcante e a minha presença
Por segundos deixo também a minha alma
Talvez transborde um dia de alegria
Parto então para outro lugar
Vou agora…
Delineei já um plano para conquistar o Oceano
E vou roubar a Lua da noite!
Vou fazer uma viagem pelo Sol
Mais tarde descanso no Universo…
Vou deixá-los falar do mundo antigo
Os Deuses de outros tempos…
Vou ouvir histórias rústicas
E saber dos seres astrais…
quinta-feira, julho 26, 2007
Estranhos que se tornam reais
Reais como nós que respiram
Que sentem…
E que nos falam coisas que queremos ouvir
Às vezes falamos com mulheres
Outras com homens
Almas do mundo
Desperta-me o sentido de resumir em páginas tantas
O que sinto…
O que sinto em ti
Os estranhos tornam-se amigos
E amigos tornam-se inesquecíveis
São linhas paralelas que traçam um mesmo caminho
Unicamente com destinos diferentes
Mas na continuação da vida são paralelas…
Estranhos como tu que não conheço…
Mas sei que existes
Por vezes os olhos
Não divulgam a importância do próprio ser
Contudo as palavras são directas
São fortes
São robustas
Cruéis ou frias
E certas vezes são a única coisa
Que podes dar de ti a alguém
Palavras simples, puras
Estas são para ti que não conheço
quarta-feira, julho 25, 2007
Mas escrevo para alguém que nunca vi
Um sentimento procura abrigo
Descrevo-o em palavras
Espero que não te importes
Sei que não é muito mas é o melhor que faço
E este é para ti que os meus olhos nunca viram
Parece-me até simples de o escrever
Sento-me penso em ti
Estás entre o silêncio e a beleza do mistério
Talvez por vezes eu já não veja o mundo azul
Mas se fosse pintor pintava um sorriso teu
Para me relembrar o que o mundo tem de bom
Escrever é a minha paixão...
Podes gritar ao mundo que este poema é teu
Sento-me na cadeira e escrevo durante tempos
Rastejo pela minha alma
Enquanto escrevo algumas linhas
Espero que não te importes
Mas coloquei-o em palavras
È bom ter-te aqui mesmo que de longe
Então desculpa-me qualquer palavra
Mas esqueço-me por vezes onde estou
Ou do silêncio que me rodeia
Nem sei o que significo...
E o que realmente quero dizer
Não passa de simples palavras
Mas é que és daquelas pessoas
Que me dão força para continuar
Podes gritar ao mundo este é teu!
Agora que o acabei parece-me singelo
Um tanto natural
Talvez Etéreo...
quinta-feira, julho 19, 2007
Sem saberes para onde ir
Os teus olhos estão cerrados
E dói-te o peito de não sorrir
As tuas mãos buscam avidamente algo
Que se distinga da sombra do teu viver
Os teus olhos não se abrem…
Rasgam-se!
E tudo o que alcanças é a parede fria do teu quarto
Rompem-se os lençóis em fúria
E alguém parece descobrir-te na madrugada
O silêncio do teu quarto é febril
Corres pela casa e acendes as luzes
Mas continuas sozinho…
O ar que respiras torna-se o teu refúgio
A tua mente engana-te com os seus truques
Gritas para quem não te ouve
Falas com os mortos que não existem
E deixas-te embalar na tua solidão
O medo ofusca a tua noite
A ansiedade toma conta do teu caminho
E deixas de viver o teu mundo
Tornas-te escravo dos teus receios
Reinventas só para ti em segundos
Toda a moral dos Homens
E descobres que nada faz sentido sem as tuas mãos
Não! O mundo não te abandonou…
Tu deixaste de o respirar…
E já não deixas entrar estranhos
Será a idade da tua existência?
Ou é o teu instinto a revelar-se
Animal selvagem desamparado
Jamais temas a noite e o que dela faz parte...
Vais levantar-te e erguer-te perante o teu mundo
E serás o Rei que flutuou no teu próprio abismo
Jamais temas perder…
Porque nas vitórias pouco tens aprendido
Nas tuas derrotas aprendes a erguer-te cada vez mais forte
E se caíres desamparado…
Ergue-te devagar…
Para vislumbrares os erros que cometeste
segunda-feira, julho 02, 2007
sexta-feira, junho 22, 2007
Desde aquela noite
Que deixou o refrão dos teus olhos no meu sorriso
A capital do meu ser definiu o sonho
Este abismo secreto…
Corredor vasto de lembranças subtis
Percorri avidamente as paredes
Em busca do teu nome
Estava escrito afinal nas portas
Que não entrei…
Explorei intensamente o delirio dos teus olhos
Para saborear na eternidade da minha alma
Não nos ouviram?
Aqueles sons nocturnos
Nobres e distintos silêncios…
Que só nós sabemos pensar
Que ousámos ouvir e até criar
Somos aquelas vibrações que deixámos
Lá longe…
A voz de todas as cores
Longe do que somos hoje
Ruídos na noite…
Ofuscam a nossa escuridão
Desloco-me fugaz neste mundo transitório
Somos antigos demais para deixar voar o tempo
Que se agonia no mundo material...
segunda-feira, junho 11, 2007
Encontrado no tempo
Algumas gotas de suor lúgubre
Asfixiado lentamente na noite
O latir dos cães medrosos…
Foge por vezes a noção do equilíbrio
Da gente fina e sem jeito
Sombras de fel
Quadros de papel
Subo ao céu
Junto-me com os pássaros
Místicos irreais…
Levam-me para uma ou outra dimensão
Vou nu…
Voo assim leve
Escondo-me na noite
Para ninguém me ver sangrar
Distante a minha alma
Permanece ainda presente no tempo
Inundo-a no descontrolo deste voo
Não quero pousar
Agradeço aos deuses…
Por me darem a melhor memória da minha vida…
segunda-feira, junho 04, 2007
Páginas tantas
Poemas loucos
Frases que de não ditas… desaparecem
Tornam-se imortais
Os silêncios…
Aqueles gritos calados
Rasguei-as e vi-as subir ao céu
As cinzas…
O cheiro rebelde queimado
Páginas quantas…
Páginas tantas…
Deixei-as voar… as palavras
Para de seguida as ver livres
Uma fogueira lancinante
Mas terrivelmente pura
segunda-feira, maio 28, 2007
terça-feira, maio 22, 2007
Entre o rugir do barco de madeira
E a água que balouça aos meus olhos
As cordas estão presas à beira do rio
O vento move-se lentamente
È tarde de domingo e ando descalço
A praia está deserta…
E o frio já não me incomoda
Uns bancos de areia mais à frente
O Sol é o mesmo que outrora me queimou
Os dias são diferentes
Ando por aqui ás escondidas
Por entre ruas e ruelas
Casas e casinhas…
O rio termina e começa o mar
As ondas vêem seguidas
Fortes e mortais
A minha alma satisfaz-se com este pedaço de vida
Procuro na noite a saudade que me faz viver
A paz que encontro torna-se divina
E a magia do meu tempo
Torna-me real
Este cheiro intenso a maresia…
Obriga-me a sonhar alegremente
Deito-me na areia
Sabe-me bem o toque dela
No céu vejo uma ou outra gaivota
Estou completamente embriagado…
Refaço só para mim a formula da minha essência
Reconstruo na minha alma os pilares do meu ser
Aqui ninguém me vê ou sente
Sou eu e o meu percurso divino
Transbordado aqui nas minhas palavras
quarta-feira, maio 09, 2007
Indomável na minha escuridão
Levo ao limite este momento
Sonho sublime com o tempo
O meu corpo… vê como ele se move
Arrastado e sangrento
Talhado pela sensação de viver livremente
Ou estar vivo simplesmente
Vê como me sinto…
Estas frases
Nutro-me de palavras
Renovo-as de alegria
E fico leve…
Arrastado pela noite
Deixo-me fluir no meu Universo
Selvagem e discreto
Instinto secreto
Navego no oculto…
Arrasto-me pela noite…