E houve um som todas as noites
Desde aquela noite
Que deixou o refrão dos teus olhos no meu sorriso
A capital do meu ser definiu o sonho
Este abismo secreto…
Corredor vasto de lembranças subtis
Percorri avidamente as paredes
Em busca do teu nome
Estava escrito afinal nas portas
Que não entrei…
Explorei intensamente o delirio dos teus olhos
Para saborear na eternidade da minha alma
Não nos ouviram?
Aqueles sons nocturnos
Nobres e distintos silêncios…
Que só nós sabemos pensar
Que ousámos ouvir e até criar
Somos aquelas vibrações que deixámos
Lá longe…
A voz de todas as cores
Longe do que somos hoje
Ruídos na noite…
Ofuscam a nossa escuridão
Desloco-me fugaz neste mundo transitório
Somos antigos demais para deixar voar o tempo
Que se agonia no mundo material...
sexta-feira, junho 22, 2007
segunda-feira, junho 11, 2007
Perde-se por vezes
Encontrado no tempo
Algumas gotas de suor lúgubre
Asfixiado lentamente na noite
O latir dos cães medrosos…
Foge por vezes a noção do equilíbrio
Da gente fina e sem jeito
Sombras de fel
Quadros de papel
Subo ao céu
Junto-me com os pássaros
Místicos irreais…
Levam-me para uma ou outra dimensão
Vou nu…
Voo assim leve
Escondo-me na noite
Para ninguém me ver sangrar
Distante a minha alma
Permanece ainda presente no tempo
Inundo-a no descontrolo deste voo
Não quero pousar
Agradeço aos deuses…
Por me darem a melhor memória da minha vida…
Encontrado no tempo
Algumas gotas de suor lúgubre
Asfixiado lentamente na noite
O latir dos cães medrosos…
Foge por vezes a noção do equilíbrio
Da gente fina e sem jeito
Sombras de fel
Quadros de papel
Subo ao céu
Junto-me com os pássaros
Místicos irreais…
Levam-me para uma ou outra dimensão
Vou nu…
Voo assim leve
Escondo-me na noite
Para ninguém me ver sangrar
Distante a minha alma
Permanece ainda presente no tempo
Inundo-a no descontrolo deste voo
Não quero pousar
Agradeço aos deuses…
Por me darem a melhor memória da minha vida…
segunda-feira, junho 04, 2007
Rasguei algumas páginas hoje
Páginas tantas
Poemas loucos
Frases que de não ditas… desaparecem
Tornam-se imortais
Os silêncios…
Aqueles gritos calados
Rasguei-as e vi-as subir ao céu
As cinzas…
O cheiro rebelde queimado
Páginas quantas…
Páginas tantas…
Deixei-as voar… as palavras
Para de seguida as ver livres
Uma fogueira lancinante
Mas terrivelmente pura
Páginas tantas
Poemas loucos
Frases que de não ditas… desaparecem
Tornam-se imortais
Os silêncios…
Aqueles gritos calados
Rasguei-as e vi-as subir ao céu
As cinzas…
O cheiro rebelde queimado
Páginas quantas…
Páginas tantas…
Deixei-as voar… as palavras
Para de seguida as ver livres
Uma fogueira lancinante
Mas terrivelmente pura
segunda-feira, maio 28, 2007
terça-feira, maio 22, 2007
Alcanço o som por vezes
Entre o rugir do barco de madeira
E a água que balouça aos meus olhos
As cordas estão presas à beira do rio
O vento move-se lentamente
È tarde de domingo e ando descalço
A praia está deserta…
E o frio já não me incomoda
Uns bancos de areia mais à frente
O Sol é o mesmo que outrora me queimou
Os dias são diferentes
Ando por aqui ás escondidas
Por entre ruas e ruelas
Casas e casinhas…
O rio termina e começa o mar
As ondas vêem seguidas
Fortes e mortais
A minha alma satisfaz-se com este pedaço de vida
Procuro na noite a saudade que me faz viver
A paz que encontro torna-se divina
E a magia do meu tempo
Torna-me real
Este cheiro intenso a maresia…
Obriga-me a sonhar alegremente
Deito-me na areia
Sabe-me bem o toque dela
No céu vejo uma ou outra gaivota
Estou completamente embriagado…
Refaço só para mim a formula da minha essência
Reconstruo na minha alma os pilares do meu ser
Aqui ninguém me vê ou sente
Sou eu e o meu percurso divino
Transbordado aqui nas minhas palavras
Entre o rugir do barco de madeira
E a água que balouça aos meus olhos
As cordas estão presas à beira do rio
O vento move-se lentamente
È tarde de domingo e ando descalço
A praia está deserta…
E o frio já não me incomoda
Uns bancos de areia mais à frente
O Sol é o mesmo que outrora me queimou
Os dias são diferentes
Ando por aqui ás escondidas
Por entre ruas e ruelas
Casas e casinhas…
O rio termina e começa o mar
As ondas vêem seguidas
Fortes e mortais
A minha alma satisfaz-se com este pedaço de vida
Procuro na noite a saudade que me faz viver
A paz que encontro torna-se divina
E a magia do meu tempo
Torna-me real
Este cheiro intenso a maresia…
Obriga-me a sonhar alegremente
Deito-me na areia
Sabe-me bem o toque dela
No céu vejo uma ou outra gaivota
Estou completamente embriagado…
Refaço só para mim a formula da minha essência
Reconstruo na minha alma os pilares do meu ser
Aqui ninguém me vê ou sente
Sou eu e o meu percurso divino
Transbordado aqui nas minhas palavras
quarta-feira, maio 09, 2007
Arrasto-me na noite
Indomável na minha escuridão
Levo ao limite este momento
Sonho sublime com o tempo
O meu corpo… vê como ele se move
Arrastado e sangrento
Talhado pela sensação de viver livremente
Ou estar vivo simplesmente
Vê como me sinto…
Estas frases
Nutro-me de palavras
Renovo-as de alegria
E fico leve…
Arrastado pela noite
Deixo-me fluir no meu Universo
Selvagem e discreto
Instinto secreto
Navego no oculto…
Arrasto-me pela noite…
Indomável na minha escuridão
Levo ao limite este momento
Sonho sublime com o tempo
O meu corpo… vê como ele se move
Arrastado e sangrento
Talhado pela sensação de viver livremente
Ou estar vivo simplesmente
Vê como me sinto…
Estas frases
Nutro-me de palavras
Renovo-as de alegria
E fico leve…
Arrastado pela noite
Deixo-me fluir no meu Universo
Selvagem e discreto
Instinto secreto
Navego no oculto…
Arrasto-me pela noite…
segunda-feira, maio 07, 2007
Recanto de prazeres inoculados
Estou aqui
Alguns dias são cinzentos
Em concordância com outros
Vou-me rindo nas madrugadas
Já nem durmo
E esta minha persistência abusadora
Para tentar crescer
Faz-me ficar parado
Fico velho…
Fico longe…
Quero agradecer-vos então
Por estes anos bem passados
Nada mais do que puras palavras
Despejadas do meu ser
Poesia chamam-lhe…
Digo eu que são descrições abreviadas
Do meu sentir
Crónicas reais… do meu viver
Cara de miúdo e sorriso inocente
Ando aqui e ali…
Perdido por vezes
Encontra-me o tempo
Esse amável cambiante do meu ser
Estou aqui
Alguns dias são cinzentos
Em concordância com outros
Vou-me rindo nas madrugadas
Já nem durmo
E esta minha persistência abusadora
Para tentar crescer
Faz-me ficar parado
Fico velho…
Fico longe…
Quero agradecer-vos então
Por estes anos bem passados
Nada mais do que puras palavras
Despejadas do meu ser
Poesia chamam-lhe…
Digo eu que são descrições abreviadas
Do meu sentir
Crónicas reais… do meu viver
Cara de miúdo e sorriso inocente
Ando aqui e ali…
Perdido por vezes
Encontra-me o tempo
Esse amável cambiante do meu ser
quarta-feira, maio 02, 2007
Lembro-me de ti
Quando me recordo de rir
Abertamente como se fosse criança
Voa o tempo quando estou na tua presença
E sou feliz nesses momentos
Não tenho a presença de tudo
Mas tenho a tua companhia
Que me faz sentir feliz
Sou finalmente eu
E o que me faz infeliz
Abandona-me...
Não sei porque é que tem de ser assim
Se tudo o que eu quero é falar por mim
Gosto de ti porque gosto
Gosto dos pedaços que ocupas em mim
Faz frio agora...
E tenho medo que saias do meu viver
Gosto de ti porque gosto
Quando me recordo de rir
Abertamente como se fosse criança
Voa o tempo quando estou na tua presença
E sou feliz nesses momentos
Não tenho a presença de tudo
Mas tenho a tua companhia
Que me faz sentir feliz
Sou finalmente eu
E o que me faz infeliz
Abandona-me...
Não sei porque é que tem de ser assim
Se tudo o que eu quero é falar por mim
Gosto de ti porque gosto
Gosto dos pedaços que ocupas em mim
Faz frio agora...
E tenho medo que saias do meu viver
Gosto de ti porque gosto
segunda-feira, abril 30, 2007
Um anjo voa pela luz celeste
Coagula o meu sonho
Longe do mundo oscilante
Arrastou o meu corpo para lá do oceano
Enfim parámos para descansar e caímos
Posso agora deslocar-me onde eu quiser
Avançar no tempo…
Recuar no espaço
Trago duas boas qualidades
O vinho dos deuses
E as criaturas da noite
Uma loura outra ruiva
Espasmos melodiosos
Gritos selvagens nas noites quentes
Deixo os sons lá longe
Esqueço a noite…
Entristeceu-me o olhar
Ah… vem connosco…
Forja o teu sentido com o nosso
E viaja ao sabor deste mel
Vento doce
A noite é ainda infantil
Sou um guia deste rochedo
È o meu hábito
A Lua está carregada e orgulhosa
A genealogia do suicídio
Para justificar a perda da visão celeste
Coagula o meu sonho
Longe do mundo oscilante
Arrastou o meu corpo para lá do oceano
Enfim parámos para descansar e caímos
Posso agora deslocar-me onde eu quiser
Avançar no tempo…
Recuar no espaço
Trago duas boas qualidades
O vinho dos deuses
E as criaturas da noite
Uma loura outra ruiva
Espasmos melodiosos
Gritos selvagens nas noites quentes
Deixo os sons lá longe
Esqueço a noite…
Entristeceu-me o olhar
Ah… vem connosco…
Forja o teu sentido com o nosso
E viaja ao sabor deste mel
Vento doce
A noite é ainda infantil
Sou um guia deste rochedo
È o meu hábito
A Lua está carregada e orgulhosa
A genealogia do suicídio
Para justificar a perda da visão celeste
terça-feira, abril 24, 2007
Estou aqui
Presente neste momento
Eu e as memórias
Épocas passadas
Quero sair mas não sei para onde
Só sinto o silêncio amargo
Das palavras não ditas
Registo no papel este momento
A tinta simbólica da minha vivência
Sinto-me distante
Sinto-me sem rumo
Circo de malte
Palhaço de palha
Arlequim de ferro
Tão longe que não sinto a diferença
Presente neste momento
Eu e as memórias
Épocas passadas
Quero sair mas não sei para onde
Só sinto o silêncio amargo
Das palavras não ditas
Registo no papel este momento
A tinta simbólica da minha vivência
Sinto-me distante
Sinto-me sem rumo
Circo de malte
Palhaço de palha
Arlequim de ferro
Tão longe que não sinto a diferença
sexta-feira, abril 13, 2007
Ficas-me no pensamento
Olho-te nas ruas mas não te sinto
Mantenho o silêncio do teu olhar
Não te vejo no meu caminho por vezes
Procuro-te sem te alcançar
Quando chega a madrugada
Não quero acordar…
Quero ver-te… sem que seja na minha recordação
O teu nome não sei…
Só a cor do teu cabelo
A calma do teu olhar
Adivinho o teu cheiro por entre a minha mente
Com o meu sorriso percorro o teu corpo avidamente
E descubro um novo caminho desta saudade
Tenho-te não te tendo…
Conheço-te não te conhecendo…
E invento para mim o tom da tua voz
Que nunca ouvi… mas sei que é doce…
Olho-te nas ruas mas não te sinto
Mantenho o silêncio do teu olhar
Não te vejo no meu caminho por vezes
Procuro-te sem te alcançar
Quando chega a madrugada
Não quero acordar…
Quero ver-te… sem que seja na minha recordação
O teu nome não sei…
Só a cor do teu cabelo
A calma do teu olhar
Adivinho o teu cheiro por entre a minha mente
Com o meu sorriso percorro o teu corpo avidamente
E descubro um novo caminho desta saudade
Tenho-te não te tendo…
Conheço-te não te conhecendo…
E invento para mim o tom da tua voz
Que nunca ouvi… mas sei que é doce…
quarta-feira, abril 04, 2007
Passo e perpasso por aqui
Não sei já onde passo...
Passo distante do templo
Glória antiga
Mistico tempo...
Passo e desfaço...
O tempo...
Essa palavra que se diz longe de tão perto...
Que se atravessa no meu caminho
Opõe-se a cada momento
Na minha ideia da eternidade...
Passo e passo a contrapasso
Com majestade...
Sem sentido plangente
Por aqui passo
Cada dia, mais um dia...
Busco a bússola do meu viver
A verdadeira alma do meu templo
A voz do meu sentir...
Não sei já onde passo...
Passo distante do templo
Glória antiga
Mistico tempo...
Passo e desfaço...
O tempo...
Essa palavra que se diz longe de tão perto...
Que se atravessa no meu caminho
Opõe-se a cada momento
Na minha ideia da eternidade...
Passo e passo a contrapasso
Com majestade...
Sem sentido plangente
Por aqui passo
Cada dia, mais um dia...
Busco a bússola do meu viver
A verdadeira alma do meu templo
A voz do meu sentir...
terça-feira, março 27, 2007
Vi um anjo hoje
Toquei-lhe no olhar
Deslizou no meu sentido
Passou por mim a correr
Deixou-me o cheiro
Cedeu-me a vontade…
Deu-me um pensamento…
Segui sul…
Não quero entrar neste lugar para perder…
Preciso então de acreditar
Sei que é um sonho…
Vi um anjo hoje…
Sem medo de me olhar
Tocou uma melodia nos meus olhos
Deixou-me feliz
Sereno…
Pensador…
Retirou-me do crepúsculo por uns tempos
Devolveu-me um sorriso…
Toquei-lhe no olhar
Deslizou no meu sentido
Passou por mim a correr
Deixou-me o cheiro
Cedeu-me a vontade…
Deu-me um pensamento…
Segui sul…
Não quero entrar neste lugar para perder…
Preciso então de acreditar
Sei que é um sonho…
Vi um anjo hoje…
Sem medo de me olhar
Tocou uma melodia nos meus olhos
Deixou-me feliz
Sereno…
Pensador…
Retirou-me do crepúsculo por uns tempos
Devolveu-me um sorriso…
terça-feira, março 20, 2007
Tempo do tempo
Que é tempo que quero
Para te conhecer
São as curiosidades do tempo
Que perco por não te ver
Passa por mim o tempo
Que se mostra desatento
Na onda do meu desencanto
Sou eu que passo pelo vento
Rápido… místico
Senhor do tempo…
Passo após passo num mundo que não vejo
Mas silenciosamente alcanço
Tenho sede
São os meus olhos…
Neste mundo deserto
Multidão descabida que me afasto
Desamarro-me deste mundo oscilante
E vejo-te como se te quisesse alcançar
Mas não sei como procurar
Ninguém me disse onde está escrito
Formula do tempo
Tempo do tempo
Tempo que se fez e se foi
Se faz e se mostra desatento
Para comigo este tempo
Não sei procurar-te no tempo
Leva-me com o vento…
Pelo tempo…
Que é tempo que quero
Para te conhecer
São as curiosidades do tempo
Que perco por não te ver
Passa por mim o tempo
Que se mostra desatento
Na onda do meu desencanto
Sou eu que passo pelo vento
Rápido… místico
Senhor do tempo…
Passo após passo num mundo que não vejo
Mas silenciosamente alcanço
Tenho sede
São os meus olhos…
Neste mundo deserto
Multidão descabida que me afasto
Desamarro-me deste mundo oscilante
E vejo-te como se te quisesse alcançar
Mas não sei como procurar
Ninguém me disse onde está escrito
Formula do tempo
Tempo do tempo
Tempo que se fez e se foi
Se faz e se mostra desatento
Para comigo este tempo
Não sei procurar-te no tempo
Leva-me com o vento…
Pelo tempo…
segunda-feira, março 19, 2007
È bom ver-te quando te vejo
E não te vejo…
Quando te tenho e não te procuro
È bom sentir-te…
Ainda que no limite do tempo
Quando o sabor do teu cheiro
Se confunde com a saudade
E se esvanece da minha pele
Ardem os acordes do teu toque
Para me deixar sonhar
O véu ainda transparente do teu corpo
O segredo primitivo que me comanda
Pelo templo da minha alma
Pelos arredores do meu quarto…
Faz-me sentir-te não te sentindo
Querer-te não te querendo
Tocar-te não te tocando
Ver-te…
Sem te ver…
E não te vejo…
Quando te tenho e não te procuro
È bom sentir-te…
Ainda que no limite do tempo
Quando o sabor do teu cheiro
Se confunde com a saudade
E se esvanece da minha pele
Ardem os acordes do teu toque
Para me deixar sonhar
O véu ainda transparente do teu corpo
O segredo primitivo que me comanda
Pelo templo da minha alma
Pelos arredores do meu quarto…
Faz-me sentir-te não te sentindo
Querer-te não te querendo
Tocar-te não te tocando
Ver-te…
Sem te ver…
domingo, março 18, 2007
Perdi a noite no meu poema
Sem te alcançar
Não durmo mais hoje...
Posso vaguear por aqui de madrugada
Cruzar os abismos da minha mente
Sem te ter...
Os campos cercados do meu jardim
O qual já não vejo
Por onde andei
Deixo-me levar pelas incertezas
E a tua ausência não me deixa dormir
Nascem no chão as sementes desta solidão
Nunca mais chega o Verão
Refaço para mim de novo
O cheiro da tua pele
Para não me esquecer que existes
Choro um poema agora...
Passaram séculos de paixões
Pergunto-me se alguém me vê ou sente
Neste esconderijo secreto...
Retorno ao meu carreiro por onde passo
Marcado por tantos passos
Errante e desacompanhado...
Sem te alcançar
Não durmo mais hoje...
Posso vaguear por aqui de madrugada
Cruzar os abismos da minha mente
Sem te ter...
Os campos cercados do meu jardim
O qual já não vejo
Por onde andei
Deixo-me levar pelas incertezas
E a tua ausência não me deixa dormir
Nascem no chão as sementes desta solidão
Nunca mais chega o Verão
Refaço para mim de novo
O cheiro da tua pele
Para não me esquecer que existes
Choro um poema agora...
Passaram séculos de paixões
Pergunto-me se alguém me vê ou sente
Neste esconderijo secreto...
Retorno ao meu carreiro por onde passo
Marcado por tantos passos
Errante e desacompanhado...
segunda-feira, março 05, 2007
Trago uma carta amarfanhada no meu bolso
Marcada com as letras do meu olhar
E a tristeza do meu sorriso
A tinta despojou no papel
As palavras do meu sentir
Estão borradas as palavras...
Trago-a rasgada nos cantos
De tantas vezes a reler
Finalmente consigo agora ver o mar
Por entre as ameias da cidade
E no mistério da noite os anjos calam-se
Num ritual solene
Embriagados pela melancolia do meu olhar
Como se me levantassem em silêncio
Para me embalarem num culto secreto
Nesta estrada distante ouço as marés
As verdadeiras marchas do oceano
Que se esbatem contra as rochas
Os novos sons são perseguidos
Pelo cheiro dos amantes
A areia oculta nesta madrugada
O segredo do meu sentir
Quase nem a sinto no meu canto de desespero
Fecho os olhos e releio a minha carta novamente
Desta vez acompanhado pela minha voz interior
Pois sabe a côr de todas as letras que pintei
Com o sangue da minha alma
Despojei-a assim...
Com o vigor da minha mão
E a coragem do meu aparo
Marcada com as letras do meu olhar
E a tristeza do meu sorriso
A tinta despojou no papel
As palavras do meu sentir
Estão borradas as palavras...
Trago-a rasgada nos cantos
De tantas vezes a reler
Finalmente consigo agora ver o mar
Por entre as ameias da cidade
E no mistério da noite os anjos calam-se
Num ritual solene
Embriagados pela melancolia do meu olhar
Como se me levantassem em silêncio
Para me embalarem num culto secreto
Nesta estrada distante ouço as marés
As verdadeiras marchas do oceano
Que se esbatem contra as rochas
Os novos sons são perseguidos
Pelo cheiro dos amantes
A areia oculta nesta madrugada
O segredo do meu sentir
Quase nem a sinto no meu canto de desespero
Fecho os olhos e releio a minha carta novamente
Desta vez acompanhado pela minha voz interior
Pois sabe a côr de todas as letras que pintei
Com o sangue da minha alma
Despojei-a assim...
Com o vigor da minha mão
E a coragem do meu aparo
sexta-feira, março 02, 2007
Deixei a Lua hoje
E não sei o que me mantém agarrado aqui
Parece então que passaram séculos de silêncio
Sentado de frente para o mar
Estou aqui…
O meu rosto sujo toca o vento
Sei que em outros recantos já ouvi o mar…
Em outras terras também…
Contudo a recordação não me satisfaz
Preciso sentir a sua eterna presença
Fala-me ele em poucos sentidos
Contorna-se no meu ser
E despoja-se no meu olhar
Oceano misterioso
Antigo e contador de histórias
Verdadeiro sal da antiguidade
Oscila no meu ouvido a voz das sereias
Embalam-me neste momento
Para que me sinta real novamente
Ah... dá-me guarida neste dia
Sinto tamanha tristeza...
Talvez peça conselhos ás Tágides
Essas ninfas do Tejo
A quem Camões devolveu a eternidade
E não sei o que me mantém agarrado aqui
Parece então que passaram séculos de silêncio
Sentado de frente para o mar
Estou aqui…
O meu rosto sujo toca o vento
Sei que em outros recantos já ouvi o mar…
Em outras terras também…
Contudo a recordação não me satisfaz
Preciso sentir a sua eterna presença
Fala-me ele em poucos sentidos
Contorna-se no meu ser
E despoja-se no meu olhar
Oceano misterioso
Antigo e contador de histórias
Verdadeiro sal da antiguidade
Oscila no meu ouvido a voz das sereias
Embalam-me neste momento
Para que me sinta real novamente
Ah... dá-me guarida neste dia
Sinto tamanha tristeza...
Talvez peça conselhos ás Tágides
Essas ninfas do Tejo
A quem Camões devolveu a eternidade
quinta-feira, março 01, 2007
Faz tempo que não me prendia
Deixei-te prostrada na cabeceira
E a minha mão que por vezes teme em tocar-te
Esqueceu-se de ti por tempos
Simples aparo…
Nem a tinta secou…
E esse odor que tens
Ainda que por vezes cruel
Faz-me navegar por entre castelos de palha
Saudade de te pegar de novo
Dialogas comigo tempo inteiro por vezes
Encontro o meu refúgio pelas tuas linhas
Por vezes até as escondo por entre os meus papéis
Ah… serás, tão inanimada como dizem?
Por detrás de ti…
Escondes essa vaidade de saberes o que sou…
Tu és sim um bom confidente...
Deixei-te prostrada na cabeceira
E a minha mão que por vezes teme em tocar-te
Esqueceu-se de ti por tempos
Simples aparo…
Nem a tinta secou…
E esse odor que tens
Ainda que por vezes cruel
Faz-me navegar por entre castelos de palha
Saudade de te pegar de novo
Dialogas comigo tempo inteiro por vezes
Encontro o meu refúgio pelas tuas linhas
Por vezes até as escondo por entre os meus papéis
Ah… serás, tão inanimada como dizem?
Por detrás de ti…
Escondes essa vaidade de saberes o que sou…
Tu és sim um bom confidente...
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Segue a minha mão
Porque teme em escrever
A minha alma jovem
Acompanha-me por aqui…
E despejado… deixa-me então sonhar…
Sou eu quem te escreve…
Palavra por palavra
Letra por letra
Por estas linhas estranhas e vazias
Lágrima por lágrima
Segura-me de novo doce poesia
O meu sentido neste instante deixou-me voar
Sorriso por sorriso
Deixa-me ir neste túnel
Sem rasto e sem caminho
Deixa-me descansar no teu leito
E poder adormecer
Neste mistério mais que oculto
Onde sou caminheiro
Estrada viva que se mostra…
Ainda fria…
Este rumo… desnorteado…
Atalho subtil para a glória mística
Distância já cansada por onde ando
Deixa-me rastejar pelo teu trilho…
A minha via láctea…
Porque teme em escrever
A minha alma jovem
Acompanha-me por aqui…
E despejado… deixa-me então sonhar…
Sou eu quem te escreve…
Palavra por palavra
Letra por letra
Por estas linhas estranhas e vazias
Lágrima por lágrima
Segura-me de novo doce poesia
O meu sentido neste instante deixou-me voar
Sorriso por sorriso
Deixa-me ir neste túnel
Sem rasto e sem caminho
Deixa-me descansar no teu leito
E poder adormecer
Neste mistério mais que oculto
Onde sou caminheiro
Estrada viva que se mostra…
Ainda fria…
Este rumo… desnorteado…
Atalho subtil para a glória mística
Distância já cansada por onde ando
Deixa-me rastejar pelo teu trilho…
A minha via láctea…
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Como uma droga…
Experiência infinita
A minha mão separa-se do meu pensamento
Para te descrever…
Sou eu agora quem te escreve
No calor deste silêncio que imaginas
No teu quarto…
Sou eu que te toco
Sou a tua pele…
Quero ser eu que arrepio…
Estou curioso no teu sono
Vejo-te por entre as ameias deste meu castelo
Penetro no teu sonho
Para desvendar o teu sentido oculto
Deixo-te cansada
O suor que escorre pelo teu peito
Sou eu sim…
Que me desfaço no teu leito
E me desafio no teu pensamento
Navego pela noite para te deixar aqui
Prostrada e doce…
Azul...
Minha…
Quero o teu cheiro que me embala…
Para me deixar demente
Dormente…
E constantemente louco
Experiência infinita
A minha mão separa-se do meu pensamento
Para te descrever…
Sou eu agora quem te escreve
No calor deste silêncio que imaginas
No teu quarto…
Sou eu que te toco
Sou a tua pele…
Quero ser eu que arrepio…
Estou curioso no teu sono
Vejo-te por entre as ameias deste meu castelo
Penetro no teu sonho
Para desvendar o teu sentido oculto
Deixo-te cansada
O suor que escorre pelo teu peito
Sou eu sim…
Que me desfaço no teu leito
E me desafio no teu pensamento
Navego pela noite para te deixar aqui
Prostrada e doce…
Azul...
Minha…
Quero o teu cheiro que me embala…
Para me deixar demente
Dormente…
E constantemente louco
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Já nem sei por onde ando
Marchamos juntos num deserto obscuro
Por vezes somos brutais
Somos únicos…
Outras das vezes… Somos vulgares demais
Naquela noite…
Vivemos uma visita intensa
Um momento melancólico de tristeza
Luz das luzes…
Não estou por cá
Apaguem as luzes então…
E o som deixou de se ouvir
Silêncio… é o que quero ser agora
Vou tentar correr para outro lado
As lágrimas escorriam suaves pela pele brilhante
Não deveríamos nunca ter medo de chorar
Não me lembro do sonho
Nem sequer me recordo das cores
Nem dos temperos da saudade do amor
Costumava lembrar-me…
E escrevia sobre essas recordações
Estarei a morrer?
Sim, aos poucos diz-me ela, calma e suave…
Quem me faz divagar nesta noite?
Quem me deu impulso para navegar?
Já nem sei…
Perdi a bússola do meu viver…
Marchamos juntos num deserto obscuro
Por vezes somos brutais
Somos únicos…
Outras das vezes… Somos vulgares demais
Naquela noite…
Vivemos uma visita intensa
Um momento melancólico de tristeza
Luz das luzes…
Não estou por cá
Apaguem as luzes então…
E o som deixou de se ouvir
Silêncio… é o que quero ser agora
Vou tentar correr para outro lado
As lágrimas escorriam suaves pela pele brilhante
Não deveríamos nunca ter medo de chorar
Não me lembro do sonho
Nem sequer me recordo das cores
Nem dos temperos da saudade do amor
Costumava lembrar-me…
E escrevia sobre essas recordações
Estarei a morrer?
Sim, aos poucos diz-me ela, calma e suave…
Quem me faz divagar nesta noite?
Quem me deu impulso para navegar?
Já nem sei…
Perdi a bússola do meu viver…
quinta-feira, janeiro 25, 2007
Quero que me conheçam
Então não sei por onde começar…
Gosto de escrever, adoro escrever
Adoro o mar, adoro o dia, amo a noite
Gosto das pequenas coisas
Gosto da Lua quando estou triste
Adoro cantar sozinho
Gosto das saudades que sinto
Gosto do sabor da chuva num dia calmo
O cheiro da terra húmida
Amo os meus amigos
Gosto do sabor de estar sozinho
Mas tento não dispensar uma boa companhia
Adoro o cheiro da pele das pessoas
Os olhares, as vidas e as histórias
Amo o Sol…
O cheiro do Natal…
E aquele perfume de mulher numa manhã de Outono
Gosto da troca de olhares
Atrevidos ou não…
Gosto de beijos
Amo os abraços
Amigos ou algo mais
Gosto que gostem de mim
Gosto de tatuagens, mas não tenho nenhuma
Sinto prazer em amar
Amo viver!
Prefiro apreciar e escolher
Adoro ler!
Faz-me bem treinar até ao meu limite
No dojo adoro o momento em seza num final de tarde
Gosto do sabor a suor quando escorrega nos meus lábios
Gosto do cheiro das oficinas
Adoro os castelos antigos
Fragmentos de livros velhos
E as ruas estreitas mais antigas
Amo a música composta, clássica
Que tenha sido criada com alma
Adoro o mundo
A vida, e aprecio os animais
Adoro os tigres
E orgulho-me de fazer parte deste fragmento
Deste momento que representa uma época
Desta vivência infinita que representamos
Gosto de mais coisas
Mas gosto do sabor de não ter palavras para as descrever
Mantém o mistério que eu também adoro
Então não sei por onde começar…
Gosto de escrever, adoro escrever
Adoro o mar, adoro o dia, amo a noite
Gosto das pequenas coisas
Gosto da Lua quando estou triste
Adoro cantar sozinho
Gosto das saudades que sinto
Gosto do sabor da chuva num dia calmo
O cheiro da terra húmida
Amo os meus amigos
Gosto do sabor de estar sozinho
Mas tento não dispensar uma boa companhia
Adoro o cheiro da pele das pessoas
Os olhares, as vidas e as histórias
Amo o Sol…
O cheiro do Natal…
E aquele perfume de mulher numa manhã de Outono
Gosto da troca de olhares
Atrevidos ou não…
Gosto de beijos
Amo os abraços
Amigos ou algo mais
Gosto que gostem de mim
Gosto de tatuagens, mas não tenho nenhuma
Sinto prazer em amar
Amo viver!
Prefiro apreciar e escolher
Adoro ler!
Faz-me bem treinar até ao meu limite
No dojo adoro o momento em seza num final de tarde
Gosto do sabor a suor quando escorrega nos meus lábios
Gosto do cheiro das oficinas
Adoro os castelos antigos
Fragmentos de livros velhos
E as ruas estreitas mais antigas
Amo a música composta, clássica
Que tenha sido criada com alma
Adoro o mundo
A vida, e aprecio os animais
Adoro os tigres
E orgulho-me de fazer parte deste fragmento
Deste momento que representa uma época
Desta vivência infinita que representamos
Gosto de mais coisas
Mas gosto do sabor de não ter palavras para as descrever
Mantém o mistério que eu também adoro
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Quando passares por aqui…
Estarei longe…
Perto demais do meu refúgio
Longe de ti
Distante deles…
Não irei sair daqui vivo
Nem por um momento…
Não quero!
E se tiver de me ocultar…
Será aqui…
Um eremita na cidade do caos
Afastado de todos esses déspotas…
Injustos e cruéis…
Não…
Não conseguem alcançar-me aqui…
Nem que me procurem pelas trevas…
Aqui… Estou rodeado de todos os meus amigos
Abrigo tranquilo…
Protecção constante…
E se passares por cá, estarei por fora…
Estarei longe…
Perto demais do meu refúgio
Longe de ti
Distante deles…
Não irei sair daqui vivo
Nem por um momento…
Não quero!
E se tiver de me ocultar…
Será aqui…
Um eremita na cidade do caos
Afastado de todos esses déspotas…
Injustos e cruéis…
Não…
Não conseguem alcançar-me aqui…
Nem que me procurem pelas trevas…
Aqui… Estou rodeado de todos os meus amigos
Abrigo tranquilo…
Protecção constante…
E se passares por cá, estarei por fora…
quinta-feira, janeiro 18, 2007
Perco-me no deserto da mente
Navego pela sentença moral
Entre nós não há espaço para o tempo
Somos trágicos
Entre nós não há tempo
Só aquele sabor dormente
O suor quente
O desesperado momento de solidão
Vou ter contigo…
Acompanha-me nesta viagem
Vou atravessar o oceano
Flutuo serpenteando por esta auto-estrada sublime...
A minha pele está fria…
Pálida…
Estou cansado de correr
Farto de não me encontrar
Então voo…
Cabeça latente... e enjoo...
Muito perto… No entanto lá longe
Longínquo
Busco em ti novamente…
Algo mais intenso…
Um beijo mais profundo que este mistério
Uma emoção que me retorne o prazer de ser livre
Navego pela sentença moral
Entre nós não há espaço para o tempo
Somos trágicos
Entre nós não há tempo
Só aquele sabor dormente
O suor quente
O desesperado momento de solidão
Vou ter contigo…
Acompanha-me nesta viagem
Vou atravessar o oceano
Flutuo serpenteando por esta auto-estrada sublime...
A minha pele está fria…
Pálida…
Estou cansado de correr
Farto de não me encontrar
Então voo…
Cabeça latente... e enjoo...
Muito perto… No entanto lá longe
Longínquo
Busco em ti novamente…
Algo mais intenso…
Um beijo mais profundo que este mistério
Uma emoção que me retorne o prazer de ser livre
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Acorda-se numa manhã
Tudo está diferente…
Não há tempo para rodeios…
Não somos mágicos
Não há momento para ilusão
Apenas o fim anunciado…
De tudo o que existiu
Sem nada para trás
Sem surpresas…
Não voltaremos a olhar-nos…
Foi o fim miúda…
Sou humano
Entristeço…
Mas não sou um ser vulgar
Nem pensar nisso
Sou de carne…
E por onde andas eu já lá estive
Não existe nada de novo aí…
Mas procura bem fundo
Para não caíres em desespero
Apaga as luzes quando saires
Tudo está diferente…
Não há tempo para rodeios…
Não somos mágicos
Não há momento para ilusão
Apenas o fim anunciado…
De tudo o que existiu
Sem nada para trás
Sem surpresas…
Não voltaremos a olhar-nos…
Foi o fim miúda…
Sou humano
Entristeço…
Mas não sou um ser vulgar
Nem pensar nisso
Sou de carne…
E por onde andas eu já lá estive
Não existe nada de novo aí…
Mas procura bem fundo
Para não caíres em desespero
Apaga as luzes quando saires
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Ela deixou um bilhete na minha cama
“Se tiveres fome… liga-me…”
Deixou-me imóvel…
Sereno
Inconsciente
Azul…
Partiu sem deixar rasto
A manhã era melancolicamente submersa
Diria poética…
A noite foi sem tino mas instintivamente nossa
Deixou-me ausente…
Como se vivesse na água
Mas não dentro dela…
Como se abraçasse um sonho
E se fosse aquele sonho
Jamais queria acordar
Deixou-me nu…
Satisfeito…
Calmo…
A pele dela tão macia
Corpo esguio, magro
Lânguido…
Rodopiou por mim noite inteira
Doce…
Mulher…
“Se tiveres fome… liga-me…”
Deixou-me imóvel…
Sereno
Inconsciente
Azul…
Partiu sem deixar rasto
A manhã era melancolicamente submersa
Diria poética…
A noite foi sem tino mas instintivamente nossa
Deixou-me ausente…
Como se vivesse na água
Mas não dentro dela…
Como se abraçasse um sonho
E se fosse aquele sonho
Jamais queria acordar
Deixou-me nu…
Satisfeito…
Calmo…
A pele dela tão macia
Corpo esguio, magro
Lânguido…
Rodopiou por mim noite inteira
Doce…
Mulher…
quarta-feira, dezembro 27, 2006
Andamos diferentes...
Com medo...
Gostamos de construir as nossas paredes de ferro
Para não termos o trabalho de olhar para dentro
Andamos nulos...
Já cá estamos e navegamos...
Não existe nenhum outro lugar para onde ir
Sem destino parte-se
E deixa-se de sentir
Talvez esconder o que está perto
Arranjar espaço para o que está longe
Andamos diferentes...
Sem sentido...
Com medo...
Gostamos de construir as nossas paredes de ferro
Para não termos o trabalho de olhar para dentro
Andamos nulos...
Já cá estamos e navegamos...
Não existe nenhum outro lugar para onde ir
Sem destino parte-se
E deixa-se de sentir
Talvez esconder o que está perto
Arranjar espaço para o que está longe
Andamos diferentes...
Sem sentido...
segunda-feira, dezembro 25, 2006
Pensei fazer um poema
Mas… não sou poeta
E jamais quero ser catalogado como tal
Decidi então deixar algumas palavras
Mais algumas…
Não escrevo poemas
Descrevo-me apenas…
E nada mais do que a descrição
Que neste momento tenho do que sinto
È, que todos os seres de todas as formas
De todos os mundos
Sejam felizes…
È o meu voto sincero nesta época
Neste tempo…
Mas é-o também em todos os tempos
No entretanto, existe uma pequena diferença
A receptividade dos nossos pensamentos
Está mais aberta nestes dias…
E quem sabe sejamos mesmo todos felizes
Ao menos por breves momentos…
Mas… não sou poeta
E jamais quero ser catalogado como tal
Decidi então deixar algumas palavras
Mais algumas…
Não escrevo poemas
Descrevo-me apenas…
E nada mais do que a descrição
Que neste momento tenho do que sinto
È, que todos os seres de todas as formas
De todos os mundos
Sejam felizes…
È o meu voto sincero nesta época
Neste tempo…
Mas é-o também em todos os tempos
No entretanto, existe uma pequena diferença
A receptividade dos nossos pensamentos
Está mais aberta nestes dias…
E quem sabe sejamos mesmo todos felizes
Ao menos por breves momentos…
quarta-feira, dezembro 20, 2006
Sombra a sombra
Alcanço o limiar da minha ausência
Desesperadamente louco
E ansiosamente teu
Flutuo num pântano de miragens incolores
Deixo-me levar pelo murmúrio das palavras
Alcanço o meu norte…
Sigo sul depois…
Parto para longe
Sombra a sombra
Passo a passo
Sigo sem destino o meu caminho
Longe do mundo
Perto de mim
Ausente do meu sentir
Consciente do meu viver
Sigo longe
Alcanço o limiar da minha ausência
Desesperadamente louco
E ansiosamente teu
Flutuo num pântano de miragens incolores
Deixo-me levar pelo murmúrio das palavras
Alcanço o meu norte…
Sigo sul depois…
Parto para longe
Sombra a sombra
Passo a passo
Sigo sem destino o meu caminho
Longe do mundo
Perto de mim
Ausente do meu sentir
Consciente do meu viver
Sigo longe
terça-feira, dezembro 19, 2006
Por demasiado tempo
Existiram segredos na minha mente
Algo que deveria ter dito
Sentei-me aqui…
Com uma estranha aos meus olhos
Sozinho com os meus pensamentos
Ainda nostálgico… Perpassei nos locais de outrora
As lágrimas que não pude chorar
Não tenho controle sobre mim…
Tenho medo…
Escorrego e atiro-me
Liberto-me…
Escorrego novamente
E levantam-me…
Diz-me então que pensamentos te talharam
Por onde passaste e por quem choras
Tudo o que somos é pó ao vento
Então envia-me um anjo…
Daqueles que não te abandonam
E deixa-me sonhar novamente
Diz-me com quem falaste
Quem te fez chorar…
Mas volta para a luz
O vento que sopra na tua cara
São os anos que vão passando
Um sinal do teu coração
A repetir que estás cansada
Fecha os olhos e deixa-te levar…
Não troques a amizade pela solidão
Já lá estive…
Existiram segredos na minha mente
Algo que deveria ter dito
Sentei-me aqui…
Com uma estranha aos meus olhos
Sozinho com os meus pensamentos
Ainda nostálgico… Perpassei nos locais de outrora
As lágrimas que não pude chorar
Não tenho controle sobre mim…
Tenho medo…
Escorrego e atiro-me
Liberto-me…
Escorrego novamente
E levantam-me…
Diz-me então que pensamentos te talharam
Por onde passaste e por quem choras
Tudo o que somos é pó ao vento
Então envia-me um anjo…
Daqueles que não te abandonam
E deixa-me sonhar novamente
Diz-me com quem falaste
Quem te fez chorar…
Mas volta para a luz
O vento que sopra na tua cara
São os anos que vão passando
Um sinal do teu coração
A repetir que estás cansada
Fecha os olhos e deixa-te levar…
Não troques a amizade pela solidão
Já lá estive…
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Tanto que foi deixado para escrever
Que já nem me quero sentir
Preservo o momento de jamais aqui estar
E deixo-me levar pelo tempo que passa
Deixei um relógio no chão
Talvez tenha abandonado o tempo
E se o abandonei…
Já nem me lembro dele
Esse tempo… que se desfaz
E anula toda a existência dos momentos
Nem sequer sinto as minhas rugas
Já nem as quero ter
Culpa do tempo…
Sempre o tempo…
Irreal mas infinitamente conciso!
Tantas palavras que deixei de escrever
Para dar gosto ao tempo
Tempo esse…
Que quis saboreá-lo com algum tempo…
Que perdi tempo
Que já nem me quero sentir
Preservo o momento de jamais aqui estar
E deixo-me levar pelo tempo que passa
Deixei um relógio no chão
Talvez tenha abandonado o tempo
E se o abandonei…
Já nem me lembro dele
Esse tempo… que se desfaz
E anula toda a existência dos momentos
Nem sequer sinto as minhas rugas
Já nem as quero ter
Culpa do tempo…
Sempre o tempo…
Irreal mas infinitamente conciso!
Tantas palavras que deixei de escrever
Para dar gosto ao tempo
Tempo esse…
Que quis saboreá-lo com algum tempo…
Que perdi tempo
terça-feira, dezembro 12, 2006
Posso tentar escrever hoje
Nem assim haveriam palavras
Para descrever a minha alma
Hoje não quero sonhar…
Nem quero sentir-me ausente
Nada de vale a minha voz
Hoje nem quero estar aqui…
Nem sei onde me esconder
Vou fugir da minha sombra
E procurar um abrigo
Cortar as minhas asas
Para ficar longe do céu
Mais perto do mar
Nem quero já escrever…
Só ficar por perto…
Nem assim haveriam palavras
Para descrever a minha alma
Hoje não quero sonhar…
Nem quero sentir-me ausente
Nada de vale a minha voz
Hoje nem quero estar aqui…
Nem sei onde me esconder
Vou fugir da minha sombra
E procurar um abrigo
Cortar as minhas asas
Para ficar longe do céu
Mais perto do mar
Nem quero já escrever…
Só ficar por perto…
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Dói-me a cabeça do mundo
Universo incerto alucinado
Fugi da estrada onde outrora descansei
Cor púrpura e amargo sapore…
O meu corpo jaz desfeito na sombra
Deste êxtase de sentimentos inoportunos
Deixei-me adormecer neste canto do mundo
Então… Já nem sei acordar
Ocultei-me outrora no reflexo da madrugada
Elevei-me na imensidão dos pensamentos
E cai de novo…
Sento-me aqui uma vez mais ausente
Sem caminho por onde passar
Deixo a minha presença moribunda
No canto deste lugar
Parto talvez para outra estação
Ah… dói-me tanto a cabeça
Sem sentido e sem chegada marcada
Parto por entre a minha campa camuflada
Pela sombra da minha presença aniquilada
Deixo-me sentir na madrugada
Ah.... Dói-me a cabeça do mundo...
E as pernas do meu Universo
Dói-me o corpo dela que não conheço
E o meu sorriso que deixei de ter
Dói-me o mundo todo no meu pensamento
A consciência do meu viver
E a esperança do meu etéreo e fraco momento
Universo incerto alucinado
Fugi da estrada onde outrora descansei
Cor púrpura e amargo sapore…
O meu corpo jaz desfeito na sombra
Deste êxtase de sentimentos inoportunos
Deixei-me adormecer neste canto do mundo
Então… Já nem sei acordar
Ocultei-me outrora no reflexo da madrugada
Elevei-me na imensidão dos pensamentos
E cai de novo…
Sento-me aqui uma vez mais ausente
Sem caminho por onde passar
Deixo a minha presença moribunda
No canto deste lugar
Parto talvez para outra estação
Ah… dói-me tanto a cabeça
Sem sentido e sem chegada marcada
Parto por entre a minha campa camuflada
Pela sombra da minha presença aniquilada
Deixo-me sentir na madrugada
Ah.... Dói-me a cabeça do mundo...
E as pernas do meu Universo
Dói-me o corpo dela que não conheço
E o meu sorriso que deixei de ter
Dói-me o mundo todo no meu pensamento
A consciência do meu viver
E a esperança do meu etéreo e fraco momento
quarta-feira, novembro 29, 2006
Agora que descanso a minha alma
Respiro satisfeito…
E repouso neste momento
Repito o silêncio do teu cheiro
Perto da madrugada deixo a minha roupa
Já ausente do meu sentir…
Não me importa já a noite
Jamais me sente…
Crio um sentido para além da minha mente
E descrevo-o no meu pensamento
Navego milhões de anos
E refaço só para mim…
O cremoso segredo do teu olhar…
Respiro satisfeito…
E repouso neste momento
Repito o silêncio do teu cheiro
Perto da madrugada deixo a minha roupa
Já ausente do meu sentir…
Não me importa já a noite
Jamais me sente…
Crio um sentido para além da minha mente
E descrevo-o no meu pensamento
Navego milhões de anos
E refaço só para mim…
O cremoso segredo do teu olhar…
sexta-feira, novembro 17, 2006
Voo para além do tempo
E deixo-me sentir pairar
Desloco-me por um momento eterno
E tento alcançar-te nesta viagem
Ainda sou aquele que se senta sozinho
Não quero perder o meu caminho
Ainda distante
Não quero parar
Vou voar até me cansar…
Nesta ausência do meu viver
Perco o meu vigor…
Estou desprotegido, sem sentido
Voo para além do mundo
Numa viagem sem rumo
Sem tempo
E com forte desejo de não aterrar
Hoje... Quero voar até me cansar…
E deixo-me sentir pairar
Desloco-me por um momento eterno
E tento alcançar-te nesta viagem
Ainda sou aquele que se senta sozinho
Não quero perder o meu caminho
Ainda distante
Não quero parar
Vou voar até me cansar…
Nesta ausência do meu viver
Perco o meu vigor…
Estou desprotegido, sem sentido
Voo para além do mundo
Numa viagem sem rumo
Sem tempo
E com forte desejo de não aterrar
Hoje... Quero voar até me cansar…
quarta-feira, novembro 15, 2006
Sou velho então
Polido há mais de mil anos
Marcado na eternidade
Sento-me e troco algumas palavras com Deus
Deverei ter mais do que carne aqui dentro
Para não querer desistir
A vida apresenta-se de diversas formas
A necessidade de a sentir cada vez mais
Só preciso de estar aqui por mais algum tempo
Para me relembrar o que perdi
No entretanto… Deus não responde
È um silêncio amigo
Uma solidão sóbria…
Talvez alguma paz na escuridão
Abraçam-me os sentidos
Alguns perdidos…
Os amigos sentem a minha satisfação
Mas não vêem a alma que lhes fala cansada e sozinha
Talvez ainda me responda ao final do dia…
Ou ela me atravesse no caminho por um momento
Polido há mais de mil anos
Marcado na eternidade
Sento-me e troco algumas palavras com Deus
Deverei ter mais do que carne aqui dentro
Para não querer desistir
A vida apresenta-se de diversas formas
A necessidade de a sentir cada vez mais
Só preciso de estar aqui por mais algum tempo
Para me relembrar o que perdi
No entretanto… Deus não responde
È um silêncio amigo
Uma solidão sóbria…
Talvez alguma paz na escuridão
Abraçam-me os sentidos
Alguns perdidos…
Os amigos sentem a minha satisfação
Mas não vêem a alma que lhes fala cansada e sozinha
Talvez ainda me responda ao final do dia…
Ou ela me atravesse no caminho por um momento
terça-feira, novembro 14, 2006
Vou tentar esquecer os riscos que me fizeste
E acompanhar ainda o teu olhar
Com pouca esperança
Então assim tentarei viver
Porque nada mais há...
Para além de uma lágrima
Que por vezes ainda cai...
Então abandono este lugar etéreo
E parto por um outro caminho incerto
Riscado pelo teu sentido...
Nada mais há...
Do que aquele momento
Uma estrada antiga oposta aos teus sonhos
Paralela ao meu desejo de me ver feliz
Vou então tentar esquecer os riscos que me fazes
Para me lembrar o quanto te amo
Porque só assim posso sonhar
E acompanhar ainda o teu olhar
Com pouca esperança
Então assim tentarei viver
Porque nada mais há...
Para além de uma lágrima
Que por vezes ainda cai...
Então abandono este lugar etéreo
E parto por um outro caminho incerto
Riscado pelo teu sentido...
Nada mais há...
Do que aquele momento
Uma estrada antiga oposta aos teus sonhos
Paralela ao meu desejo de me ver feliz
Vou então tentar esquecer os riscos que me fazes
Para me lembrar o quanto te amo
Porque só assim posso sonhar
sexta-feira, novembro 10, 2006
Desisti de te ver...
Porque sei como me sentes…
Estás tão perto de mim que nem quero acordar
O sabor deste momento é eterno
Mais tarde ou mais cedo vai parecer ter um fim
Só não quero que me vejam agora
Ninguém iria entender como me sinto
Nem iriam conseguir parar as lágrimas que caem
Também não consigo definir este momento
Sinto-te tão perto…
Parece que te vejo no meu sonho…
Só quero que tudo isto acabe rápido
Para que ninguém me veja assim
Também quero que saibas que estou triste
Tanto que nem o mundo me iria compreender…
Porque sei como me sentes…
Estás tão perto de mim que nem quero acordar
O sabor deste momento é eterno
Mais tarde ou mais cedo vai parecer ter um fim
Só não quero que me vejam agora
Ninguém iria entender como me sinto
Nem iriam conseguir parar as lágrimas que caem
Também não consigo definir este momento
Sinto-te tão perto…
Parece que te vejo no meu sonho…
Só quero que tudo isto acabe rápido
Para que ninguém me veja assim
Também quero que saibas que estou triste
Tanto que nem o mundo me iria compreender…
quarta-feira, novembro 08, 2006
Desfaz o teu sorriso no silêncio do teu olhar
E deixa-me vaguear pelo teu corpo
Distante a minha alma funde-se
Ainda que presente no tempo
Ela inunda-se em ti
Perco-a no descontrolo deste voo
Já me esqueci de voar
Nem quero sequer pousar
Abro as minhas asas neste sonho
E deixo-me pairar
Desejo então cair no teu olhar
Para embalar o meu sentido
Deixa-me sonhar
Deixa-me voar
Ensina-me de novo a amar
E deixa-me vaguear pelo teu corpo
Distante a minha alma funde-se
Ainda que presente no tempo
Ela inunda-se em ti
Perco-a no descontrolo deste voo
Já me esqueci de voar
Nem quero sequer pousar
Abro as minhas asas neste sonho
E deixo-me pairar
Desejo então cair no teu olhar
Para embalar o meu sentido
Deixa-me sonhar
Deixa-me voar
Ensina-me de novo a amar
quarta-feira, outubro 25, 2006
Embriago-me suavemente…
Numa qualquer tasca
Sintra…
Estrada velha alucinada
Papeis no bolso, capa preta
Aparo de madeira lustre
Dor de cabeça ou voraz sentimento?
Dor da vida…
Suavemente engulo mais um gole
Deste insano momento…
Devoram-me os olhares inconstantes
Elas rasgam-me o pensamento
Olhares cultos e desmedidos
Provocantes…
Sozinho… aqui estou…
Não sei mais para onde ir
Satisfazem-me os olhares cruzados
Os meus olhos fitam-nas sem segredo
Prostrado aqui estou…
Perdido neste momento
Tasca ou bar já nem sei…
Numa qualquer tasca
Sintra…
Estrada velha alucinada
Papeis no bolso, capa preta
Aparo de madeira lustre
Dor de cabeça ou voraz sentimento?
Dor da vida…
Suavemente engulo mais um gole
Deste insano momento…
Devoram-me os olhares inconstantes
Elas rasgam-me o pensamento
Olhares cultos e desmedidos
Provocantes…
Sozinho… aqui estou…
Não sei mais para onde ir
Satisfazem-me os olhares cruzados
Os meus olhos fitam-nas sem segredo
Prostrado aqui estou…
Perdido neste momento
Tasca ou bar já nem sei…
segunda-feira, outubro 09, 2006
Se o amor se resumir a uma só palavra
Então quero soletrá-la…
Para que não me falte o ar
Quero dizê-la baixinho ao teu ouvido
Quero lambuzar a tua alma
Com o mel desta minha palavra
Esta, será tão doce que rasteja…
Por entre o teu sorriso…
Quero que ela se estampe no passeio por onde passas
E tropeces nela quando quiseres
Esta palavra não tem tempo
E digo-a devagarinho como se toda a minha voz
Fosse eterna…
A… m… o… te…
Esta simplicidade de uma palavra
Pode caminhar pelas barreiras do infinito
Nada mais é triste quando dela te lembrares
Nada mais é irreal quando a sentires perto do teu ouvido
Dita por mim…
Então quero soletrá-la…
Para que não me falte o ar
Quero dizê-la baixinho ao teu ouvido
Quero lambuzar a tua alma
Com o mel desta minha palavra
Esta, será tão doce que rasteja…
Por entre o teu sorriso…
Quero que ela se estampe no passeio por onde passas
E tropeces nela quando quiseres
Esta palavra não tem tempo
E digo-a devagarinho como se toda a minha voz
Fosse eterna…
A… m… o… te…
Esta simplicidade de uma palavra
Pode caminhar pelas barreiras do infinito
Nada mais é triste quando dela te lembrares
Nada mais é irreal quando a sentires perto do teu ouvido
Dita por mim…
domingo, outubro 01, 2006
Amo-te num só momento
Em todo o tempo
Como se todo eu quisesse ser teu
Amo-te…
A minha alma voa por entre a tua
Sem sentido abraçando o mundo eterno
Deixo de lutar contra o que é incerto
Deixo-me levar pela curva do teu silêncio
Amo-te como se nada fosse
Como se a minha vida dependesse de todo eu ser teu
Amo-te… e voo pela incerteza do teu beijo
Deixando-me levar pelo amor que ainda vejo
Porque só a voar consigo sentir-te
Amo-te como se ainda te sentisse sem ter de respirar
O ar que tu sentes…
Sem deixar rasto deixo-te um sorriso de mel
Doce como o sentimento que me consome
Nem mesmo a morte põe fim a este meu sentir
Mais forte que a eternidade dos homens
Mais claro que todos os pensamentos de Deus
Em todo o tempo
Como se todo eu quisesse ser teu
Amo-te…
A minha alma voa por entre a tua
Sem sentido abraçando o mundo eterno
Deixo de lutar contra o que é incerto
Deixo-me levar pela curva do teu silêncio
Amo-te como se nada fosse
Como se a minha vida dependesse de todo eu ser teu
Amo-te… e voo pela incerteza do teu beijo
Deixando-me levar pelo amor que ainda vejo
Porque só a voar consigo sentir-te
Amo-te como se ainda te sentisse sem ter de respirar
O ar que tu sentes…
Sem deixar rasto deixo-te um sorriso de mel
Doce como o sentimento que me consome
Nem mesmo a morte põe fim a este meu sentir
Mais forte que a eternidade dos homens
Mais claro que todos os pensamentos de Deus
sexta-feira, setembro 29, 2006
Ela tem o cheiro do que eu amo
Jamais me conseguirei separar
Preciso de vivê-la todos os dias
Mais que dois amantes
Eu e ela tão juntos
Um sonho de lua…
Deslizou devagarinho pelo meu pensamento
Adormeceu ela nos meus braços
Quisera ser a vida dela neste sonho de água
Até que veio o silêncio
Silêncio…
A respiração dela tão calma
Despertou o meu horizonte
E deixou-me adormecer por mais uns tempos
Neste sonho doce
Amor… Chamam-lhe os deuses
Oculto no silêncio da noite
Jamais me conseguirei separar
Preciso de vivê-la todos os dias
Mais que dois amantes
Eu e ela tão juntos
Um sonho de lua…
Deslizou devagarinho pelo meu pensamento
Adormeceu ela nos meus braços
Quisera ser a vida dela neste sonho de água
Até que veio o silêncio
Silêncio…
A respiração dela tão calma
Despertou o meu horizonte
E deixou-me adormecer por mais uns tempos
Neste sonho doce
Amor… Chamam-lhe os deuses
Oculto no silêncio da noite
Não sei porque me sinto assim
Encurralado nesta vida e neste lugar
Acho que vi a tua cara uma vez mais
As memórias abraçam o meu pensamento
Será que cheguei ao meu destino
Talvez nem esteja vivo…
Não posso mais…
Tudo me parece verdadeiro…
Já escrevi isto antes
Procuro uma explicação
Será que estou a perder o juízo?
Ainda aqui estou…
Dentro deste sonho
Mas sinto-me tão perdido
Tão verdadeiro…
Tenho medo de cair no infinito uma vez mais
Sinto que já ouvi a tua voz
Algo me faz lembrar que ando à tua procura
Mas não tenho explicação
Sinto-te tão perto…
Que tenho de me proteger de mim mesmo
Ando perdido nesta visão paralela da minha existência
Encurralado nesta vida e neste lugar
Acho que vi a tua cara uma vez mais
As memórias abraçam o meu pensamento
Será que cheguei ao meu destino
Talvez nem esteja vivo…
Não posso mais…
Tudo me parece verdadeiro…
Já escrevi isto antes
Procuro uma explicação
Será que estou a perder o juízo?
Ainda aqui estou…
Dentro deste sonho
Mas sinto-me tão perdido
Tão verdadeiro…
Tenho medo de cair no infinito uma vez mais
Sinto que já ouvi a tua voz
Algo me faz lembrar que ando à tua procura
Mas não tenho explicação
Sinto-te tão perto…
Que tenho de me proteger de mim mesmo
Ando perdido nesta visão paralela da minha existência
sexta-feira, setembro 22, 2006
Os sonhos são para os que ambicionam o infinito
Quero apenas flutuar na imensidão da tua presença
Não quero ir para o céu onde os anjos voam
Quero andar por aqui
As pessoas choram e sorriem
Vivem e morrem
Aprendem...
Quero ver-te e tocar-te
Amar-te
Quero ser o que tu queres que eu seja
Quero-te na presença de todas as coisas
Os sonhos são para os que deixaram de viver
Quero respirar-te
Sentir-te
Não quero sentir a tua ausência
Porque as cores tornam-se cinzentas
E as memórias mais curtas
Quero apenas flutuar na imensidão da tua presença
Não quero ir para o céu onde os anjos voam
Quero andar por aqui
As pessoas choram e sorriem
Vivem e morrem
Aprendem...
Quero ver-te e tocar-te
Amar-te
Quero ser o que tu queres que eu seja
Quero-te na presença de todas as coisas
Os sonhos são para os que deixaram de viver
Quero respirar-te
Sentir-te
Não quero sentir a tua ausência
Porque as cores tornam-se cinzentas
E as memórias mais curtas
quarta-feira, setembro 20, 2006
Estou morto por dentro
Será que já não penso em ti?
Estiveste sempre tão longe…
Que a dor deixou de me perturbar
De me fazer fugir…
Como costumava fazer antigamente
A dor…
Consegui um pacto com ela
Tornou-se a minha aliada
Um escudo…
Mas algo sempre me impediu de a ver
Essa dor antiga e demente
Estiveste sempre tão longe
Que perdi o sentido da minha fuga
Já nem consigo suportar o cheiro da solidão
Estás sempre tão longe…
Será que já não penso em ti?
Estiveste sempre tão longe…
Que a dor deixou de me perturbar
De me fazer fugir…
Como costumava fazer antigamente
A dor…
Consegui um pacto com ela
Tornou-se a minha aliada
Um escudo…
Mas algo sempre me impediu de a ver
Essa dor antiga e demente
Estiveste sempre tão longe
Que perdi o sentido da minha fuga
Já nem consigo suportar o cheiro da solidão
Estás sempre tão longe…
terça-feira, setembro 12, 2006
Agarra-me porque amanhã vou estar longe
Jamais estarei por aqui…
Então agarra-me agora porque me vou
Louco e livre…
Sem sentido…
Prende-me porque vou querer fugir
Agarra-me na sombra para não ver o mundo
Deixa-me repousar na ternura deste momento
Então seduz-me de novo porque me vou...
Ama-me porque necessito…
Jamais virei aqui de novo para vos ver
Esta pobre solidão precária aniquila-me
Mata-me lentamente…
Jamais estarei por aqui…
Então agarra-me agora porque me vou
Louco e livre…
Sem sentido…
Prende-me porque vou querer fugir
Agarra-me na sombra para não ver o mundo
Deixa-me repousar na ternura deste momento
Então seduz-me de novo porque me vou...
Ama-me porque necessito…
Jamais virei aqui de novo para vos ver
Esta pobre solidão precária aniquila-me
Mata-me lentamente…
domingo, setembro 03, 2006
Os dias para mim
Noites que perco…
Sou aquele viajante…
Sou toda a saudade
Perdi já as mágoas no mar
E não te vi…
Não duram mais que um verão
Dias cinzentos…
Cercado pelos caminhos incertos
Onde tantas vezes me perdi
Onde quantas vezes errei
Bebi alguns sonhos e desvarios
Nestes rios…
Onde andei eu?
Nasceram os sonhos no tempo
Mas não se fizeram as coisas belas
Vimos a Lua e o encanto da noite
Puro âmbar dos poetas
Sem curso continuo a viajar pelas estradas
Vejo as ruas
As casas…
As portas…
As janelas…
As pessoas e as crianças
Caminho pelas ruelas
E pergunto-me se alguém me vem ver
Neste fado que me entristece
Noites que perco…
Sou aquele viajante…
Sou toda a saudade
Perdi já as mágoas no mar
E não te vi…
Não duram mais que um verão
Dias cinzentos…
Cercado pelos caminhos incertos
Onde tantas vezes me perdi
Onde quantas vezes errei
Bebi alguns sonhos e desvarios
Nestes rios…
Onde andei eu?
Nasceram os sonhos no tempo
Mas não se fizeram as coisas belas
Vimos a Lua e o encanto da noite
Puro âmbar dos poetas
Sem curso continuo a viajar pelas estradas
Vejo as ruas
As casas…
As portas…
As janelas…
As pessoas e as crianças
Caminho pelas ruelas
E pergunto-me se alguém me vem ver
Neste fado que me entristece
sexta-feira, setembro 01, 2006
Estou tão longe
E tão perto
Neste meu desejo secreto
Na subtileza do silêncio
Desenho um poema discreto
Uma lua brilhante...
Sem pedir licença entrou no meu mundo
Lá de fora vejo a vida diferente
Não quero esquecer este momento
E de repente, sinto-me tão viajante...
Saio da cama, percorro os corredores
Desta intensa viagem…
Abraço um sonho
Desenho mais uma palavra
E desejo-a...
Oculta na magia do meu pensamento
Sem autorização, ela borra-se no meu poema
E ama-me lentamente
Sento-me do lado de fora
Na imensidão da minha ausência
Para vislumbrar este cenário de saudade
E tão perto
Neste meu desejo secreto
Na subtileza do silêncio
Desenho um poema discreto
Uma lua brilhante...
Sem pedir licença entrou no meu mundo
Lá de fora vejo a vida diferente
Não quero esquecer este momento
E de repente, sinto-me tão viajante...
Saio da cama, percorro os corredores
Desta intensa viagem…
Abraço um sonho
Desenho mais uma palavra
E desejo-a...
Oculta na magia do meu pensamento
Sem autorização, ela borra-se no meu poema
E ama-me lentamente
Sento-me do lado de fora
Na imensidão da minha ausência
Para vislumbrar este cenário de saudade
segunda-feira, agosto 28, 2006
Vozes que se falam
Que se calam
Calmamente no delírio dos olhares
Indiscretos…
Vozes que se odeiam
Que se mentem
Calmamente na passagem do tempo
Morrem as vozes que se sentem
Morrem por vezes na eternidade das palavras
As vozes que se amam
Morrem as palavras
As palavras que não dizem nada
E que vão dizendo tudo
Falam as palavras ao coração
E morrem…
Morrem por vezes as palavras que não se movem
Na ausência dos corpos
Morrem as palavras ditas
Morrem as palavras dos idosos
Na solidão agreste da idade
Morre a cultura das palavras ditas
E não ditas…
Morre a palavra culta e a palavra sensata
Morre a palavra humilde e desinteressada
Todas elas morrem por vezes
Morrem estas palavras depois…
Na imensidão do tempo
Matam-se umas às outras
Pelas bocas ou expressões
Matam-se a cada dia e também na noite
As pessoas e as palavras
Que não se sentem…
Que se odeiam…
Matam-se!
Matam-se as pessoas…
E esquecem-se as boas palavras
Que nunca morrem
Mas que vivem na ternura da eternidade
Que se calam
Calmamente no delírio dos olhares
Indiscretos…
Vozes que se odeiam
Que se mentem
Calmamente na passagem do tempo
Morrem as vozes que se sentem
Morrem por vezes na eternidade das palavras
As vozes que se amam
Morrem as palavras
As palavras que não dizem nada
E que vão dizendo tudo
Falam as palavras ao coração
E morrem…
Morrem por vezes as palavras que não se movem
Na ausência dos corpos
Morrem as palavras ditas
Morrem as palavras dos idosos
Na solidão agreste da idade
Morre a cultura das palavras ditas
E não ditas…
Morre a palavra culta e a palavra sensata
Morre a palavra humilde e desinteressada
Todas elas morrem por vezes
Morrem estas palavras depois…
Na imensidão do tempo
Matam-se umas às outras
Pelas bocas ou expressões
Matam-se a cada dia e também na noite
As pessoas e as palavras
Que não se sentem…
Que se odeiam…
Matam-se!
Matam-se as pessoas…
E esquecem-se as boas palavras
Que nunca morrem
Mas que vivem na ternura da eternidade
terça-feira, agosto 22, 2006
Tacitamente toco o teu rosto
Com a sombra dos meus dedos
Faço escala nos teus seios
E falo com as tuas ancas
Avidamente toco no teu silêncio
Para com ele desfrutar deste momento
Âmbar etéreo de sentidos
Fugaz como o vento…
Provo sem sentido do teu corpo
Tudo aquilo que me queres dar
Com apetite voraz…
Deleito-me com o teu cheiro
Deixando-o carimbado pelo meu corpo
Aproveito agora cada som do teu gemido
Para alcançar o auge deste prazer alienado
Que me deixa fortemente prostrado
Na sombra desta madrugada ausente
Com a sombra dos meus dedos
Faço escala nos teus seios
E falo com as tuas ancas
Avidamente toco no teu silêncio
Para com ele desfrutar deste momento
Âmbar etéreo de sentidos
Fugaz como o vento…
Provo sem sentido do teu corpo
Tudo aquilo que me queres dar
Com apetite voraz…
Deleito-me com o teu cheiro
Deixando-o carimbado pelo meu corpo
Aproveito agora cada som do teu gemido
Para alcançar o auge deste prazer alienado
Que me deixa fortemente prostrado
Na sombra desta madrugada ausente
terça-feira, agosto 08, 2006
quarta-feira, agosto 02, 2006
Gosto da forma como ela se move
Por entre os meus dedos
A forma como me descreve por entre a tinta
E me despoja no papel claro
Humedece os meus dedos
Desfaz-me na eternidade das palavras
Deixa-me onde quero estar
E acredito até que posso lá ficar
Movo-me pela tranquilidade dos sentidos
Cada lágrima deixa então um olhar
E acende por vezes uma vela
Para deixar memórias em papéis
Que vivem dentro da minha pele
Por entre os meus dedos
A forma como me descreve por entre a tinta
E me despoja no papel claro
Humedece os meus dedos
Desfaz-me na eternidade das palavras
Deixa-me onde quero estar
E acredito até que posso lá ficar
Movo-me pela tranquilidade dos sentidos
Cada lágrima deixa então um olhar
E acende por vezes uma vela
Para deixar memórias em papéis
Que vivem dentro da minha pele
terça-feira, agosto 01, 2006
Quando pensares em provocar o meu olhar
Lembra-te do que sentimos e das conversas que não tivemos
Lembra-te que ainda te amo
E se estás feliz não troques essa felicidade
Pelas palavras que queres ouvir mas não queres sentir
Quando olhares nos meus olhos
Não me vejas como antigamente
Vê-me agora…
Magoado, triste e por vezes alegre
Sou eu assim…
Tenho ainda um grande pedaço de ti
Tenho ainda para dizer o que não disse
Se estás feliz então limita-te a não me olhar com olhos de desejo
Porque eu vejo nesses teus olhos
O que a tua boca me quer dizer
E isso para mim...
È uma morte lenta...
Lembra-te do que sentimos e das conversas que não tivemos
Lembra-te que ainda te amo
E se estás feliz não troques essa felicidade
Pelas palavras que queres ouvir mas não queres sentir
Quando olhares nos meus olhos
Não me vejas como antigamente
Vê-me agora…
Magoado, triste e por vezes alegre
Sou eu assim…
Tenho ainda um grande pedaço de ti
Tenho ainda para dizer o que não disse
Se estás feliz então limita-te a não me olhar com olhos de desejo
Porque eu vejo nesses teus olhos
O que a tua boca me quer dizer
E isso para mim...
È uma morte lenta...
quarta-feira, julho 19, 2006
Viajo pela triste decadência do mundo
Os sentimentos esvaem-se no tempo
Enfrento a triste essência da humanidade
Numa luta constante de mudança
Um anjo simétrico aproxima-se do meu corpo
Frio e imortal, deixo o meu respirar
Dos meus lábios flutua um murmúrio
Um suspiro…
Queria eu sentir-me como em tempos passados
Mas vida assim…
Seria para mim um pranto salgado
Deixem-me neste lugar ermo
Nesta vida lúgubre
Deixem-me deitar agora…
Avizinha-se a hora de descansar…
Sou assim…
Como uma fonte no jardim de um castelo abandonado
Deixo os meus sentidos pela eterna loucura do mundo
Intemporal no seu conceito real
Os sentimentos esvaem-se no tempo
Enfrento a triste essência da humanidade
Numa luta constante de mudança
Um anjo simétrico aproxima-se do meu corpo
Frio e imortal, deixo o meu respirar
Dos meus lábios flutua um murmúrio
Um suspiro…
Queria eu sentir-me como em tempos passados
Mas vida assim…
Seria para mim um pranto salgado
Deixem-me neste lugar ermo
Nesta vida lúgubre
Deixem-me deitar agora…
Avizinha-se a hora de descansar…
Sou assim…
Como uma fonte no jardim de um castelo abandonado
Deixo os meus sentidos pela eterna loucura do mundo
Intemporal no seu conceito real
segunda-feira, julho 17, 2006
segunda-feira, junho 26, 2006
Gosto de ti quando estás perto
Porque te moves na ausência do meu ser
E me intimidas com o teu olhar
Gosto de ti porque tu és alma da minha alma
E moves a tua solidão por entre o meu rosto
Tocas a sombra do meu túmulo
E dás-me a eternidade de um sorriso
Gosto ainda de ti…
Porque sou teimoso e teimo em amar o teu brilho
Gosto de ti porque gosto…
Não saberia amar-te em outro estado
Porque te moves na ausência do meu ser
E me intimidas com o teu olhar
Gosto de ti porque tu és alma da minha alma
E moves a tua solidão por entre o meu rosto
Tocas a sombra do meu túmulo
E dás-me a eternidade de um sorriso
Gosto ainda de ti…
Porque sou teimoso e teimo em amar o teu brilho
Gosto de ti porque gosto…
Não saberia amar-te em outro estado
quinta-feira, junho 22, 2006
Nada resta para escrever
Sozinho com velas e papéis
O futuro ficou lá atrás
E o passado mal consigo vê-lo
Serei eu do outro lado
Ela distante de cada recanto da minha prisão
E foge como um anjo
Não esqueço onde a deixei
Para me relembrar de te lembrar
Nada mais resta apenas eu e tu
Nada mais...
Não é alguma coisa?
Nada resta
Ah... Ela sorri
Alimentando a minha vida
Como se mergulha-se no Sol
Queimando as minhas asas
Esperar deixa-me louco
Mas chegaste na altura certa
Para me veres no chão
Agora não consigo dar-te a mão
Queria fugir mas nem sequer sei já andar
Apenas me sento aqui sozinho como antes
Sozinho com velas e papéis
O futuro ficou lá atrás
E o passado mal consigo vê-lo
Serei eu do outro lado
Ela distante de cada recanto da minha prisão
E foge como um anjo
Não esqueço onde a deixei
Para me relembrar de te lembrar
Nada mais resta apenas eu e tu
Nada mais...
Não é alguma coisa?
Nada resta
Ah... Ela sorri
Alimentando a minha vida
Como se mergulha-se no Sol
Queimando as minhas asas
Esperar deixa-me louco
Mas chegaste na altura certa
Para me veres no chão
Agora não consigo dar-te a mão
Queria fugir mas nem sequer sei já andar
Apenas me sento aqui sozinho como antes
A porta trancada
E tenho a chave do teu poema
Descrevo-te pela noite
Posso dizer que a lua é bela…
Posso amar-te aqui hoje neste palco
Cristal puro e transparente
Posso deixar uma lágrima cair no meu papel
E borrar um poema qualquer
Posso desejar-te aqui hoje e sempre
Até me cansar de sonhar
Ou viver…
Hoje tenho a chave to teu poema
E com ela vou redesenhar a fórmula da eternidade
E tenho a chave do teu poema
Descrevo-te pela noite
Posso dizer que a lua é bela…
Posso amar-te aqui hoje neste palco
Cristal puro e transparente
Posso deixar uma lágrima cair no meu papel
E borrar um poema qualquer
Posso desejar-te aqui hoje e sempre
Até me cansar de sonhar
Ou viver…
Hoje tenho a chave to teu poema
E com ela vou redesenhar a fórmula da eternidade
sexta-feira, junho 16, 2006
Assim… Quando pensares que me deixaste cego
Serei já o rei que rasteja pelo corpo teu
Então diz-me para onde vou
Para eu seguir o teu respirar pela noite
Ou então fala-me do limite
E das terras mágicas…
Deixa-me louco pela madrugada
Explorando este teu beijo
No silêncio do teu sonho
Onde a lua uiva ainda pela noite
Saboreando a doçura deste açúcar
Doçura de mil noites
Chocolate quente ardente
Vinho puro amargo
Sozinho rastejo pelas tuas costas
Até ao novo dia…
Deixando marcas dos meus dedos nas tuas ancas
Serei já o rei que rasteja pelo corpo teu
Então diz-me para onde vou
Para eu seguir o teu respirar pela noite
Ou então fala-me do limite
E das terras mágicas…
Deixa-me louco pela madrugada
Explorando este teu beijo
No silêncio do teu sonho
Onde a lua uiva ainda pela noite
Saboreando a doçura deste açúcar
Doçura de mil noites
Chocolate quente ardente
Vinho puro amargo
Sozinho rastejo pelas tuas costas
Até ao novo dia…
Deixando marcas dos meus dedos nas tuas ancas
terça-feira, maio 30, 2006
Navego então para esta terra mágica
Uma vez mais…
Sustendo este incrível pensamento
Acordo distante deste mundo irreal
E mantenho contacto com a minha origem
Chamam-lhe essência…
Quero adormecer num momento aqui
Perto do mar e do som das estrelas
Brinco então com o tempo
Perco-me na alvorada
E faço amor com a noite…
Ah… madrugada desesperada
Gritante
A lua está mais perto deste lugar
Ali vai ela…
Uma vez mais…
Sustendo este incrível pensamento
Acordo distante deste mundo irreal
E mantenho contacto com a minha origem
Chamam-lhe essência…
Quero adormecer num momento aqui
Perto do mar e do som das estrelas
Brinco então com o tempo
Perco-me na alvorada
E faço amor com a noite…
Ah… madrugada desesperada
Gritante
A lua está mais perto deste lugar
Ali vai ela…
sexta-feira, maio 26, 2006
Já lá estive…
No limite da tristeza
È lá que me queres?
Queres saber mais…
Permaneci lá tanto tempo
Que por algumas vezes
Confundi o sabor amargo
Com a suavidade da doçura
Andei perto da luz também
Amei uma ou duas divindades femininas
E provei aquele âmbar das sereias
Ah… Mel doce mel…
Como que enfeitiçado…
Seduzido…
Deveras fascinado…
Já lá estive…
Já lá estive…
Naquele mar azul e negro
Frio e quente
Mas não é lá que me queres…
No limite da tristeza
È lá que me queres?
Queres saber mais…
Permaneci lá tanto tempo
Que por algumas vezes
Confundi o sabor amargo
Com a suavidade da doçura
Andei perto da luz também
Amei uma ou duas divindades femininas
E provei aquele âmbar das sereias
Ah… Mel doce mel…
Como que enfeitiçado…
Seduzido…
Deveras fascinado…
Já lá estive…
Já lá estive…
Naquele mar azul e negro
Frio e quente
Mas não é lá que me queres…
Importas-te que pense em ti?
Nariz bonito e olhos de sereia
E não me interessa o que tens…
Também não gosto da forma como me manténs preso
Então persegue-me
Vem ter comigo ou afoga-te em mim
Deixa-me ou arrasa-me
Porque nada parece matar-me
Nem mesmo que eu me esforce…
Então anda e apaga-me
Obriga-me a ter-te ao meu lado
Rebenta com este mundo obtuso
E partilha comigo esse prazer divino
Nariz bonito e olhos de sereia
E não me interessa o que tens…
Também não gosto da forma como me manténs preso
Então persegue-me
Vem ter comigo ou afoga-te em mim
Deixa-me ou arrasa-me
Porque nada parece matar-me
Nem mesmo que eu me esforce…
Então anda e apaga-me
Obriga-me a ter-te ao meu lado
Rebenta com este mundo obtuso
E partilha comigo esse prazer divino
quinta-feira, maio 25, 2006
Então atrás de nós…
Ficaram as conversas que pouco partilhámos
E alguma coisa que não restou
Ficou um sorriso
E um toque de cristal
Baton de mulher
Olhos doces de mel
Ficaram as palavras por dizer
E um beijo por dar
Um abraço por sentir
E uma vida para conhecer
Ficou o silêncio de uma noite perdida
E o gosto amargo de uma lágrima no chão
Ficaram as conversas que pouco partilhámos
E alguma coisa que não restou
Ficou um sorriso
E um toque de cristal
Baton de mulher
Olhos doces de mel
Ficaram as palavras por dizer
E um beijo por dar
Um abraço por sentir
E uma vida para conhecer
Ficou o silêncio de uma noite perdida
E o gosto amargo de uma lágrima no chão
Posso dizer "foda-se"?
Quer dizer... Afinal é só uma palavra
A não ser que indique um estado de espirito elevado ao rubro
Bom se puder entretanto dizer eu digo
Mais que não seja para libertar um grito
Um gemido...
Para meter medo á morte...
Se é que é humanamente possivel fazer-lhe frente...
Poderei então dizer que se "foda" a morte
E tudo o que dela faz parte...
Seria a utilização da linguagem para manifesto
De um ritual que não se compreende
E no ponto de vista da sociedade até seria aceitável
Então posso dizer como diria Bocage "fode-me"
Provavelmente seria entendido como luxúria
Ou parte de um acto sexual quase consumado
Bom então não é expressamente proibido usar a palavra "foda-se"
Então foda-se!
Quer dizer... Afinal é só uma palavra
A não ser que indique um estado de espirito elevado ao rubro
Bom se puder entretanto dizer eu digo
Mais que não seja para libertar um grito
Um gemido...
Para meter medo á morte...
Se é que é humanamente possivel fazer-lhe frente...
Poderei então dizer que se "foda" a morte
E tudo o que dela faz parte...
Seria a utilização da linguagem para manifesto
De um ritual que não se compreende
E no ponto de vista da sociedade até seria aceitável
Então posso dizer como diria Bocage "fode-me"
Provavelmente seria entendido como luxúria
Ou parte de um acto sexual quase consumado
Bom então não é expressamente proibido usar a palavra "foda-se"
Então foda-se!
quarta-feira, maio 24, 2006
Hoje não...
Hoje sinto-me como que eterno
Hoje quero gozar este momento
Quero que todos os meus pilares fraquejem
Neste mundo invisível
Deixa-me sonhar hoje
Porque hoje é um bom dia para morrer feliz
Bato as asas ao vento num voo frenético
Como quem se ri na multidão
Não... hoje não...
Hoje sou livre e eternamente jovem
Sou discreto
E avassalador
Poeta e escritor num só momento
Amante e amado
Hoje sou eu e mais eu
Hoje sou feliz
Hoje sou mel…
Mais doce que os anjos
Mais invulgar que as estrelas
Mais subtil e louco que Galileu
Mais verdadeiro que Deus
Porque dias assim são poucos na minha vida
Hoje estou no auge deste orgasmo
Hoje estou brutal!
Estou demais!
E estou aqui!
Presente no mais presente do futuro
È bom estar assim
Neste estado de êxtase perpétuo
Hoje vou escrever cem páginas
Mil páginas
Vou abanar o altar da madrugada
E a noite vai contornar-me em cada momento
Com medo deste homem menino
Olha para mim e sente o que digo
Eu hoje estou no auge de todos os tempos
Sou todos os homens
Sou Portugal
Sou o mundo e o Universo num só local
Olha as minhas mãos
Manchadas de tinta
Sangue do mortal dos imortais
Sou eu assim hoje
Vou desmascarar cada falso poeta
E readmiti-lo nos portões da eternidade
Hoje estou feliz
Implacável!
E sem medo…
Estou no extremo da mais excitada expressão da paixão
Estou tão triste como estou feliz e alegre
Estou amado
Estou eu…
È como se tivesse tocado em Deus
Sentido a sua forma
E ficasse contagiado pela monstruosidade do seu poder
È como se todo eu fosse um raio de luz
E conseguisse abrir toda a minha alma
È como se tivesse criado os alicerces de uma nova religião
Como que se tudo fosse um e eu um fosse
Milhões de palavras escreverei hoje
Até que toda esta exaltação morra
Derrotarei qualquer mago da humanidade
Hoje estou aqui…
Para me relembrar que há dias assim na vida de um ser humano
Há dias assim...
Em que o sol queima de uma forma tão quente as asas da Lua
Somos poetas hoje…
Somos poetas…
Sou pintor…
Desta tela que é a minha vida
Nada me pára…
Não hoje…
Se fosse anjo seria de algodão doce
Simples e discreto como todos os anjos
Hoje sinto-me como que eterno
Hoje quero gozar este momento
Quero que todos os meus pilares fraquejem
Neste mundo invisível
Deixa-me sonhar hoje
Porque hoje é um bom dia para morrer feliz
Bato as asas ao vento num voo frenético
Como quem se ri na multidão
Não... hoje não...
Hoje sou livre e eternamente jovem
Sou discreto
E avassalador
Poeta e escritor num só momento
Amante e amado
Hoje sou eu e mais eu
Hoje sou feliz
Hoje sou mel…
Mais doce que os anjos
Mais invulgar que as estrelas
Mais subtil e louco que Galileu
Mais verdadeiro que Deus
Porque dias assim são poucos na minha vida
Hoje estou no auge deste orgasmo
Hoje estou brutal!
Estou demais!
E estou aqui!
Presente no mais presente do futuro
È bom estar assim
Neste estado de êxtase perpétuo
Hoje vou escrever cem páginas
Mil páginas
Vou abanar o altar da madrugada
E a noite vai contornar-me em cada momento
Com medo deste homem menino
Olha para mim e sente o que digo
Eu hoje estou no auge de todos os tempos
Sou todos os homens
Sou Portugal
Sou o mundo e o Universo num só local
Olha as minhas mãos
Manchadas de tinta
Sangue do mortal dos imortais
Sou eu assim hoje
Vou desmascarar cada falso poeta
E readmiti-lo nos portões da eternidade
Hoje estou feliz
Implacável!
E sem medo…
Estou no extremo da mais excitada expressão da paixão
Estou tão triste como estou feliz e alegre
Estou amado
Estou eu…
È como se tivesse tocado em Deus
Sentido a sua forma
E ficasse contagiado pela monstruosidade do seu poder
È como se todo eu fosse um raio de luz
E conseguisse abrir toda a minha alma
È como se tivesse criado os alicerces de uma nova religião
Como que se tudo fosse um e eu um fosse
Milhões de palavras escreverei hoje
Até que toda esta exaltação morra
Derrotarei qualquer mago da humanidade
Hoje estou aqui…
Para me relembrar que há dias assim na vida de um ser humano
Há dias assim...
Em que o sol queima de uma forma tão quente as asas da Lua
Somos poetas hoje…
Somos poetas…
Sou pintor…
Desta tela que é a minha vida
Nada me pára…
Não hoje…
Se fosse anjo seria de algodão doce
Simples e discreto como todos os anjos
Sinto-me hoje assim
Como se a minha alma tivesse sido tocada por um anjo
Como se a minha mão desejasse descrever-te
A todo segundo…
E os meus olhos quisessem ver-te a todo o instante
Como se a minha tristeza desaparecesse desta existência
E abanasse os pilares da minha oculta paixão
Sinto-me hoje assim…
Mais forte que a eternidade
Se a felicidade pudesse ter um rosto
Eu seria essa face…
Tão delineada…
Mas sinto-me hoje assim
Tão miúdo e apaixonado
Tão adolescente de novo
Assim tão feliz
Tão real…
Como se a madrugada
Tivesse sido um minuto
E na madrugada encontro a fórmula de todo o meu ser
Sinto-me hoje assim despojado
De todas as armas que deixei contigo de noite
Como se fosses tu a minha essência
Desarmado alcanço este novo dia
Com um sorriso nestes lábios
Que querem ser teus a todo o instante
Para te amar até ao final dos tempos
Como se a minha alma tivesse sido tocada por um anjo
Como se a minha mão desejasse descrever-te
A todo segundo…
E os meus olhos quisessem ver-te a todo o instante
Como se a minha tristeza desaparecesse desta existência
E abanasse os pilares da minha oculta paixão
Sinto-me hoje assim…
Mais forte que a eternidade
Se a felicidade pudesse ter um rosto
Eu seria essa face…
Tão delineada…
Mas sinto-me hoje assim
Tão miúdo e apaixonado
Tão adolescente de novo
Assim tão feliz
Tão real…
Como se a madrugada
Tivesse sido um minuto
E na madrugada encontro a fórmula de todo o meu ser
Sinto-me hoje assim despojado
De todas as armas que deixei contigo de noite
Como se fosses tu a minha essência
Desarmado alcanço este novo dia
Com um sorriso nestes lábios
Que querem ser teus a todo o instante
Para te amar até ao final dos tempos
Stick de baton numa mão…
Caneta na outra,
Madrugada transparente distante da tristeza
Descrevo o teu sorriso como um miúdo
Meu Deus tenho medo…
Mas é tão real ter-te no meu pensamento
Quero escrever-te e descrever-te
Neste meu papel seco
Palco tão teu…
Momento tão nosso…
Deixa-me carregar-te pela madrugada
E secar as tuas asas de anjo
Silenciar a noite com o teu olhar
E navegar contigo pela eternidade
Deixa-me ser quem sou e conduz-me
Guia-me a este estado de paixão constante
Que se mantém pelo mais longo dia
E se prolonga pela noite eterna
Caneta na outra,
Madrugada transparente distante da tristeza
Descrevo o teu sorriso como um miúdo
Meu Deus tenho medo…
Mas é tão real ter-te no meu pensamento
Quero escrever-te e descrever-te
Neste meu papel seco
Palco tão teu…
Momento tão nosso…
Deixa-me carregar-te pela madrugada
E secar as tuas asas de anjo
Silenciar a noite com o teu olhar
E navegar contigo pela eternidade
Deixa-me ser quem sou e conduz-me
Guia-me a este estado de paixão constante
Que se mantém pelo mais longo dia
E se prolonga pela noite eterna
terça-feira, maio 23, 2006
Hoje sinto-me assim
Como que jovem…
Prostrado neste banco
As memórias são curtas
Ainda boas…
Algumas fortes demais para as relembrar
Aqui neste lugar etéreo
Vejo-me assim hoje
Não me apetece caminhar hoje
Porque hoje… Sinto-me eterno
E quero ser imprevisível
Nada mais…
Quero ser o meu ser
Envolto em loucura e desejo
Ah… Se vocês soubessem como me sinto…
Por mais que me esforce nunca iriam compreender
Nada se compara a este estado de paixão
Nada parece corromper-me
E não importa o quão longe eu vá
Ninguém me pode matar hoje
Não hoje que me sinto assim…
Como que jovem…
Prostrado neste banco
As memórias são curtas
Ainda boas…
Algumas fortes demais para as relembrar
Aqui neste lugar etéreo
Vejo-me assim hoje
Não me apetece caminhar hoje
Porque hoje… Sinto-me eterno
E quero ser imprevisível
Nada mais…
Quero ser o meu ser
Envolto em loucura e desejo
Ah… Se vocês soubessem como me sinto…
Por mais que me esforce nunca iriam compreender
Nada se compara a este estado de paixão
Nada parece corromper-me
E não importa o quão longe eu vá
Ninguém me pode matar hoje
Não hoje que me sinto assim…
sexta-feira, maio 19, 2006
Passou tanto tempo que perdi o gosto
Champagne de Paris
E ruelas de Sintra
Ah…
Sinto-lhe o cheiro apenas
Caí na luz e violei aquele silêncio
Aquela inocente voz madura
Não consigo já chegar ao centro
Amargo sorriso…
Permito-me crescer de novo
Para me perder na luz como antigamente
Eternas madrugadas de cristal
Noite fria e cruel
Passou tanto tempo que finjo então um sorriso
Para me afastar calmamente do passado
Anjo doce ou eterna paixão
Sorriso frágil e delicado
Ostento um cálice de pedra
Mais água que oceano
Paz leva-me de novo ao teu encontro
Pássaro feliz ou pincel de palha
Borra uma vez mais uma página fiel
Deixa-me um sorriso de papel
Neste palco ofuscante de sentimentos
Champagne de Paris
E ruelas de Sintra
Ah…
Sinto-lhe o cheiro apenas
Caí na luz e violei aquele silêncio
Aquela inocente voz madura
Não consigo já chegar ao centro
Amargo sorriso…
Permito-me crescer de novo
Para me perder na luz como antigamente
Eternas madrugadas de cristal
Noite fria e cruel
Passou tanto tempo que finjo então um sorriso
Para me afastar calmamente do passado
Anjo doce ou eterna paixão
Sorriso frágil e delicado
Ostento um cálice de pedra
Mais água que oceano
Paz leva-me de novo ao teu encontro
Pássaro feliz ou pincel de palha
Borra uma vez mais uma página fiel
Deixa-me um sorriso de papel
Neste palco ofuscante de sentimentos
sexta-feira, maio 12, 2006
Assim como se te contasse um segredo
Digo-te quem sou
Existe na noite uma magia
Que toca todos os sentidos
Essa arte mágica sou eu...
Durante a madrugada
Existe também aquele silêncio
Que nos obriga a sonhar
Sou eu esse ser tactiturno
Sou também aquele sorriso
Que se desfaz e se transforma
Num calmante suave
Como se te desvendasse um desejo
Deixo então estas palavras ao vento
Gostei de sorrir de novo
Digo-te quem sou
Existe na noite uma magia
Que toca todos os sentidos
Essa arte mágica sou eu...
Durante a madrugada
Existe também aquele silêncio
Que nos obriga a sonhar
Sou eu esse ser tactiturno
Sou também aquele sorriso
Que se desfaz e se transforma
Num calmante suave
Como se te desvendasse um desejo
Deixo então estas palavras ao vento
Gostei de sorrir de novo
quarta-feira, maio 10, 2006
Sangro as palavras
Que me envolvem e me destroem
Envolvem praça e mente da minha alma
Este meu povo que morreu
Será que se lembra do vapor da liberdade?
Acorrentado a uma livre irresponsabilidade
Apaga-me então este silêncio
E transforma-me em orgasmo
Luxúria mais que masturbação
Palavra mais que palavra
Quero comê-la no meu prato
E dar-lhe o condimento da minha alma
Sou Lisboa e Portugal num momento
Sou Águia viva que voa
Sob as águas tenras deste mar
Mostremos a eles quem manda
Para que nos devolvam o etéreo cheiro
Sonhar é encanto
Poesia é paixão
O orgasmo do povo é ser poeta
Não faço greve de fome nesta parada
Palavra puxa palavra
Escrevo a prosa com o meu aparo
E engulo cada momento de prazer
Que me envolvem e me destroem
Envolvem praça e mente da minha alma
Este meu povo que morreu
Será que se lembra do vapor da liberdade?
Acorrentado a uma livre irresponsabilidade
Apaga-me então este silêncio
E transforma-me em orgasmo
Luxúria mais que masturbação
Palavra mais que palavra
Quero comê-la no meu prato
E dar-lhe o condimento da minha alma
Sou Lisboa e Portugal num momento
Sou Águia viva que voa
Sob as águas tenras deste mar
Mostremos a eles quem manda
Para que nos devolvam o etéreo cheiro
Sonhar é encanto
Poesia é paixão
O orgasmo do povo é ser poeta
Não faço greve de fome nesta parada
Palavra puxa palavra
Escrevo a prosa com o meu aparo
E engulo cada momento de prazer
quarta-feira, maio 03, 2006
Satisfaço-me com o silêncio das palavras sóbrias
Desfruto assim deste âmbar de momentos
Um dia em qualquer dia
Sou capitão deste instante
Meu instinto, eu e este sossego
Mais que um segredo
Sou eu
Alma simples
Toco também nos quartéis deste recanto
Nos conventos desta existência
E oculto-me na madrugada
Salgada…
Nesta prisão material que é o mundo
Há ainda a confidência
Lugar santo ou esconderijo
Nesta furna de prazeres
Sou infiel e amante
E bebo da mesma taça
Suco ou raça…
Talvez engula então uma lágrima
Uma gota de água lustre de diamantes
E pérolas…
E abandone este testamento
Para amar este encontro
Sigo comandando este navio
Por uma expedição de sentimentos
Um encontro de acontecimentos…
Desfruto assim deste âmbar de momentos
Um dia em qualquer dia
Sou capitão deste instante
Meu instinto, eu e este sossego
Mais que um segredo
Sou eu
Alma simples
Toco também nos quartéis deste recanto
Nos conventos desta existência
E oculto-me na madrugada
Salgada…
Nesta prisão material que é o mundo
Há ainda a confidência
Lugar santo ou esconderijo
Nesta furna de prazeres
Sou infiel e amante
E bebo da mesma taça
Suco ou raça…
Talvez engula então uma lágrima
Uma gota de água lustre de diamantes
E pérolas…
E abandone este testamento
Para amar este encontro
Sigo comandando este navio
Por uma expedição de sentimentos
Um encontro de acontecimentos…
sexta-feira, abril 28, 2006
Move-se por entre os corpos
Ela anda por ai
Em liberdade
Contudo não a posso amar
Amando-a vou
Amada amo-te
Estes dias estão nas páginas que escrevo
A esperança e o medo
Encontro-os num sentido unico
Sobrevive a exaltação da dor
Com a doçura desses lábios
Carne mais que carne do que carne
Acorda o meu espirito atento
E beija-me...
Pensa por ele e consome-me
Procura-me...
Satisfaz então essa denúncia de prazer
Ela anda por ai
Em liberdade
Contudo não a posso amar
Amando-a vou
Amada amo-te
Estes dias estão nas páginas que escrevo
A esperança e o medo
Encontro-os num sentido unico
Sobrevive a exaltação da dor
Com a doçura desses lábios
Carne mais que carne do que carne
Acorda o meu espirito atento
E beija-me...
Pensa por ele e consome-me
Procura-me...
Satisfaz então essa denúncia de prazer
terça-feira, abril 18, 2006
Jamais sei se respiro,
Nem sequer sei se escrevo
Abate-se em mim algo que não compreendo
Tornei-me neste homem que dialogou com as palavras
Li inúmeras vezes a minha alma
Espelhada nestes papéis
Nesta tinta
Neste caderno de poemas ou prosas
Reli toda a minha existência
Contudo não lhe consigo dar o devido apreço
Nem sequer a compreendo
Não faço ideia do que ela é
Nem do que sinto por ela
Ando á deriva
Desculpem-me meus amigos
Mas este é o derradeiro texto, poema ou prosa
Estou cansado de viver este jogo
Deito-me com as palavras e acordo sem elas
Vivo então dentro delas...
Amargas e frias
Tristes...
Não sei se continuarei a escrever aqui
Nestes sentidos...
Sou louco demais para não descrever esta vida
Também sei que procuro aqui
As palavras da minha alma
Nunca encontrei em outro recanto senão nestas folhas
Manchadas de suor, lágrimas e tinta
Nada então é mais poderoso
Do que o doce sentido de estar vivo
E acreditem falo de puro sentido
Sento-me então uma vez mais nesta mesa
Sozinho...
No meu mundo
Como que num retiro espiritual intenso
E deixo a minha mão mover-se por entre o papel seco
Áspero e frio
E dou comigo a escrever este relato nocturno
Nem sequer sei se escrevo
Abate-se em mim algo que não compreendo
Tornei-me neste homem que dialogou com as palavras
Li inúmeras vezes a minha alma
Espelhada nestes papéis
Nesta tinta
Neste caderno de poemas ou prosas
Reli toda a minha existência
Contudo não lhe consigo dar o devido apreço
Nem sequer a compreendo
Não faço ideia do que ela é
Nem do que sinto por ela
Ando á deriva
Desculpem-me meus amigos
Mas este é o derradeiro texto, poema ou prosa
Estou cansado de viver este jogo
Deito-me com as palavras e acordo sem elas
Vivo então dentro delas...
Amargas e frias
Tristes...
Não sei se continuarei a escrever aqui
Nestes sentidos...
Sou louco demais para não descrever esta vida
Também sei que procuro aqui
As palavras da minha alma
Nunca encontrei em outro recanto senão nestas folhas
Manchadas de suor, lágrimas e tinta
Nada então é mais poderoso
Do que o doce sentido de estar vivo
E acreditem falo de puro sentido
Sento-me então uma vez mais nesta mesa
Sozinho...
No meu mundo
Como que num retiro espiritual intenso
E deixo a minha mão mover-se por entre o papel seco
Áspero e frio
E dou comigo a escrever este relato nocturno
terça-feira, abril 04, 2006
Sou as terras
As pedras
As portas
Sou a madrugada
Sou um touro
Sou todas as palavras
A tinta
As imagens
Sou todo o mar
Sou a Lua
Sou paz
Sou então livre
Sou eu
Sou a calçada
As ruas e o campo
Sou eu assim
Sou todos os homens
Um espírito aberto
Sou todas as mulheres
Todos os pensamentos
Sou as velas içadas ao vento
Os barcos
A inércia da saudade
Sou eu a cada dia
Assaltado pela vida
As pedras
As portas
Sou a madrugada
Sou um touro
Sou todas as palavras
A tinta
As imagens
Sou todo o mar
Sou a Lua
Sou paz
Sou então livre
Sou eu
Sou a calçada
As ruas e o campo
Sou eu assim
Sou todos os homens
Um espírito aberto
Sou todas as mulheres
Todos os pensamentos
Sou as velas içadas ao vento
Os barcos
A inércia da saudade
Sou eu a cada dia
Assaltado pela vida
segunda-feira, abril 03, 2006
Não voltaremos a encontrar-nos
Não pela antiga noite…
Por onde vagueámos
Somos sombras ou espectros da madrugada
Separados pela agonia do tempo
Não falaremos senão por sinais
Uma telepatia intelectual...
Será que a lua ainda continua no mesmo palco
Ou atingimos a intensidade da tristeza
E espera-nos uma sentença moral
Que nos projecta para o caos do silêncio
Essa Lua trepou o infinito da minha alma
E seguiu por um caminho incerto
Procuro assim um coração despojado
Neste mundo obscuro…
Não voltaremos a cruzar-nos
Neste lugar ermo e lúgubre
Onde a solidão alcança por vezes
Uma magia letal
Que ofusca o próprio sentimento
Não voltaremos a juntar-nos
Para seguir esta estrada velha
Não pela antiga noite…
Por onde vagueámos
Somos sombras ou espectros da madrugada
Separados pela agonia do tempo
Não falaremos senão por sinais
Uma telepatia intelectual...
Será que a lua ainda continua no mesmo palco
Ou atingimos a intensidade da tristeza
E espera-nos uma sentença moral
Que nos projecta para o caos do silêncio
Essa Lua trepou o infinito da minha alma
E seguiu por um caminho incerto
Procuro assim um coração despojado
Neste mundo obscuro…
Não voltaremos a cruzar-nos
Neste lugar ermo e lúgubre
Onde a solidão alcança por vezes
Uma magia letal
Que ofusca o próprio sentimento
Não voltaremos a juntar-nos
Para seguir esta estrada velha
terça-feira, março 28, 2006
Amante da madrugada
Triste e envolta em sorriso
Desce á selva rústica de pensamentos
Já incolores...
Amante da noite de prazer
Intensa boémia
Orgia no meu andar
Paredes nuas
Com portas cruas
Sorrisos caros e lágrimas pesadas
È aqui na terra
Onde as voltas se dão ás caladas
E os monstros esses
Batalham sem cansaço
Então juntam-se no átrio
O pensamento corrupto e intenso
Com a nobreza inunda
Esquece o amargo cheiro
E volta para o buraco
Onde por dentro a alma cresce
E se inunda de solidão abrupta
E se desfaz num prazer inato
Num orgasmo de abundância divina
Triste e envolta em sorriso
Desce á selva rústica de pensamentos
Já incolores...
Amante da noite de prazer
Intensa boémia
Orgia no meu andar
Paredes nuas
Com portas cruas
Sorrisos caros e lágrimas pesadas
È aqui na terra
Onde as voltas se dão ás caladas
E os monstros esses
Batalham sem cansaço
Então juntam-se no átrio
O pensamento corrupto e intenso
Com a nobreza inunda
Esquece o amargo cheiro
E volta para o buraco
Onde por dentro a alma cresce
E se inunda de solidão abrupta
E se desfaz num prazer inato
Num orgasmo de abundância divina
quarta-feira, março 22, 2006
A minha mão está tão cansada de te descrever
O meu corpo teima em ceder a este intervalo
Solene...
Encontrei aqui na linguagem algo sublime
Deixei então um rosto nas palavras
Por entre as linhas deixei o meu prazer
Pintado em tela de carvão
Tinta de aparo ou sangue de guerreiro
Alcanço então os meus idolos
Para que com eles consiga disfrutar de alguma paz
Estou inerte neste momento
E estagnado neste sentimento
Procuro então a minha caverna
Para repousar este corpo cansado
Espero um sinal
Para volver esta lágrima
Majestosa mas triste
O meu corpo teima em ceder a este intervalo
Solene...
Encontrei aqui na linguagem algo sublime
Deixei então um rosto nas palavras
Por entre as linhas deixei o meu prazer
Pintado em tela de carvão
Tinta de aparo ou sangue de guerreiro
Alcanço então os meus idolos
Para que com eles consiga disfrutar de alguma paz
Estou inerte neste momento
E estagnado neste sentimento
Procuro então a minha caverna
Para repousar este corpo cansado
Espero um sinal
Para volver esta lágrima
Majestosa mas triste
quinta-feira, março 16, 2006
Quero a vós então agradecer
A todos que vêm aqui ler
As memórias, caprichos e coisas mil
Desta alma ainda juvenil
Atingi por vós a conta mil
E grato estou pelo vosso tempo
Não sou então mais do que um amante senil
Deste eterno mundo por um momento
Então convosco fico na esperança
De um dia vos encontrar
Com grande amizade e confiança
Deixo-vos um carinho para vos melar
Queiram então levar este poema
De agradecimento pelo vosso interesse
Levem-no numa folha ou num esquema
Mas espero que no sentimento ele se expresse
A todos que vêm aqui ler
As memórias, caprichos e coisas mil
Desta alma ainda juvenil
Atingi por vós a conta mil
E grato estou pelo vosso tempo
Não sou então mais do que um amante senil
Deste eterno mundo por um momento
Então convosco fico na esperança
De um dia vos encontrar
Com grande amizade e confiança
Deixo-vos um carinho para vos melar
Queiram então levar este poema
De agradecimento pelo vosso interesse
Levem-no numa folha ou num esquema
Mas espero que no sentimento ele se expresse
terça-feira, março 14, 2006
Cansei-me de te encontrar nas avenidas
De te procurar nas ruelas
Cansei-me de te beijar o rosto
Procurei ainda na sombra
Um lugar para me esconder
Tanta ilusão e tanta doçura
Num só beijo…
Não derramei lágrimas
Mas sangue…
Estou fatigado de tanta doença mental
Paragem cerebral…
Molesta-me este rosto oculto
Dissimulado…
Sedento de paixão e amor
Mas que doença?
Os sintomas latentes…
Ah… Cansei-me e estou morto!
Duro e limpo
Sujo de lama
Desta guerra infecta e corrupta
Anormal e dissimulada…
Despojei-me de todas estas armas camufladas
E procuro lentamente um sorriso
Nesta asfixia de inúteis pensamentos
Neste mundo humilhado
Exterminei-me até ao tutano
E procuro ainda um espectro
Para o retirar deste mundo obtuso
Onde nada mais é expressivo
Apenas confuso…
E demasiado estúpido
De te procurar nas ruelas
Cansei-me de te beijar o rosto
Procurei ainda na sombra
Um lugar para me esconder
Tanta ilusão e tanta doçura
Num só beijo…
Não derramei lágrimas
Mas sangue…
Estou fatigado de tanta doença mental
Paragem cerebral…
Molesta-me este rosto oculto
Dissimulado…
Sedento de paixão e amor
Mas que doença?
Os sintomas latentes…
Ah… Cansei-me e estou morto!
Duro e limpo
Sujo de lama
Desta guerra infecta e corrupta
Anormal e dissimulada…
Despojei-me de todas estas armas camufladas
E procuro lentamente um sorriso
Nesta asfixia de inúteis pensamentos
Neste mundo humilhado
Exterminei-me até ao tutano
E procuro ainda um espectro
Para o retirar deste mundo obtuso
Onde nada mais é expressivo
Apenas confuso…
E demasiado estúpido
sexta-feira, março 10, 2006
Amo-te nesta linguagem divina
E venero-te para além da virtude da humanidade
Consequentemente gosto de ti
Em pleno sentido da liberdade
Que ainda consigo sentir...
Alcanço também o teu olhar em plena vida
E não morro para te deixar
Não te amo somente em meu lugar
E satisfaz-me o encanto que tenho em te amar
Aborrece-me pensar que não te tenho
E mata-me não te ver todo o dia
Amo-te ainda sem deixar rasto
Nos papéis e nas paredes
Nas praias e no oceano
Amo-te sem contar as palavras
Que daria para te descrever
E venero-te para além da virtude da humanidade
Consequentemente gosto de ti
Em pleno sentido da liberdade
Que ainda consigo sentir...
Alcanço também o teu olhar em plena vida
E não morro para te deixar
Não te amo somente em meu lugar
E satisfaz-me o encanto que tenho em te amar
Aborrece-me pensar que não te tenho
E mata-me não te ver todo o dia
Amo-te ainda sem deixar rasto
Nos papéis e nas paredes
Nas praias e no oceano
Amo-te sem contar as palavras
Que daria para te descrever
Emoções...
Parece-me dificil esquecer momentos
Alguns detalhes inatingiveis por bens materiais
Repetem-se estes sentimentos intensos
Por toda a minha alma de existência eterna
Não me importo com o tempo que corre
Não têm hora estas narrativas
E por vezes até quero esquecê-las
Nem sequer descrevê-las
Projecto-me assim em alvoroço
Como que num motim
Conservando assim o meu interior
Esta estranha vida completa-se
Como a história mais estranha
Que ninguém ousou escrever...
Descrever ou sequer imaginar...
Parece-me dificil esquecer momentos
Alguns detalhes inatingiveis por bens materiais
Repetem-se estes sentimentos intensos
Por toda a minha alma de existência eterna
Não me importo com o tempo que corre
Não têm hora estas narrativas
E por vezes até quero esquecê-las
Nem sequer descrevê-las
Projecto-me assim em alvoroço
Como que num motim
Conservando assim o meu interior
Esta estranha vida completa-se
Como a história mais estranha
Que ninguém ousou escrever...
Descrever ou sequer imaginar...
terça-feira, março 07, 2006
quinta-feira, março 02, 2006
São as palavras... Essas deusas imunes
São elas que eu amo
As palavras
Simples e delicadas
Queria ser Indio para as descrever na areia
Andar nu pela rua
Comendo-as e gritando-as
São elas a minha tribo
E a minha religião
Bebo-as e beijo-as
Desculpem-me as palavras
São elas a minha tela
Primeiro dão-me um gosto amargo
Depois vêm pedir-me para lhes dar sentido
Rasgo-as e seco-as
Contorno-as...
E acabo culpado
Mas elas entendem o meu grito carente
São elas que eu amo
As palavras
Simples e delicadas
Queria ser Indio para as descrever na areia
Andar nu pela rua
Comendo-as e gritando-as
São elas a minha tribo
E a minha religião
Bebo-as e beijo-as
Desculpem-me as palavras
São elas a minha tela
Primeiro dão-me um gosto amargo
Depois vêm pedir-me para lhes dar sentido
Rasgo-as e seco-as
Contorno-as...
E acabo culpado
Mas elas entendem o meu grito carente
quarta-feira, março 01, 2006
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
As palavras
O vento e as imagens
O perfume...
O cheiro e o ciume
Dá-me o prazer de ser quem sou
Dou-te o ar que eternamente respiro
Uma melodia
Dou-te um som
Crio um sonho
Dá-me senão o teu segundo
Para além do tempo
Dá-me um sorriso
Ah... Se eu não fosse um rochedo
Seria mais que mil cruzadas
Seria um touro
Um Guerreiro
Seria quente e não frio
Seria doce
Jamais amargo apenas quente
O vento e as imagens
O perfume...
O cheiro e o ciume
Dá-me o prazer de ser quem sou
Dou-te o ar que eternamente respiro
Uma melodia
Dou-te um som
Crio um sonho
Dá-me senão o teu segundo
Para além do tempo
Dá-me um sorriso
Ah... Se eu não fosse um rochedo
Seria mais que mil cruzadas
Seria um touro
Um Guerreiro
Seria quente e não frio
Seria doce
Jamais amargo apenas quente
Se um dia não amei na linguagem dos anjos
Foi porque o tempo foi demasiado lento
Para eu esperar por ela
Se um dia não a amei
Fui então um abismo
Fui profundo
Talvez tenha sido poeta
E no fundo mais profundo fui infeliz
Amo-a para além da musica
Para além de todos os sentidos
Como se quisesse ser um acorde
Se todo eu fosse um som
Concerteza seria um tom baixo
Se me deixassem ser um instrumento
Seria um violino
Amo-a para além da frase sem sentido
Ou com sentido
Ama-la seria o meu desejo
Amo-a...
Para além da poesia
E de qualquer estudo mortal
Amo-a e pronto
Parto então para outro lugar
Talvez Sul...
Sozinho e sem temor
Acompanhado pelo meu unico
Constrangedor e afectivo silêncio
Foi porque o tempo foi demasiado lento
Para eu esperar por ela
Se um dia não a amei
Fui então um abismo
Fui profundo
Talvez tenha sido poeta
E no fundo mais profundo fui infeliz
Amo-a para além da musica
Para além de todos os sentidos
Como se quisesse ser um acorde
Se todo eu fosse um som
Concerteza seria um tom baixo
Se me deixassem ser um instrumento
Seria um violino
Amo-a para além da frase sem sentido
Ou com sentido
Ama-la seria o meu desejo
Amo-a...
Para além da poesia
E de qualquer estudo mortal
Amo-a e pronto
Parto então para outro lugar
Talvez Sul...
Sozinho e sem temor
Acompanhado pelo meu unico
Constrangedor e afectivo silêncio
terça-feira, janeiro 31, 2006
Quero uma cidade só para mim
Onde possa pintar o teu rosto
E escrever o teu nome
Onde consiga esculpir a tua essência
Quero uma tela só para ti
E um pincel só meu
Para te desenhar no vazio
Quero um quadro de cores incolores
Transparentes na tua simplicidade
Ah... Se eu fosse instrumento por um dia
Perder-me-ia no ultimo acorde
Mas não a quero toda...
A música...
Quero-a apenas no meu universo pessoa
Quero-a na minha valsa
Quero ainda as pedras da calçada antiga
Onde possa delinear o teu sorriso
E amá-lo da minha janela descontente
Quero a chuva na minha tenda humilde
E a noite no meu silêncio inocente
Quero-a...
A poesia a teu lado
Embriagado e extasiado pelo teu perfume
Essa fragrancia de mil noites
Que satisfaz a minha boca
O gosto doce do teu pescoço
Quero ainda a vida...
Para te dar em troca por um beijo suave
Doce ou amargo
Inocente ou violento
Trágico e ardente...
Quero um planeta só para mim
Para redescrever as leis
Que te envolvem na minha galáxia
Onde possa pintar o teu rosto
E escrever o teu nome
Onde consiga esculpir a tua essência
Quero uma tela só para ti
E um pincel só meu
Para te desenhar no vazio
Quero um quadro de cores incolores
Transparentes na tua simplicidade
Ah... Se eu fosse instrumento por um dia
Perder-me-ia no ultimo acorde
Mas não a quero toda...
A música...
Quero-a apenas no meu universo pessoa
Quero-a na minha valsa
Quero ainda as pedras da calçada antiga
Onde possa delinear o teu sorriso
E amá-lo da minha janela descontente
Quero a chuva na minha tenda humilde
E a noite no meu silêncio inocente
Quero-a...
A poesia a teu lado
Embriagado e extasiado pelo teu perfume
Essa fragrancia de mil noites
Que satisfaz a minha boca
O gosto doce do teu pescoço
Quero ainda a vida...
Para te dar em troca por um beijo suave
Doce ou amargo
Inocente ou violento
Trágico e ardente...
Quero um planeta só para mim
Para redescrever as leis
Que te envolvem na minha galáxia
quarta-feira, janeiro 18, 2006
Quero aquela palavra…
Que se desfaz no momento
Quero-a no meu poema
Na minha frase
No meu sorriso plangente
Aquela que agitada se manifesta no tempo
Quero tê-la aqui tangente
Exprimindo a sua vontade firme e decidida
Quero tocá-la com os meus dedos
E borrá-la no meu papel
Sentir-lhe a fome de ser eterna
Beber-lhe o cheiro…
Quero-a aqui comigo
Junto ao meu aparo
E perto da minha alma
Quero-a picante
Erótica ou camuflada
Amada ou amante
Pintada…
Quero-a toda minha…
A palavra delineada
Saciada...
Alienada ou inquieta
Quero vê-la fugir dos meus dedos
E deixá-la nas paredes
Nos papéis e nas encostas
Escrevê-la na terra e no mar
Deixá-la viva e fresca
Quero-a toda para mim
Palavra que se desfaz e se completa
Toda ela…
Mordaz ou melodiosa
Quero-a na minha vida…
Que se desfaz no momento
Quero-a no meu poema
Na minha frase
No meu sorriso plangente
Aquela que agitada se manifesta no tempo
Quero tê-la aqui tangente
Exprimindo a sua vontade firme e decidida
Quero tocá-la com os meus dedos
E borrá-la no meu papel
Sentir-lhe a fome de ser eterna
Beber-lhe o cheiro…
Quero-a aqui comigo
Junto ao meu aparo
E perto da minha alma
Quero-a picante
Erótica ou camuflada
Amada ou amante
Pintada…
Quero-a toda minha…
A palavra delineada
Saciada...
Alienada ou inquieta
Quero vê-la fugir dos meus dedos
E deixá-la nas paredes
Nos papéis e nas encostas
Escrevê-la na terra e no mar
Deixá-la viva e fresca
Quero-a toda para mim
Palavra que se desfaz e se completa
Toda ela…
Mordaz ou melodiosa
Quero-a na minha vida…
quarta-feira, janeiro 11, 2006
Vamos delinear um poema…
Passa-me o aparo e segura o meu papel
Dá-me uma lágrima tua
Ou um simples sorriso
Com suavidade pinto o teu rosto
Como se quisesse tocar no teu sonho
E desejasse pintar a tua alma
Passa-me o brilho dos teus olhos
E devolve-me essa luz que tentas alcançar
Deixa-me elevar-te neste êxtase de palavras
E dar-te o que é teu por direito
Agora segura a minha tela
E sopra a tua utopia calmamente
Já ninguém morre de amor
Deixa-me então dar-te as palavras
Fui além buscá-las
Para te traduzir este coração que é pequeno
Dá-me o teu beijo e prende-me
Ajuda-me agora…
Agarra a minha mão e descreve-me
Cuidado…
Tenho a meu favor o olhar de quem te ama
Reproduz para ti a minha vida
Porque por detrás da tua sombra
Sou eu que te envolvo
E cada verso contém uma dança
O teu corpo e o meu corpo
Numa valsa alquímica perfeita
Passa-me o aparo e segura o meu papel
Dá-me uma lágrima tua
Ou um simples sorriso
Com suavidade pinto o teu rosto
Como se quisesse tocar no teu sonho
E desejasse pintar a tua alma
Passa-me o brilho dos teus olhos
E devolve-me essa luz que tentas alcançar
Deixa-me elevar-te neste êxtase de palavras
E dar-te o que é teu por direito
Agora segura a minha tela
E sopra a tua utopia calmamente
Já ninguém morre de amor
Deixa-me então dar-te as palavras
Fui além buscá-las
Para te traduzir este coração que é pequeno
Dá-me o teu beijo e prende-me
Ajuda-me agora…
Agarra a minha mão e descreve-me
Cuidado…
Tenho a meu favor o olhar de quem te ama
Reproduz para ti a minha vida
Porque por detrás da tua sombra
Sou eu que te envolvo
E cada verso contém uma dança
O teu corpo e o meu corpo
Numa valsa alquímica perfeita
quinta-feira, janeiro 05, 2006
Limpa-me esta lágrima
Com o teu olhar
Que é simples e discreto…
Guarda-a no teu sentimento
Como guardaste um dia um beijo meu
E encaminha-a para o teu rosto
Dá-lhe luz
E verás como ela derrete no teu leito
Vê como ela teima em escorrer
Por este rosto que um dia foi teu
Dá-lhe a liberdade que ela te pede
E afoga-a na tua presença suave
Como se tivesses a sensatez
Da presença deste amor
Que ainda derrama lágrimas ao tempo
Com o teu olhar
Que é simples e discreto…
Guarda-a no teu sentimento
Como guardaste um dia um beijo meu
E encaminha-a para o teu rosto
Dá-lhe luz
E verás como ela derrete no teu leito
Vê como ela teima em escorrer
Por este rosto que um dia foi teu
Dá-lhe a liberdade que ela te pede
E afoga-a na tua presença suave
Como se tivesses a sensatez
Da presença deste amor
Que ainda derrama lágrimas ao tempo
Ainda me vês…
Cara de miúdo e sorriso inocente
Olhos brilhantes e cabelo louro
Sabes o que ando à procura…
Perguntei pelas portas
Toquei nas paredes
Nuas…
Cruas…
Pintei o meu tempo na tua tela
E sabes que ainda estou aqui
Pertenço ainda ao povo
E sabes que não me desliguei
Lamento ainda este cheiro intenso
Esta sala lúgubre ou este ser não mais presente
Abram a porta e deixem-me entrar!
È o meu grito de loucura consciente…
Não consigo mais sonhar!
O meu pensamento inconsciente que consome ainda este ar
Limpa-me este suor frio
Que me impede de sonhar…
Suavemente nutro este meu sentimento
Quero viver!
Apelar ao sentido mais interior
E fazer dele o trilho deste mapa
Uma vez mais por esta estrada vou caminhando
Ainda desconhecida esta direcção…
Talvez a norte
Ainda assim… incompleto me sinto…
Desprotegido, continuo a vaguear por aí
Saiam da frente e deixem-me passar!
Não quero mais nada senão caminhar…
Deixem-me tombar este corpo alienado nesta terra distante
Sorver esta areia deserta e descrever
Este acto de sentir com o meu aparo
E esta tinta pura
Que passa e perpassa
Neste papel já humedecido pela lágrima tenra
Que caiu e me esconde a razão e o porquê
Como se me consumisse em eterna agonia
Ainda me vês aqui neste teatro…
Aqui prostrado…
Deitado e alienado
Folgado e arrebatado
Demente e perpetuamente apaixonado
Cara de miúdo e sorriso inocente
Olhos brilhantes e cabelo louro
Sabes o que ando à procura…
Perguntei pelas portas
Toquei nas paredes
Nuas…
Cruas…
Pintei o meu tempo na tua tela
E sabes que ainda estou aqui
Pertenço ainda ao povo
E sabes que não me desliguei
Lamento ainda este cheiro intenso
Esta sala lúgubre ou este ser não mais presente
Abram a porta e deixem-me entrar!
È o meu grito de loucura consciente…
Não consigo mais sonhar!
O meu pensamento inconsciente que consome ainda este ar
Limpa-me este suor frio
Que me impede de sonhar…
Suavemente nutro este meu sentimento
Quero viver!
Apelar ao sentido mais interior
E fazer dele o trilho deste mapa
Uma vez mais por esta estrada vou caminhando
Ainda desconhecida esta direcção…
Talvez a norte
Ainda assim… incompleto me sinto…
Desprotegido, continuo a vaguear por aí
Saiam da frente e deixem-me passar!
Não quero mais nada senão caminhar…
Deixem-me tombar este corpo alienado nesta terra distante
Sorver esta areia deserta e descrever
Este acto de sentir com o meu aparo
E esta tinta pura
Que passa e perpassa
Neste papel já humedecido pela lágrima tenra
Que caiu e me esconde a razão e o porquê
Como se me consumisse em eterna agonia
Ainda me vês aqui neste teatro…
Aqui prostrado…
Deitado e alienado
Folgado e arrebatado
Demente e perpetuamente apaixonado
quarta-feira, janeiro 04, 2006
E ando pela terra e pelo mar
Tentando desvendar a tua solidão
Talvez a minha mão aberta de dê força
Para me dares a tua companhia
Procuro-te ainda pelas aldeias
Pelas cidades e pelo mundo
Talvez antes de ti…
Eu te encontre aqui…
Difícil é encontrares este momento
Em que eu me dou…
Palpita ainda o meu sangue ausente
Deste corpo diferente
Que viagem será esta…
Por vezes nem reconheço o sabor deste sal
Será que é terra ou mar?
Ando em busca destes sentidos…
Ando pelo céu e pelo mundo
Tentando encontrar o sonho perdido
Sou demente nesta terra de gente
E enquanto a multidão ri
Eu estou distante deste tempo que foge
Tentando desvendar a tua solidão
Talvez a minha mão aberta de dê força
Para me dares a tua companhia
Procuro-te ainda pelas aldeias
Pelas cidades e pelo mundo
Talvez antes de ti…
Eu te encontre aqui…
Difícil é encontrares este momento
Em que eu me dou…
Palpita ainda o meu sangue ausente
Deste corpo diferente
Que viagem será esta…
Por vezes nem reconheço o sabor deste sal
Será que é terra ou mar?
Ando em busca destes sentidos…
Ando pelo céu e pelo mundo
Tentando encontrar o sonho perdido
Sou demente nesta terra de gente
E enquanto a multidão ri
Eu estou distante deste tempo que foge
terça-feira, janeiro 03, 2006
Sei que sinto
Aquilo que me esqueci
De recordar
Não passamos de sombras
Neste caminho nocturno
As vozes que se ouvem na escuridão
São o som da incerteza
Fazem-me suspirar nestes tempos
E estes sons envolvem-se
Em mim
E choro na escuridão da noite
As minhas lágrimas tocam as flores murchas
Desta terra onde o rio parou de correr
E procuro ávidamente as paredes
Que o mar não derrubou
Para me guiar por este caminho incerto
Em pequenos passos
Avanço sem tocar no oculto
A brisa toca-me no rosto
Até que a morte dá conta do meu desejo
Aquilo que me esqueci
De recordar
Não passamos de sombras
Neste caminho nocturno
As vozes que se ouvem na escuridão
São o som da incerteza
Fazem-me suspirar nestes tempos
E estes sons envolvem-se
Em mim
E choro na escuridão da noite
As minhas lágrimas tocam as flores murchas
Desta terra onde o rio parou de correr
E procuro ávidamente as paredes
Que o mar não derrubou
Para me guiar por este caminho incerto
Em pequenos passos
Avanço sem tocar no oculto
A brisa toca-me no rosto
Até que a morte dá conta do meu desejo
Proíbo-me de te esquecer
Nestas longas madrugadas
Ora conscientes
Ora doces
Mas sempre despertas
Despertas como a luz
Longas como a esperança de te ver
Proíbo-me de te esquecer
Porque só assim
Estás comigo
Na minha lembrança
Ora doce
Ora cruel
Mas sempre bonita
Cruel como a minha estrada
Proíbo-me de te esquecer
E ainda assim me recordo
Que não estás aqui
Nesta madrugada longa
Neste final de noite
Mais uma
Que me leva ao dia
Neste dia infeliz
Nestas longas madrugadas
Ora conscientes
Ora doces
Mas sempre despertas
Despertas como a luz
Longas como a esperança de te ver
Proíbo-me de te esquecer
Porque só assim
Estás comigo
Na minha lembrança
Ora doce
Ora cruel
Mas sempre bonita
Cruel como a minha estrada
Proíbo-me de te esquecer
E ainda assim me recordo
Que não estás aqui
Nesta madrugada longa
Neste final de noite
Mais uma
Que me leva ao dia
Neste dia infeliz
quinta-feira, dezembro 22, 2005
Em certo tempo
Deixarão de ter existência...
Todos os locais por onde passei
Deixarão também um dia de existir
As memórias que guardei
E todos os amigos que conquistei
Em certo tempo nada terá o significado que teve...
Não sei o que restará desta presença
Desta incógnita a que chamo vida
Que restará destes momentos?
Que restará de todos estes ídolos?
De todas estas palavras?
De todos os pensamentos...
Será que terão ainda sentido?
Para o meu coração basta só estes tempos
E nada mais...
Pois quando ele deixar de sentir
Será já outra era
Em outro tempo
Serão já outras vidas
Outros recantos e jardins
O ar será outro com toda a certeza
Erguer-se-ão novas estátuas
E novos ídolos nascerão
Outras mãos descreverão o puro sentimento
Que vai eternizando a alma de quem ama
Mas é assim que te quero vida
Porque sendo imortal não saberia
Dar-te o verdadeiro valor que susténs...
Deixarão de ter existência...
Todos os locais por onde passei
Deixarão também um dia de existir
As memórias que guardei
E todos os amigos que conquistei
Em certo tempo nada terá o significado que teve...
Não sei o que restará desta presença
Desta incógnita a que chamo vida
Que restará destes momentos?
Que restará de todos estes ídolos?
De todas estas palavras?
De todos os pensamentos...
Será que terão ainda sentido?
Para o meu coração basta só estes tempos
E nada mais...
Pois quando ele deixar de sentir
Será já outra era
Em outro tempo
Serão já outras vidas
Outros recantos e jardins
O ar será outro com toda a certeza
Erguer-se-ão novas estátuas
E novos ídolos nascerão
Outras mãos descreverão o puro sentimento
Que vai eternizando a alma de quem ama
Mas é assim que te quero vida
Porque sendo imortal não saberia
Dar-te o verdadeiro valor que susténs...
quarta-feira, dezembro 14, 2005
Destrói-me a cabeça este contentamento descontente
Ameaçando quebrar tudo o que é visível a estes olhos
Esse turbilhão de ser e não querer
De amar e não ter
Chateia-me este estímulo indiferente
Este mundo inconsciente
Esta vida atribulada inimiga e mundana
Continuamente desesperada
A presença da noite faz de mim um sonhador
Eterno...
Escondido nas asas da madrugada
Continuando a sonhar o mesmo sufocante sonho
Que consome este ar que ainda tento respirar
Como se houvesse ainda algo para inspirar…
Ah... Se houvesse uma forma
Um momento de alcançar o que foi esquecido
Se eu soubesse...
Mata-me e ao mesmo tempo consome-me
Este mundo estúpido
Cruel…
Que se corrompe a cada segundo
Numa orgia imortal de pensamentos inconstantes
E ideias desprotegidas pelo desfalque das almas
Afastando-se lentamente da serenidade de espírito
Essa tranquilidade que uma vez mais tento abraçar
Como se me entregasse a uma fantasia
Ou devaneio…
Não ponderando nesta viagem
Os caminhos tortuosos da extrema indolência humana...
Ameaçando quebrar tudo o que é visível a estes olhos
Esse turbilhão de ser e não querer
De amar e não ter
Chateia-me este estímulo indiferente
Este mundo inconsciente
Esta vida atribulada inimiga e mundana
Continuamente desesperada
A presença da noite faz de mim um sonhador
Eterno...
Escondido nas asas da madrugada
Continuando a sonhar o mesmo sufocante sonho
Que consome este ar que ainda tento respirar
Como se houvesse ainda algo para inspirar…
Ah... Se houvesse uma forma
Um momento de alcançar o que foi esquecido
Se eu soubesse...
Mata-me e ao mesmo tempo consome-me
Este mundo estúpido
Cruel…
Que se corrompe a cada segundo
Numa orgia imortal de pensamentos inconstantes
E ideias desprotegidas pelo desfalque das almas
Afastando-se lentamente da serenidade de espírito
Essa tranquilidade que uma vez mais tento abraçar
Como se me entregasse a uma fantasia
Ou devaneio…
Não ponderando nesta viagem
Os caminhos tortuosos da extrema indolência humana...
domingo, dezembro 04, 2005
sexta-feira, dezembro 02, 2005
È neste momento…
Agora…
Onde tudo se funde
Caindo na luz…
Onde tudo se transforma
Ergue-se de novo uma nova ausência
Como se quisesse abrandar o final do tempo
Ou tentar equacionar a eternidade
È o tempo dos ausentes…
Distantes do pensamento
Ocultos na verdade
Mal posso esperar por este momento
Já passou tanto tempo que perdi o gosto
Pela fome deste mundo
Este sabor inconstante…
A consciência mudou uma vez mais
Perdi a lembrança deste cheiro
Etéreo…
È este tempo…
Ausente…
Uma fábrica de palhaços
Perdi o sentido desta dor…
Nem sei onde me dói…
Ah…
Dói-me a cabeça deste Mundo…
Onde se perdeu o mapa para a terra da liberdade…
Os cavalos brancos tornam-se histórias de crianças
E estão longe deste mundo cruel…
As batalhas estão presentes
Mas as ameias dos castelos desfrutam ainda do calor da noite…
E do silêncio da Lua…
Alimentam-se ainda do palco dos poetas
E das setas enigmáticas das estrelas…
Agora…
Onde tudo se funde
Caindo na luz…
Onde tudo se transforma
Ergue-se de novo uma nova ausência
Como se quisesse abrandar o final do tempo
Ou tentar equacionar a eternidade
È o tempo dos ausentes…
Distantes do pensamento
Ocultos na verdade
Mal posso esperar por este momento
Já passou tanto tempo que perdi o gosto
Pela fome deste mundo
Este sabor inconstante…
A consciência mudou uma vez mais
Perdi a lembrança deste cheiro
Etéreo…
È este tempo…
Ausente…
Uma fábrica de palhaços
Perdi o sentido desta dor…
Nem sei onde me dói…
Ah…
Dói-me a cabeça deste Mundo…
Onde se perdeu o mapa para a terra da liberdade…
Os cavalos brancos tornam-se histórias de crianças
E estão longe deste mundo cruel…
As batalhas estão presentes
Mas as ameias dos castelos desfrutam ainda do calor da noite…
E do silêncio da Lua…
Alimentam-se ainda do palco dos poetas
E das setas enigmáticas das estrelas…
Sentado neste banco de palha
Olho o meu ser uma vez mais ausente
Embriagado por pensamentos
Sonho ainda acordado e extasiado
Como se a minha alma estivesse por cima desta esfera
Tentando compreender este circo
Existe ainda tristeza no meu olhar
Ausente estou do meu viver
Presente quero estar nesta ausência
Uma vez mais um conflito de gerações
Inconstantes...
Longa está a noite
Nesta madrugada silenciosa
Onde vagueio uma vez mais pela agonia deste sonho
Soltando lá do fundo este grito solene que se liberta
Freneticamente…
E estremece os pilares da minha existência
Perdendo-se no tempo
Sei que nada vou sentir
Sozinho de novo
Vou fazer as malas e partir
Vou subir o céu como um falcão
Tentando desesperadamente alcançar o infinito azul
Vou estar fora por uns tempos
Muito tempo…
Nem os anjos me vão encontrar
Até onde as minhas asas me levarem
Pois odeio esta angústia que se reflecte neste espelho
Olho o meu ser uma vez mais ausente
Embriagado por pensamentos
Sonho ainda acordado e extasiado
Como se a minha alma estivesse por cima desta esfera
Tentando compreender este circo
Existe ainda tristeza no meu olhar
Ausente estou do meu viver
Presente quero estar nesta ausência
Uma vez mais um conflito de gerações
Inconstantes...
Longa está a noite
Nesta madrugada silenciosa
Onde vagueio uma vez mais pela agonia deste sonho
Soltando lá do fundo este grito solene que se liberta
Freneticamente…
E estremece os pilares da minha existência
Perdendo-se no tempo
Sei que nada vou sentir
Sozinho de novo
Vou fazer as malas e partir
Vou subir o céu como um falcão
Tentando desesperadamente alcançar o infinito azul
Vou estar fora por uns tempos
Muito tempo…
Nem os anjos me vão encontrar
Até onde as minhas asas me levarem
Pois odeio esta angústia que se reflecte neste espelho
quarta-feira, novembro 30, 2005
Não é uma carta, nem um anuncio
Espero que nunca o seja,
Hoje morreu um amigo, um velho
Hoje neste dia morreu um Homem
Uma vida
Lembro-me do seu sorriso
A sua bengala pousava devagar no solo
Onde os primos brincavam
Os olhos claros amadurecidos pela idade
E o sofrimento de uma vida
Hoje...
Não consegui chorar uma lágrima
Talvez porque tenha a consciencia que estás agora em paz
Ou apenas porque me tenha tornado tão frio
Em relação á morte...
Por vezes a vida magoa-me muito mais
Faleceu hoje o Chico como lhe chamávamos
Ou Avô...
Lembro-me de ti a rir-te
A perguntar-me "Como estás homem?"
Lembro-me que choravas quando nos despediamos
Talvez porque poderia ser a ultima vez que nos viamos
Ou por saudade apenas...
Ou por essa alma já amadurecida reconhecer
Que cinco minutos de vida são um previlégio
Neste mundo egoista
E que chorar é um estado de alma
Essa vez chegou agora...
Desejo-te paz na tua viagem
Amor para a próxima vida
E um forte, grande e ultimo abraço
Não sei se estarei no teu funeral
Nunca reago bem nessas alturas
Mas não leves a mal
Lembrar-me-ei de ti nesta vida
Espero que nunca o seja,
Hoje morreu um amigo, um velho
Hoje neste dia morreu um Homem
Uma vida
Lembro-me do seu sorriso
A sua bengala pousava devagar no solo
Onde os primos brincavam
Os olhos claros amadurecidos pela idade
E o sofrimento de uma vida
Hoje...
Não consegui chorar uma lágrima
Talvez porque tenha a consciencia que estás agora em paz
Ou apenas porque me tenha tornado tão frio
Em relação á morte...
Por vezes a vida magoa-me muito mais
Faleceu hoje o Chico como lhe chamávamos
Ou Avô...
Lembro-me de ti a rir-te
A perguntar-me "Como estás homem?"
Lembro-me que choravas quando nos despediamos
Talvez porque poderia ser a ultima vez que nos viamos
Ou por saudade apenas...
Ou por essa alma já amadurecida reconhecer
Que cinco minutos de vida são um previlégio
Neste mundo egoista
E que chorar é um estado de alma
Essa vez chegou agora...
Desejo-te paz na tua viagem
Amor para a próxima vida
E um forte, grande e ultimo abraço
Não sei se estarei no teu funeral
Nunca reago bem nessas alturas
Mas não leves a mal
Lembrar-me-ei de ti nesta vida
terça-feira, novembro 22, 2005
Tento descrever-te com um sorriso
Uma mão amiga que penetra no meu mundo
Uma alma que ama intensamente
Desejas ser amada dia após dia
Como se quisesses conhecer o final dos tempos
Amas a vida e do que dela faz parte
Vagueias como eu por entre as ruas
E segues o teu instinto
Nem sei por onde já andámos
Ou onde já tocaste
Quero eu ainda alcançar o infinito da minha essência
Mas tu…
Andas por vezes perdida
Remando neste rio
Inesperadamente de encontro à vida
Amando a noite e o que dela faz parte
Uma mão amiga que penetra no meu mundo
Uma alma que ama intensamente
Desejas ser amada dia após dia
Como se quisesses conhecer o final dos tempos
Amas a vida e do que dela faz parte
Vagueias como eu por entre as ruas
E segues o teu instinto
Nem sei por onde já andámos
Ou onde já tocaste
Quero eu ainda alcançar o infinito da minha essência
Mas tu…
Andas por vezes perdida
Remando neste rio
Inesperadamente de encontro à vida
Amando a noite e o que dela faz parte
terça-feira, novembro 15, 2005
Desculpa
Não te saber amar
Desculpa ainda se te perdi
Ou não te soube agarrar
Desculpa se te deixei de encontrar
Desculpa ainda amar o teu sorriso
Amar o teu olhar
Desculpa...
Não te saber procurar
Por ter medo de me reencontrar
Arriscar e perder
Desculpa...
Por todos os caminhos incertos que percorri
Para te encontrar
Desculpa...
Não te saber amar
Desculpa ainda se te perdi
Ou não te soube agarrar
Desculpa se te deixei de encontrar
Desculpa ainda amar o teu sorriso
Amar o teu olhar
Desculpa...
Não te saber procurar
Por ter medo de me reencontrar
Arriscar e perder
Desculpa...
Por todos os caminhos incertos que percorri
Para te encontrar
Desculpa...
segunda-feira, novembro 14, 2005
Os meus dedos dedilham as palavras que te quero dar
As minhas mãos alcançam os teus sonhos
E a minha boca mata a sede no teu suor
Juntos somos mais que dois amantes
Descontrolados...
A tua voz rouca geme ao meu ouvido
Os meus olhos insistem
Em provocar o teu olhar
Quero ser teu
Quero que as minhas mãos percorram as tuas ancas
Num delirio divino
Sorvendo assim o teu prazer lentamente
Quero ainda pintar o teu corpo na minha cama
E ouvir a tua boca sonhar com o meu beijo
Para assim te levar ao limite deste sonho agonizante
De prazer...
Gota a gota quero beber dos teus lábios
Esse extase de perpétua felicidade
As minhas mãos alcançam os teus sonhos
E a minha boca mata a sede no teu suor
Juntos somos mais que dois amantes
Descontrolados...
A tua voz rouca geme ao meu ouvido
Os meus olhos insistem
Em provocar o teu olhar
Quero ser teu
Quero que as minhas mãos percorram as tuas ancas
Num delirio divino
Sorvendo assim o teu prazer lentamente
Quero ainda pintar o teu corpo na minha cama
E ouvir a tua boca sonhar com o meu beijo
Para assim te levar ao limite deste sonho agonizante
De prazer...
Gota a gota quero beber dos teus lábios
Esse extase de perpétua felicidade
sexta-feira, novembro 04, 2005
Consigo espreitar-te…
Por entre as ameias do castelo
Os corpos desenfreados
Passam e perpassam
Pelos teus cabelos ondulados
Sinto ainda o cheiro da terra
Humedecida pela chuva intensa
O calor humano da feira
Propaga-se pelo meu inconsciente
Ainda sinto em ti o verdadeiro sabor da poesia
O teu mistério nocturno impenetrável
A beleza pura que te envolve
Consigo ainda…
Escrever sob o teu véu
As palavras mais tristes
As frases mais amigas,
E o meu sonho mais antigo
Contudo, continuo a ser errante
E ainda assim procuro o âmbar dos deuses
Na tua noite mística
E historicamente doce
Como se procurasse em absoluto o final da eternidade
Ou a formula da eterna juventude
Como se encontrasse em ti
Uma bússola que me dirigisse ao meu acampamento
Fica ainda no tempo dos tonéis
Quero ser velho como tu
Para continuar a absorver-te constantemente
Nesta viagem que me dirige
Em todos os sentidos…
Por entre as ameias do castelo
Os corpos desenfreados
Passam e perpassam
Pelos teus cabelos ondulados
Sinto ainda o cheiro da terra
Humedecida pela chuva intensa
O calor humano da feira
Propaga-se pelo meu inconsciente
Ainda sinto em ti o verdadeiro sabor da poesia
O teu mistério nocturno impenetrável
A beleza pura que te envolve
Consigo ainda…
Escrever sob o teu véu
As palavras mais tristes
As frases mais amigas,
E o meu sonho mais antigo
Contudo, continuo a ser errante
E ainda assim procuro o âmbar dos deuses
Na tua noite mística
E historicamente doce
Como se procurasse em absoluto o final da eternidade
Ou a formula da eterna juventude
Como se encontrasse em ti
Uma bússola que me dirigisse ao meu acampamento
Fica ainda no tempo dos tonéis
Quero ser velho como tu
Para continuar a absorver-te constantemente
Nesta viagem que me dirige
Em todos os sentidos…
sexta-feira, outubro 28, 2005
Parto para outro lugar
Com música
Faço-me à noite
Perseguindo um novo sonho
Sou amante do hoje…
Jamais quero olhar para trás
Nem voltarei a ser incerto
Procuro ainda loucura num beijo sincero
E sou aquilo que eu bem entender
Vou para longe…
Longe dos sonhos
Não vou parar
Nem quero ficar suspenso
A vida é sempre assim
Uma ilusão…
Nem te sei dizer
Se estou aqui ou não
Com que intensidade ou tristeza
Com música
Faço-me à noite
Perseguindo um novo sonho
Sou amante do hoje…
Jamais quero olhar para trás
Nem voltarei a ser incerto
Procuro ainda loucura num beijo sincero
E sou aquilo que eu bem entender
Vou para longe…
Longe dos sonhos
Não vou parar
Nem quero ficar suspenso
A vida é sempre assim
Uma ilusão…
Nem te sei dizer
Se estou aqui ou não
Com que intensidade ou tristeza
quinta-feira, outubro 20, 2005
Poesia
Podia dizer algo sobre ti
E tu de mim dirias tudo
Podia escrever que...
Tens a forma do Universo
Que pintas um sorriso na minha noite
Diria ainda que formas o meu mundo
Que és a minha tela
Ah... Poesia...
Contigo nascem os sonhos dos Poetas
Que morrem para a eternidade
Ando contigo de mão dada
E vou de encontro ao silêncio
Que se instala no teu leito
Ainda assim...
Tens cem anos...
Tens mil anos...
O teu cheiro é etéreo
E tem o verdadeiro sabor da eternidade
Deixa-me ao menos dar-te uma flor
Legar-te um poema
A ti…
Deixa-me vendar-te os olhos e subir pelo teu corpo
Entregar-te a minha tua alma
E dizer-te como te amo Poesia...
Podia dizer algo sobre ti
E tu de mim dirias tudo
Podia escrever que...
Tens a forma do Universo
Que pintas um sorriso na minha noite
Diria ainda que formas o meu mundo
Que és a minha tela
Ah... Poesia...
Contigo nascem os sonhos dos Poetas
Que morrem para a eternidade
Ando contigo de mão dada
E vou de encontro ao silêncio
Que se instala no teu leito
Ainda assim...
Tens cem anos...
Tens mil anos...
O teu cheiro é etéreo
E tem o verdadeiro sabor da eternidade
Deixa-me ao menos dar-te uma flor
Legar-te um poema
A ti…
Deixa-me vendar-te os olhos e subir pelo teu corpo
Entregar-te a minha tua alma
E dizer-te como te amo Poesia...
quarta-feira, outubro 19, 2005
Acordo por vezes distante
Longe do meu ser
Por cima do meu corpo
Tentando alcançar a minha mente
Deixando-me levar pelos impulsos
Que me atacam levemente
Fere-me suavemente este sonho demente
Onde perco a razão e os sentidos
Onde aclamo por esta vida de guerreiro
Que se estende perante mim
O tempo toma conta da minha alma
E o sonho prolonga-se pela madrugada
Desvendando um conjunto de imagens
Que me são apresentadas
Neste espirito por vezes abstracto
Fraco estou...
No silêncio desta razão
E estou nu
Neste mundo louco e livre
Tentando ainda mergulhar no infinito
Desta luz...
Ainda dormente
Para ainda sentir o desejo
De ser o teu olhar por um dia
Para te sentir chorar na multidão
Percorrer os limites da eternidade
Alcançando o ambar gritante
Que se derrama lá no fundo
No intímo de um som
De uma tecla de piano
Levando-me ao limite deste frio acorde
Longe do meu ser
Por cima do meu corpo
Tentando alcançar a minha mente
Deixando-me levar pelos impulsos
Que me atacam levemente
Fere-me suavemente este sonho demente
Onde perco a razão e os sentidos
Onde aclamo por esta vida de guerreiro
Que se estende perante mim
O tempo toma conta da minha alma
E o sonho prolonga-se pela madrugada
Desvendando um conjunto de imagens
Que me são apresentadas
Neste espirito por vezes abstracto
Fraco estou...
No silêncio desta razão
E estou nu
Neste mundo louco e livre
Tentando ainda mergulhar no infinito
Desta luz...
Ainda dormente
Para ainda sentir o desejo
De ser o teu olhar por um dia
Para te sentir chorar na multidão
Percorrer os limites da eternidade
Alcançando o ambar gritante
Que se derrama lá no fundo
No intímo de um som
De uma tecla de piano
Levando-me ao limite deste frio acorde
quinta-feira, outubro 13, 2005
terça-feira, outubro 04, 2005
Nada mais quero esperar
Senão o que me for entregue
Nada mais quero ter
Senão a humildade para continuar a caminhar
Nada mais quero sentir
Senão o sentimento puro
Condensado num pote de mel
Oferecido com gentileza numa tarde de primavera
Nada mais quero ser
Senão este vento que se afasta
E se estende por entre os teus sentidos
Que toca o teu rosto
Para beijar a tua boca melodiosamente
Como que pintasse o teu sorriso a pincel
Quero ser só os meus dedos
Que passam e perpassam pelo teu corpo
Tocando nos limites da tua tela
Quero ainda ser a chuva
Para deslizar suavemente no teu cabelo
Escorregar pelos teus olhos e molhar os teus lábios
Sentir o teu cheiro
E esfregar a minha pele na tua pele
Numa dança de loucura e desejo eterno
Quero ser só a minha boca para tocar no teu ombro
Morder o teu queixo
E amar-te alienadamente
Senão o que me for entregue
Nada mais quero ter
Senão a humildade para continuar a caminhar
Nada mais quero sentir
Senão o sentimento puro
Condensado num pote de mel
Oferecido com gentileza numa tarde de primavera
Nada mais quero ser
Senão este vento que se afasta
E se estende por entre os teus sentidos
Que toca o teu rosto
Para beijar a tua boca melodiosamente
Como que pintasse o teu sorriso a pincel
Quero ser só os meus dedos
Que passam e perpassam pelo teu corpo
Tocando nos limites da tua tela
Quero ainda ser a chuva
Para deslizar suavemente no teu cabelo
Escorregar pelos teus olhos e molhar os teus lábios
Sentir o teu cheiro
E esfregar a minha pele na tua pele
Numa dança de loucura e desejo eterno
Quero ser só a minha boca para tocar no teu ombro
Morder o teu queixo
E amar-te alienadamente
terça-feira, setembro 27, 2005
Amo-te aqui…
Onde ninguém te vê
E todos te sentem
Onde o mar toca os meus sentidos
E me acorda para te descrever
Amo-te aqui e ali…
Onde o som da tua voz
Se confunde com o ruído suave da noite
Onde as estrelas
Sussurram pelos cantos do universo
Amo-te cá…
Num local onde a Lua nunca tocou
E a madrugada em tempo algum ousou pousar
Onde a vibração dos corpos é eternamente intensa
E os anjos se embriagam levemente
Amo-te…
Como se algum dia esperasse o fim da eternidade
Para te deixar um beijo no rosto
Onde ninguém te vê
E todos te sentem
Onde o mar toca os meus sentidos
E me acorda para te descrever
Amo-te aqui e ali…
Onde o som da tua voz
Se confunde com o ruído suave da noite
Onde as estrelas
Sussurram pelos cantos do universo
Amo-te cá…
Num local onde a Lua nunca tocou
E a madrugada em tempo algum ousou pousar
Onde a vibração dos corpos é eternamente intensa
E os anjos se embriagam levemente
Amo-te…
Como se algum dia esperasse o fim da eternidade
Para te deixar um beijo no rosto
segunda-feira, setembro 26, 2005
quinta-feira, setembro 22, 2005
Fui tão longe mas não me sinto diferente
Talvez maduro
Continuo ainda à espera que me levem daqui
Que dirão eles?
Ele foi um bom homem
Entrou na escuridão e continuou a andar
Nunca parou
Ele foi um assassino eremítico
Quem sabe um domador
Das palavras que saíram como gritos
Gritos alucinados de prazer...
Um puzzle de pensamentos e ideias
Uma visão aberta sobre a alma
Foi um sonhador
Um amante tranquilo
Já nem sei se hei-de sonhar
Ou até amar
E deixei-me amar
Talvez nem seja já eu que estou aqui
Talvez maduro
Continuo ainda à espera que me levem daqui
Que dirão eles?
Ele foi um bom homem
Entrou na escuridão e continuou a andar
Nunca parou
Ele foi um assassino eremítico
Quem sabe um domador
Das palavras que saíram como gritos
Gritos alucinados de prazer...
Um puzzle de pensamentos e ideias
Uma visão aberta sobre a alma
Foi um sonhador
Um amante tranquilo
Já nem sei se hei-de sonhar
Ou até amar
E deixei-me amar
Talvez nem seja já eu que estou aqui
quarta-feira, setembro 21, 2005
Seduz-me seda pura
Porque a noite é mesmo assim
Voa sobre o meu tempo
E ri-te da madrugada
Quero ver-te com o meu pó nas tuas mãos
Quero sentir que viajas no meu mundo
Enquanto te acompanho com as minhas asas
Percorrendo uma estrada diferente
Um atalho…
Um caminho oculto por entre as margens de um rio
Ah… Como é áspero este amor
Por vezes com falta de alguns tons de azul
Porque a noite é mesmo assim
Voa sobre o meu tempo
E ri-te da madrugada
Quero ver-te com o meu pó nas tuas mãos
Quero sentir que viajas no meu mundo
Enquanto te acompanho com as minhas asas
Percorrendo uma estrada diferente
Um atalho…
Um caminho oculto por entre as margens de um rio
Ah… Como é áspero este amor
Por vezes com falta de alguns tons de azul
terça-feira, setembro 20, 2005
Não te sentes isolado?
Quando caminhas por uma longa estrada
Quando te sentes afastado por esta solidão
Que se alastra dia após dia
Como uma epidemia de sentimentos
Convulsos…
Sentes-te assombrado pela memória
Pela vasta recordação de ser o que se foi
Tentas pedir ajuda
Subornas o teu sentimento mais profundo
E alcanças algum extremo que te deixa de perturbar
Medo…
Quero contar-te um segredo
Mas a minha boca está seca
E não há espaço para as palavras que te quero dar
Mas…
Venda-me os olhos e deixa-me pintar um sorriso…
Legar-te uma flor
Acariciar-te um beijo
Dar-te um poema
Deixa-me abandonar a minha cabeça no teu ombro
E descansar na tua presença eterna
Quando caminhas por uma longa estrada
Quando te sentes afastado por esta solidão
Que se alastra dia após dia
Como uma epidemia de sentimentos
Convulsos…
Sentes-te assombrado pela memória
Pela vasta recordação de ser o que se foi
Tentas pedir ajuda
Subornas o teu sentimento mais profundo
E alcanças algum extremo que te deixa de perturbar
Medo…
Quero contar-te um segredo
Mas a minha boca está seca
E não há espaço para as palavras que te quero dar
Mas…
Venda-me os olhos e deixa-me pintar um sorriso…
Legar-te uma flor
Acariciar-te um beijo
Dar-te um poema
Deixa-me abandonar a minha cabeça no teu ombro
E descansar na tua presença eterna
segunda-feira, setembro 19, 2005
Nem uma palavra...
Nem uma única
O quarto está escuro
A vela apaga suavemente
Por momentos passaram por mim
Dois minutos,
Duas horas,
Dois Anos,
Duas vidas...
Um êxtase de pensamentos,
E um pássaro infeliz…
Pela manhã sai para a cidade
E procurei-me no meio de corpos desenfreados
Não me encontrei...
Estava à beira de me enganar de novo
E se eu não conseguir ir até ao fundo
Irei aonde a minha alma me deixar
Irei onde eu me cansar
Será que irei?
Até onde houver estrada para andar eu vou
Vou caminhando
Dois minutos…
Foram antes dois dias…
Fui dormir no chão com alguma dor de cabeça
Deitei-me junto à janela
E morri uma vez mais
Como tantas outras…
Em tantas mais páginas
Mais uma…
Sozinho
Mais uma madrugada
Cansado
Imprudente
Pálido
Inconstante
Sonhador
Morri uma vez mais…
Por momentos pensei que não queria mais respirar
Mas depois lembro-me como é sempre bom acordar
De manhã
Hum, e como é bom…
Há se vocês soubessem…
Ao ser incauto torno-me fraco
Sou mutável…
Instável
Variante
Sou eu assim
Não sei porquê…
Não me perguntes porquê…
Sou aquele que sonha fatigado
De percorrer um caminho incerto
Talvez amargurado!
O que seria a vida
Sem de vez em quando saborear um sabor
Amargo adocicado
Será a vida um apocalipse de doces desejos inatingíveis?
Nem uma única
O quarto está escuro
A vela apaga suavemente
Por momentos passaram por mim
Dois minutos,
Duas horas,
Dois Anos,
Duas vidas...
Um êxtase de pensamentos,
E um pássaro infeliz…
Pela manhã sai para a cidade
E procurei-me no meio de corpos desenfreados
Não me encontrei...
Estava à beira de me enganar de novo
E se eu não conseguir ir até ao fundo
Irei aonde a minha alma me deixar
Irei onde eu me cansar
Será que irei?
Até onde houver estrada para andar eu vou
Vou caminhando
Dois minutos…
Foram antes dois dias…
Fui dormir no chão com alguma dor de cabeça
Deitei-me junto à janela
E morri uma vez mais
Como tantas outras…
Em tantas mais páginas
Mais uma…
Sozinho
Mais uma madrugada
Cansado
Imprudente
Pálido
Inconstante
Sonhador
Morri uma vez mais…
Por momentos pensei que não queria mais respirar
Mas depois lembro-me como é sempre bom acordar
De manhã
Hum, e como é bom…
Há se vocês soubessem…
Ao ser incauto torno-me fraco
Sou mutável…
Instável
Variante
Sou eu assim
Não sei porquê…
Não me perguntes porquê…
Sou aquele que sonha fatigado
De percorrer um caminho incerto
Talvez amargurado!
O que seria a vida
Sem de vez em quando saborear um sabor
Amargo adocicado
Será a vida um apocalipse de doces desejos inatingíveis?
sexta-feira, setembro 16, 2005
Amo intensamente...
Porque só assim consigo saborear
O verdadeiro paladar do amor...
Só desta forma alcanço
A qualidade que me é descrita
Pelos mais altos poetas
Amo intensamente...
Porque só assim consigo amar
E procuro descrever-me
Em mais um conjunto de frases
Que devolvem a sua verdade
A respeito deste teatro de palavras
Que formam esta representação fiel da minha alma
Porque só assim consigo saborear
O verdadeiro paladar do amor...
Só desta forma alcanço
A qualidade que me é descrita
Pelos mais altos poetas
Amo intensamente...
Porque só assim consigo amar
E procuro descrever-me
Em mais um conjunto de frases
Que devolvem a sua verdade
A respeito deste teatro de palavras
Que formam esta representação fiel da minha alma
De olhos vendados
Descubro a imprudência triste
De um homem louco
Tentando alcançar algo que encontro lentamente
Caio por vezes
Num buraco fundo de silêncio
Oculto na noite eterna dos meus olhos
Nada mais existe senão o meu toque
Sobrenatural…
Ouço por vezes vozes do passado
Mas presentes no meu ouvido
As palavras encobertas no meu ser
Sentado ali...
A água junto de mim
O tempo parece já nem passar por aqui
Escrevo algumas frases
Que ouso pensar
Outras que nem sequer quero registar
Algumas nem as quero compreender
Sem alguém com quem falar
Perco-me neste lugar
E procuro seduzir a minha alma
Para que me leve a uma memória distante
Arriscando-me a morrer de novo aqui
Busco em ti um beijo mais profundo que este mistério
Descubro a imprudência triste
De um homem louco
Tentando alcançar algo que encontro lentamente
Caio por vezes
Num buraco fundo de silêncio
Oculto na noite eterna dos meus olhos
Nada mais existe senão o meu toque
Sobrenatural…
Ouço por vezes vozes do passado
Mas presentes no meu ouvido
As palavras encobertas no meu ser
Sentado ali...
A água junto de mim
O tempo parece já nem passar por aqui
Escrevo algumas frases
Que ouso pensar
Outras que nem sequer quero registar
Algumas nem as quero compreender
Sem alguém com quem falar
Perco-me neste lugar
E procuro seduzir a minha alma
Para que me leve a uma memória distante
Arriscando-me a morrer de novo aqui
Busco em ti um beijo mais profundo que este mistério
Sou a porta
Sou um Touro
Sou a casa
Uma casinha...
Sou as paredes que ávidamente percorri
Sou a chave...
Jamais serei o pensamento que entra bruscamente
Sou uma página
Um livro...
Sou a capa que me envolve
E me destrói lentamente
Sou eu ofuscando-me com o peso
Das minhas páginas antigas
Das memórias e recordações...
Sou o tempo
Sou o vento
Sou a chuva que destrói as palavras
Sou a alma que me preenche
E me mata lentamente
Sou o cheiro da terra molhada
Sou o cheiro...
Sou um pedaço
Um pedaço de homem
Ora feliz
Ora descontente
Sou assim
Como quero ser
Sou um Touro
Sou a casa
Uma casinha...
Sou as paredes que ávidamente percorri
Sou a chave...
Jamais serei o pensamento que entra bruscamente
Sou uma página
Um livro...
Sou a capa que me envolve
E me destrói lentamente
Sou eu ofuscando-me com o peso
Das minhas páginas antigas
Das memórias e recordações...
Sou o tempo
Sou o vento
Sou a chuva que destrói as palavras
Sou a alma que me preenche
E me mata lentamente
Sou o cheiro da terra molhada
Sou o cheiro...
Sou um pedaço
Um pedaço de homem
Ora feliz
Ora descontente
Sou assim
Como quero ser
quarta-feira, setembro 14, 2005
Asfixia-me o mundo
Sufoca-me e prende-me este universo
Asfixia-me a vida
Mata-me a noite
No eterno silêncio da madrugada
Estou farto deste universo selado
Para onde não consigo fugir
Estou farto da dúvida
E de beber água em locais secos
Estou farto deste barco que se naufraga
Num oceano de temperamentos intemporais
A todo o momento…
Quero sair e não consigo
Quero brotar e não me deixam
Asfixiam-me as palavras
Os contos
As vidas
Quero viver e não consigo
Sufoca-me este meu ser ausente…
Sufoca-me e prende-me este universo
Asfixia-me a vida
Mata-me a noite
No eterno silêncio da madrugada
Estou farto deste universo selado
Para onde não consigo fugir
Estou farto da dúvida
E de beber água em locais secos
Estou farto deste barco que se naufraga
Num oceano de temperamentos intemporais
A todo o momento…
Quero sair e não consigo
Quero brotar e não me deixam
Asfixiam-me as palavras
Os contos
As vidas
Quero viver e não consigo
Sufoca-me este meu ser ausente…
segunda-feira, setembro 12, 2005
Não sou o Senhor do Tempo
Se o fosse as promessas seriam eternas
E o tempo paráva para sorrir
Sem limites...
Ainda assim
Tento alcançar um mundo
Sem regras
Onde alcanço por vezes alguma paz interior
As memórias
As conversas
Os risos
Ficam sempre na recordação
Mas porquê quebrar?
Porquê não dar mais risos ao tempo
Se o tempo foge invisivel
Com pressa de fugir
Foge por entre os dedos e as mãos rugosas
Por entre os cabelos brancos
Foge o tempo de mim
E dele alimento-me unicamente dos sorrisos
Dos beijos
E dos abraços
Que vivem eternamente na alma
Foge o tempo adulto que foi criança
Foge o tempo já maduro
Sem medo de morrer
Foge o tempo...
E deixa o verdadeiro âmbar
Com o Senhor do Tempo
Contudo páro ainda para sonhar
E percorro o sonho ávidamente
Porque não quero ser perseguido pelo pesadelo...
De não ter tempo para o tempo que há-de vir
Se o fosse as promessas seriam eternas
E o tempo paráva para sorrir
Sem limites...
Ainda assim
Tento alcançar um mundo
Sem regras
Onde alcanço por vezes alguma paz interior
As memórias
As conversas
Os risos
Ficam sempre na recordação
Mas porquê quebrar?
Porquê não dar mais risos ao tempo
Se o tempo foge invisivel
Com pressa de fugir
Foge por entre os dedos e as mãos rugosas
Por entre os cabelos brancos
Foge o tempo de mim
E dele alimento-me unicamente dos sorrisos
Dos beijos
E dos abraços
Que vivem eternamente na alma
Foge o tempo adulto que foi criança
Foge o tempo já maduro
Sem medo de morrer
Foge o tempo...
E deixa o verdadeiro âmbar
Com o Senhor do Tempo
Contudo páro ainda para sonhar
E percorro o sonho ávidamente
Porque não quero ser perseguido pelo pesadelo...
De não ter tempo para o tempo que há-de vir
Diz-me que solidão é essa
Que se aproxima e te liberta
Consegues ver o teu ser ausente
E o teu olhar desperta a ânsia de viver
Alcançar...
Que tipo de sonho queres viver
Por onde queres tu passar?
Será que estás livre neste lugar?
Nesta noite?
Deténs o meu olhar
E na magia da poesia
Consegues descrevê-lo em doces palavras
Por vezes...
Consegues ver como caio e me afundo
Num abismo profundo
Mas eu...
Estou sempre ausente
E por vezes nada me alcança
Poço fechado
Loucura...
Nada me alcança nesta viagem
Distante de ti
Distante de mim
Distante de todos
Porque só assim consigo caminhar
Que se aproxima e te liberta
Consegues ver o teu ser ausente
E o teu olhar desperta a ânsia de viver
Alcançar...
Que tipo de sonho queres viver
Por onde queres tu passar?
Será que estás livre neste lugar?
Nesta noite?
Deténs o meu olhar
E na magia da poesia
Consegues descrevê-lo em doces palavras
Por vezes...
Consegues ver como caio e me afundo
Num abismo profundo
Mas eu...
Estou sempre ausente
E por vezes nada me alcança
Poço fechado
Loucura...
Nada me alcança nesta viagem
Distante de ti
Distante de mim
Distante de todos
Porque só assim consigo caminhar
quinta-feira, setembro 08, 2005
Foste tu assim
Desapegaste-te de mim
Em momentos sinceros foste para mim
O mundo...
Amo-te incessantemente
Como a lua ama a noite
Sou sangue do teu sangue
Sou vida da tua vida
Talvez a idade te tenha feito assim
Ou por entre estas estradas da vida
Não existam já pontes que nos unam
Não importa o quanto gostes de mim
Nada mais importa agora...
Nada mais conta...
Ainda tens o meu carinho
Contudo...
Abraçar-te só em sonhos
Talvez um dia haja alguém que desça a montanha
Para me explicar porquê...
A distância mantém-nos vivos
Atentos...
Mantém-nos conscientes no inconsciente da saudade
Aquela distância imposta pela vida
Recordo-me de te ver chorar
Numa casa de banho de um qualquer restaurante de benfica
A mão apoiada na parede
Costas arqueadas
Soluçando como uma criança
Os teus olhos tristes
Tinha seis anos
E ainda me recordo vivamente da tua forma de chorar
Forte como um homem que eu queria ser
Ainda assim na minha inocencia eu tentei consolar-te
E se te lembrares dei-te a mão e chorei contigo
Quero que saibas
Que a minha forma de chorar é igual á tua
Desta vez por motivos diferentes
Não te lembraste uma vez mais do meu aniversário...
Mas... Não te tenho aqui para me limpares as lágrimas
Ou mesmo para me consolares
Estas caiem fortes mas tristes
Como um fio de água pura
Não te tenho aqui para chorares comigo
Nunca te tive aqui...
Perdoo-me uma vez mais por te perdoar
Perdoo-te porque te amo
Perdoo-te porque te devo a minha vida
Perdoo-te porque ainda tenho esperança de te abraçar
Perdoo-te porque não te consigo odiar
Arrependeria-me um dia de não te perdoar...
E ainda assim me interrogo porque não te lembras de mim
Porquê Pai?
Só queria um abraço forte
Só um...
Aquele que nunca tive
Aquele mesmo que não me soubeste dar
E eu tive medo de procurar
Aquele que no meu coração eu sei que nunca vou ter
Mas tenho esperança de sentir
A minha alma viveria por mais mil anos
Poderia este abraço durar um minuto
Um segundo...
Um momento é só o que pedia
Desapegaste-te de mim
Em momentos sinceros foste para mim
O mundo...
Amo-te incessantemente
Como a lua ama a noite
Sou sangue do teu sangue
Sou vida da tua vida
Talvez a idade te tenha feito assim
Ou por entre estas estradas da vida
Não existam já pontes que nos unam
Não importa o quanto gostes de mim
Nada mais importa agora...
Nada mais conta...
Ainda tens o meu carinho
Contudo...
Abraçar-te só em sonhos
Talvez um dia haja alguém que desça a montanha
Para me explicar porquê...
A distância mantém-nos vivos
Atentos...
Mantém-nos conscientes no inconsciente da saudade
Aquela distância imposta pela vida
Recordo-me de te ver chorar
Numa casa de banho de um qualquer restaurante de benfica
A mão apoiada na parede
Costas arqueadas
Soluçando como uma criança
Os teus olhos tristes
Tinha seis anos
E ainda me recordo vivamente da tua forma de chorar
Forte como um homem que eu queria ser
Ainda assim na minha inocencia eu tentei consolar-te
E se te lembrares dei-te a mão e chorei contigo
Quero que saibas
Que a minha forma de chorar é igual á tua
Desta vez por motivos diferentes
Não te lembraste uma vez mais do meu aniversário...
Mas... Não te tenho aqui para me limpares as lágrimas
Ou mesmo para me consolares
Estas caiem fortes mas tristes
Como um fio de água pura
Não te tenho aqui para chorares comigo
Nunca te tive aqui...
Perdoo-me uma vez mais por te perdoar
Perdoo-te porque te amo
Perdoo-te porque te devo a minha vida
Perdoo-te porque ainda tenho esperança de te abraçar
Perdoo-te porque não te consigo odiar
Arrependeria-me um dia de não te perdoar...
E ainda assim me interrogo porque não te lembras de mim
Porquê Pai?
Só queria um abraço forte
Só um...
Aquele que nunca tive
Aquele mesmo que não me soubeste dar
E eu tive medo de procurar
Aquele que no meu coração eu sei que nunca vou ter
Mas tenho esperança de sentir
A minha alma viveria por mais mil anos
Poderia este abraço durar um minuto
Um segundo...
Um momento é só o que pedia
terça-feira, setembro 06, 2005
Sinto que posso descrever-te
Por entre as linhas
Por dentro de tudo o que é puro
Nada mais me faz feliz senão o poder da expressão pura
Voto no silêncio puro e livre
O segmento de tristezas aparentes
Um qualquer simples mortal
Que segue por um caminho insignificante
E se torna demasiado real e perturbador
Faz-me pensar
E reflectir sobre a vida
E os estados de embriaguez que nela coexistem
Sonhos terminados a meio de uma qualquer loucura consciente...
Parece que sinto o gosto de uma eternidade
Que deperdiço com o tempo
Mas desprendo-me da anatomia de ilusões
Tentando tomar partido do que sinto
E me ataca em convulsões
Talvez me deixe assustado
Mas o que isso importa
Já que por vezes vivo na sombra
Mas não me canso da marcha solene
Que se estende pelo caminho
Obrigando-me a acreditar que existo
Por entre as linhas
Por dentro de tudo o que é puro
Nada mais me faz feliz senão o poder da expressão pura
Voto no silêncio puro e livre
O segmento de tristezas aparentes
Um qualquer simples mortal
Que segue por um caminho insignificante
E se torna demasiado real e perturbador
Faz-me pensar
E reflectir sobre a vida
E os estados de embriaguez que nela coexistem
Sonhos terminados a meio de uma qualquer loucura consciente...
Parece que sinto o gosto de uma eternidade
Que deperdiço com o tempo
Mas desprendo-me da anatomia de ilusões
Tentando tomar partido do que sinto
E me ataca em convulsões
Talvez me deixe assustado
Mas o que isso importa
Já que por vezes vivo na sombra
Mas não me canso da marcha solene
Que se estende pelo caminho
Obrigando-me a acreditar que existo
Apanha um comboio
E voa pelo mundo
O teu...
Ninguém te vai incomodar com o jantar
Mas todos querem ser milionários
Não existe nada melhor para fazer
Aguarda o que teme em libertar-se
Não se fará sozinho
Tens de dar uma ajuda
Esquece a noite e vive comigo
Abandona esses cães selvagens
E vem ao meu encontro
Vem despojada de qualquer arma
Deusa do meu culto
Mostra-te um pouco mais
Quero possuir-te na noite
Os meus olhos viram-te
Os teus cabelos ondularam sobre o meu corpo
E a tua máscara desapareceu
Memorizei a tua imagem pura
E percorri o teu corpo com os meus dedos
Suavemente...
Temendo conhecer-te
Mas querendo perder o controlo
Estou contente por termos testado o infinito
Por onde andas?
Vejo-te crescer... pelo meu intimo
Procuro-te no âmbar da noite
Acariciando a madrugada com o teu sorriso
Ah... oculto está em ti o segredo do meu prazer
Bem intenso no teu ser
Desfruto do teu sabor suado
Salgado
E voa pelo mundo
O teu...
Ninguém te vai incomodar com o jantar
Mas todos querem ser milionários
Não existe nada melhor para fazer
Aguarda o que teme em libertar-se
Não se fará sozinho
Tens de dar uma ajuda
Esquece a noite e vive comigo
Abandona esses cães selvagens
E vem ao meu encontro
Vem despojada de qualquer arma
Deusa do meu culto
Mostra-te um pouco mais
Quero possuir-te na noite
Os meus olhos viram-te
Os teus cabelos ondularam sobre o meu corpo
E a tua máscara desapareceu
Memorizei a tua imagem pura
E percorri o teu corpo com os meus dedos
Suavemente...
Temendo conhecer-te
Mas querendo perder o controlo
Estou contente por termos testado o infinito
Por onde andas?
Vejo-te crescer... pelo meu intimo
Procuro-te no âmbar da noite
Acariciando a madrugada com o teu sorriso
Ah... oculto está em ti o segredo do meu prazer
Bem intenso no teu ser
Desfruto do teu sabor suado
Salgado
segunda-feira, setembro 05, 2005
Maduro
O meu olhar
Que amor tangente te fez assim?
Amargo e doce...
Quem te deu esse tom de voz?
Ainda suave...
Ah... Como a vida nos faz viver desatentamente
Suavemente pintando rostos na presença do infinito
Amadurecendo na eterna esperança
Quase que me envolvo em lutas desiguais
Nunca importou quão alto voes amigo...
Importa sempre o local onde vais descansar
Eternamente...
O meu olhar
Que amor tangente te fez assim?
Amargo e doce...
Quem te deu esse tom de voz?
Ainda suave...
Ah... Como a vida nos faz viver desatentamente
Suavemente pintando rostos na presença do infinito
Amadurecendo na eterna esperança
Quase que me envolvo em lutas desiguais
Nunca importou quão alto voes amigo...
Importa sempre o local onde vais descansar
Eternamente...
quinta-feira, setembro 01, 2005
Aproxima-se o dia do meu aniversário
Mais um...
Um esperado momento de extrema diversão
Alguém diz que aquele que goza o aniversário
È porque sabe viver
Eu gozo o meu...
Numa cidade que não é a minha...
Rodeado de natureza ainda pura
Aproxima-se o dia
De alguém que teima em viver
Com força de caminhar e conhecer
Amo a vida e o que dela faz parte
Talvez o túnel não seja sempre escuro
Como o pintamos...
Ou talvez a caminhada nunca seja tão longa
Como a descrevemos
È preciso saber cair
E continuar a caminhar
Acordar...
E continuar a sonhar
Mais um...
Um esperado momento de extrema diversão
Alguém diz que aquele que goza o aniversário
È porque sabe viver
Eu gozo o meu...
Numa cidade que não é a minha...
Rodeado de natureza ainda pura
Aproxima-se o dia
De alguém que teima em viver
Com força de caminhar e conhecer
Amo a vida e o que dela faz parte
Talvez o túnel não seja sempre escuro
Como o pintamos...
Ou talvez a caminhada nunca seja tão longa
Como a descrevemos
È preciso saber cair
E continuar a caminhar
Acordar...
E continuar a sonhar
Poesia...
Podia dizer algo sobre ti
E tu de mim dirias tudo...
Mas só contigo posso sonhar
Porque tu és assim
Posso aqui morrer quando quiser
Posso partir assim que desejar...
E as estrelas para mim serão sempre um sinal
Da tua guarida
Talvez sejamos os dois tristes amantes da vida
Mas só tu me dás real força para viver
Dás-me conforto...
Alegria
Para continuar a amar a madrugada
A vida
E a noite...
Podia dizer algo sobre ti
E tu de mim dirias tudo...
Mas só contigo posso sonhar
Porque tu és assim
Posso aqui morrer quando quiser
Posso partir assim que desejar...
E as estrelas para mim serão sempre um sinal
Da tua guarida
Talvez sejamos os dois tristes amantes da vida
Mas só tu me dás real força para viver
Dás-me conforto...
Alegria
Para continuar a amar a madrugada
A vida
E a noite...
O som do mar e das estrelas
Parecem consolar-me durante alguns instantes
Tentando acalmar-me
Mas o barulho de algo que me perturba
Parece querer ser eterno
Não tenho para onde fugir neste local
Um campo aberto de paixões...
Só o mar me consola neste mundo
As estrelas
Juntas...
Parecem falar entre elas
Como se fossem Lírios brancos na madrugada
Dois amantes amam-se na praia perto de mim
Ao som desta balada...
As pegadas das gaivotas na areia escura
Deixam ainda a sua presença
Na terra húmida
Parecem consolar-me durante alguns instantes
Tentando acalmar-me
Mas o barulho de algo que me perturba
Parece querer ser eterno
Não tenho para onde fugir neste local
Um campo aberto de paixões...
Só o mar me consola neste mundo
As estrelas
Juntas...
Parecem falar entre elas
Como se fossem Lírios brancos na madrugada
Dois amantes amam-se na praia perto de mim
Ao som desta balada...
As pegadas das gaivotas na areia escura
Deixam ainda a sua presença
Na terra húmida
terça-feira, agosto 30, 2005
O teu cheiro etéreo
Perde-se no ar
Suavizando docemente o meu paladar
Olhem para mim...
Estou a pairar no tempo
Como um raio de Sol
Não sei quando este sonho tem fim
Sou uma folha de papel
Uma parede branca
Nua...
Sou o fim!
Porque o fim tráz o vazio
Ah...
O teu cheiro...
Leva-me pelas ruas antigas
Mata-me e Asfixia-me...
Perde-se no ar
Suavizando docemente o meu paladar
Olhem para mim...
Estou a pairar no tempo
Como um raio de Sol
Não sei quando este sonho tem fim
Sou uma folha de papel
Uma parede branca
Nua...
Sou o fim!
Porque o fim tráz o vazio
Ah...
O teu cheiro...
Leva-me pelas ruas antigas
Mata-me e Asfixia-me...
domingo, agosto 28, 2005
Cheira-me
Morde-me
Come-me
Com o teu sentido unico de mulher
Ama-me
Lamenta-me
Entristece-me
Devora-me
Subtilmente como se tocasses piano
Chora-me
Beija-me
Acaricia-me
Sente-me
Como se eu fosse o teu ambar
Deixa-me morder-te
Cheirar-te
Acariciar-te
Dá-me permissão para ser o teu homem
Deixa-me amar-te
Beijar-te
Acariciar-te
Assim como tocaria guitarra
Levemente com os meus dedos
E de ti sairiam as mais belas melodias
E as cordas...
Essas... Mudavam o rumo do Universo
Alquimia perfeita
Morde-me
Come-me
Com o teu sentido unico de mulher
Ama-me
Lamenta-me
Entristece-me
Devora-me
Subtilmente como se tocasses piano
Chora-me
Beija-me
Acaricia-me
Sente-me
Como se eu fosse o teu ambar
Deixa-me morder-te
Cheirar-te
Acariciar-te
Dá-me permissão para ser o teu homem
Deixa-me amar-te
Beijar-te
Acariciar-te
Assim como tocaria guitarra
Levemente com os meus dedos
E de ti sairiam as mais belas melodias
E as cordas...
Essas... Mudavam o rumo do Universo
Alquimia perfeita
quarta-feira, agosto 24, 2005
Choro lentamente lágrimas tristes
Com a agonia e tristeza de um homem cego
Sentindo que não posso mais contemplar o céu infinito
Tentando descrever as memórias
Agarrando as palavras ainda no ar
E lutando com elas por entre os bastidores da morte
Passo a passo sobre um campo de batalha
Caminhando pelo fogo adormecido
Humedecido pela madrugada
Sentado numa rocha…
Choro lentamente lágrimas fortes
Porque só assim consigo transbordar o que vivo
A minha alma soluça
E o meu coração estremece
Quase perdendo os sentidos
Mas continuo a percorrer as colinas
Os montes e os vales
Para encontrar algo que seja imortal
Mas… Sou mais pequeno que um mosquito
Uma abelha…
Uma flor…
Choro lentamente lágrimas quentes
Porque o dia é frio
E trouxe a humidade do norte
O vento já não é transparente
Com ele veio a areia branca da praia azul
À noite, choro devagar…
Para relembrar que sou errante
Para lembrar que sou eu
Para mostrar que nada mais sou que apenas eu…
Com a agonia e tristeza de um homem cego
Sentindo que não posso mais contemplar o céu infinito
Tentando descrever as memórias
Agarrando as palavras ainda no ar
E lutando com elas por entre os bastidores da morte
Passo a passo sobre um campo de batalha
Caminhando pelo fogo adormecido
Humedecido pela madrugada
Sentado numa rocha…
Choro lentamente lágrimas fortes
Porque só assim consigo transbordar o que vivo
A minha alma soluça
E o meu coração estremece
Quase perdendo os sentidos
Mas continuo a percorrer as colinas
Os montes e os vales
Para encontrar algo que seja imortal
Mas… Sou mais pequeno que um mosquito
Uma abelha…
Uma flor…
Choro lentamente lágrimas quentes
Porque o dia é frio
E trouxe a humidade do norte
O vento já não é transparente
Com ele veio a areia branca da praia azul
À noite, choro devagar…
Para relembrar que sou errante
Para lembrar que sou eu
Para mostrar que nada mais sou que apenas eu…
terça-feira, agosto 23, 2005
Estou ausente do meu viver
Mas não fora de mim
Assim vivo no mundo
Mas não dentro dele
Estou ausente porque desta forma
Voçês não me conseguem alcançar
Ou tocar...
Contudo continuo a procurar a minha voz
E o meu lugar
Estou ausente porque quero estar presente
Sem ser contaminado
E estou num local onde ninguém me vê
Porque só assim consigo sonhar
Mas não fora de mim
Assim vivo no mundo
Mas não dentro dele
Estou ausente porque desta forma
Voçês não me conseguem alcançar
Ou tocar...
Contudo continuo a procurar a minha voz
E o meu lugar
Estou ausente porque quero estar presente
Sem ser contaminado
E estou num local onde ninguém me vê
Porque só assim consigo sonhar
segunda-feira, agosto 22, 2005
Começa um novo dia
As máquinas ouvem-se pelas ruas...
Morre-se lentamente em Lisboa
Porque não se quer descobrir o que nos faz mudar
E esta ânsia que me estende à razão
Esta fúria de viver
Sem pressa de morrer
Só o tempo é livre
Só a liberdade é arrancada
Num último suspiro de dor
O passado é tão frio que me congela a mente
A mulher casada que se mente
O homem nu na entrada da sua casa
Esperando que ele saia
Para a ver despida de preconceitos
Sabes que mais?
Vocês são um bando de escravos!
Desesperam lentamente
Pedrados na noite
Desgastam a vida rapidamente
Invocam os deuses de outrora
Mas o mundo está a arder
E nada fazes para mudar
Matas-te aos poucos pobre anjo
Dá-me as boas vindas com o teu exército
Ou então aponta-me o dedo e mata-me
Não pares…
E move-te sobre a multidão
Não te culpes…
Não desistas
Pois eu vou atacar-te com o inesperado
E o inevitável acontece
As máquinas ouvem-se pelas ruas...
Morre-se lentamente em Lisboa
Porque não se quer descobrir o que nos faz mudar
E esta ânsia que me estende à razão
Esta fúria de viver
Sem pressa de morrer
Só o tempo é livre
Só a liberdade é arrancada
Num último suspiro de dor
O passado é tão frio que me congela a mente
A mulher casada que se mente
O homem nu na entrada da sua casa
Esperando que ele saia
Para a ver despida de preconceitos
Sabes que mais?
Vocês são um bando de escravos!
Desesperam lentamente
Pedrados na noite
Desgastam a vida rapidamente
Invocam os deuses de outrora
Mas o mundo está a arder
E nada fazes para mudar
Matas-te aos poucos pobre anjo
Dá-me as boas vindas com o teu exército
Ou então aponta-me o dedo e mata-me
Não pares…
E move-te sobre a multidão
Não te culpes…
Não desistas
Pois eu vou atacar-te com o inesperado
E o inevitável acontece
quinta-feira, agosto 18, 2005
Desesperado momento de solidão
Sento-me num banco de madeira no parque
E vejo os ramos quebrarem o seu dislumbre
Um miúdo passa numa bicicleta vermelha
Um qualquer pássaro voa em direcção a Sul
A alguma distancia consigo ver um pai aflito
Um vagabundo dorme no banco a uns escassos metros
Que é feito de ti...
O barulho dos balouços parece não querer abandonar algo que se tornou rotineiro
Alguém passa por mim e tem um ar triste
Diria fúnebre
Hey! Seu velho maluco! Que queres de mim!?
Não passas de um escravo dessa vida de avareza!
São todos uns amantes da madrugada
Mas escondem-se por entre as nuvens da noite
O parque fica no meio da cidade
Motores ouvem-se por vezes abafados pelas arvores
Onde estás tu velho amigo?
Mostra-te...
Sai desse véu, dessa nuvem...
Sai e vem sentar-te aqui
Anda
Há um lugar para ti
Guardei-o
Ès amigo da floresta, és meu amigo...
Mostra-me a vida que levaste para eu aprender
Eu posso dar-te ainda um pouco da minha juventude
Não quererás rir-te?
Ainda consigo rir-me...
Ainda...
Não quero ser como tu!
Quero ficar sempre assim...
Amante da natureza
Devendando a vida
Posso ensinar-te a tecnologia...
Ou a verdadeira realidade virtual
Sabes...
As pessoas não querem mais saber delas...
Querem Poder, fama, dislumbre...
Ego...
Querem o que tu nunca tiveste
O que eu não procuro
E o que nunca ninguém deveria procurar
Estes tempos estão doentios...
Estão corruptos...
Quem dera a mim viver nos teus tempos
Nada mais seria do que uma boa lembrança
E morreria em paz
Mas aqui sentados num velho banco de madeira...
O passado encontra-se com o futuro
Num qualquer parque de Benfica
Parece que ouço as árvores conversarem por entre as folhas
O suspiro do vento por entre a estrada de areia
Ou o Sol enfraquecido que espreita pelos ramos
Tentando desvendar algum caminho interior
Esquecido pelo tempo
Ah... Como queria que os tempos voltassem atrás
Imagino-me num coche de madeira andando pelas ruas
Os barulho das patas dos cavalos pelas avenidas mal formadas
E as pessoas que vendem o vinho na rua
Nada posso fazer senão habituar-me...
E habituar-me significa morrer
Quero ver as ruas cheias de gente
O cheiro da verdadeira vida
O tutano
O poeta que vende folhas soltas pela feira
Ou o ferreiro que cospe no chão
Deixa-me sonhar,
Deixa-me sonhar...
Deixa-me viver...
Sento-me num banco de madeira no parque
E vejo os ramos quebrarem o seu dislumbre
Um miúdo passa numa bicicleta vermelha
Um qualquer pássaro voa em direcção a Sul
A alguma distancia consigo ver um pai aflito
Um vagabundo dorme no banco a uns escassos metros
Que é feito de ti...
O barulho dos balouços parece não querer abandonar algo que se tornou rotineiro
Alguém passa por mim e tem um ar triste
Diria fúnebre
Hey! Seu velho maluco! Que queres de mim!?
Não passas de um escravo dessa vida de avareza!
São todos uns amantes da madrugada
Mas escondem-se por entre as nuvens da noite
O parque fica no meio da cidade
Motores ouvem-se por vezes abafados pelas arvores
Onde estás tu velho amigo?
Mostra-te...
Sai desse véu, dessa nuvem...
Sai e vem sentar-te aqui
Anda
Há um lugar para ti
Guardei-o
Ès amigo da floresta, és meu amigo...
Mostra-me a vida que levaste para eu aprender
Eu posso dar-te ainda um pouco da minha juventude
Não quererás rir-te?
Ainda consigo rir-me...
Ainda...
Não quero ser como tu!
Quero ficar sempre assim...
Amante da natureza
Devendando a vida
Posso ensinar-te a tecnologia...
Ou a verdadeira realidade virtual
Sabes...
As pessoas não querem mais saber delas...
Querem Poder, fama, dislumbre...
Ego...
Querem o que tu nunca tiveste
O que eu não procuro
E o que nunca ninguém deveria procurar
Estes tempos estão doentios...
Estão corruptos...
Quem dera a mim viver nos teus tempos
Nada mais seria do que uma boa lembrança
E morreria em paz
Mas aqui sentados num velho banco de madeira...
O passado encontra-se com o futuro
Num qualquer parque de Benfica
Parece que ouço as árvores conversarem por entre as folhas
O suspiro do vento por entre a estrada de areia
Ou o Sol enfraquecido que espreita pelos ramos
Tentando desvendar algum caminho interior
Esquecido pelo tempo
Ah... Como queria que os tempos voltassem atrás
Imagino-me num coche de madeira andando pelas ruas
Os barulho das patas dos cavalos pelas avenidas mal formadas
E as pessoas que vendem o vinho na rua
Nada posso fazer senão habituar-me...
E habituar-me significa morrer
Quero ver as ruas cheias de gente
O cheiro da verdadeira vida
O tutano
O poeta que vende folhas soltas pela feira
Ou o ferreiro que cospe no chão
Deixa-me sonhar,
Deixa-me sonhar...
Deixa-me viver...
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